Carta do dia 13 de agosto de 2013

5 de Ouros    Rigidez e sofrimento

5 de Ouros

Há alguns dias o Tarô vem nos alertando para o perigo da excessiva racionalidade, da opressão das emoções, da tendência a ignorar nossas carências, do apego. Hoje ele nos explica o porquê.

Tudo que não muda é destruído, toda rigidez é quebrada!

A necessidade de segurança nos leva ao apego material e emocional, quanto mais rígida for a estrutura da vida, maior a sensação de segurança. As mudanças assustam e por isso mesmo buscamos manter tudo de um jeito conhecido, sob controle. Para manter esse controle não pode haver flexibilidade nem tolerância. E para que tudo fique como “deve” ser geramos uma enorme tensão.

A tensão que se acumula e cresce alimentada pela falsa ideia de que o controle traz segurança, pode se manifestar de diversas maneiras: no casamento, na relação com filhos, na casa, nos bens materiais e até mesmo no exercício de uma atividade profissional que nada tem a ver com que realmente se deseja, que não é um reflexo fidedigno de seu interior.

Muitas vezes podemos sentir no corpo o resultado da tensão (dores no pescoço, nas costas) e quanto maior o tempo de acúmulo mais sérios podem se tornar os problemas físicos. Ou você ainda é daqueles que não acredita que as doenças tenham relação com o modo de vida?

Sempre que colocamos a segurança material como prioridade,desistimos de muitos sonhos, podemos optar por atividades que gerem riqueza, mesmo que não expressam nossos talentos e potencialidades; podemos nos relacionar com quem nos oferece essa segurança. E por mais que o mundo pareça gritar para que façamos diferente, que mudemos o rumo, insistimos em seguir esse ciclo de sofrimento, angústia e autodestruição. Gastamos nossa energia em coisas que não nos dão prazer e afetamos seriamente nossa saúde.

A vida nos apresenta os desafios e podemos aceitá-los ou negá-los, quanto mais negamos, mais eles aparecem. Como aquele frase: “quanto mais rezo, mais fantasmas me aparecem!” E o resultado dessa resistência pode se apresentar em perdas e doenças. Qual é a sua escolha?

O Tarô nos lembra que nossa disposição em encarar esses desafios pode ser a diferença entre uma vida de rigidez e sofrimento e uma vida de aprendizado e evolução.

Carta do dia 12 de agosto de 2013

Cavaleiro de Espadas              Cabeça a mil!

 

Cavaleiro de Espadas

A carta de hoje apresenta o Cavaleiro de Espadas e aqui temos uma forte expressão mental, tão intensa que ignora todos os outros sentidos. Aquilo que não pertence ao campo das ideias não é interessante, por isso isola as emoções, a espiritualidade, os instintos e até mesmo o corpo e a realidade material.

A racionalidade é tanta que se torna irracional, uma vez que o importante é pensar, elaborar, argumentar e não consegue levar um projeto adiante, colocar em prática.

E o que isso tem a ver com o dia de hoje? É um toque para que percebamos como estão e por onde andam nossos pensamentos. Devemos estar atentos aos nossos debates mentais e identificar se estão conectados com nossas emoções.  Muitas vezes temos a cabeça tão cheia de ideias que temos dificuldade de concentração, gastamos tanta energia nessas elocubrações que não decidimos nada nem atuamos.

É necessário que a mente ocupe o seu devido lugar, com suas importantes atribuições, mas sem querer comandar e ter o controle de tudo o mais. Não somos só mente, somos também coração e quanto maior a integração entre eles, mais fácil e criativa se torna a vida!

Carta do dia 11 de agosto de 2013

8 de Paus Rapidez e explosão

8 de Paus

Se ontem o Tarô apresentou a carta da Roda da Fortuna, nos lembrando que nada é permanente, que as transformações são parte da vida, hoje ele nos avisa que tudo pode ser muito rápido. As mudanças podem acontecer em uma velocidade maior do que se esperava.

Além disso, o 8 de Paus remete a uma energia contida que está prestes a explodir. Como um vulcão que guarda a pressão até o momento de ebulição. É impossível reter ou manter algo preso!

As explosões são rápidas e geradas por estados de extrema tensão.

Aprendemos a ser contidos, a não expressar nossos descontentamentos e sentimentos “desagradáveis”. Muitos de nós têm a vida repleta de obrigações, atividades profissionais estressantes, cotidiano super atarefado, sem tempo para si próprio.  E de repente, sem aviso prévio, vem aquela gota d’água e provoca a grande explosão!

Depois da explosão sentimos uma verdadeira ressaca moral – fruto do nosso aprendizado de contenção -, mas também um intenso alívio. O verdadeiro problema é dar continuidade a esse ciclo: contenção – tensão – explosão – alívio, sem quebrar esse processo, sem descarregar as raivas e as tensões internas, sem identificar suas causas e eliminá-las.

Sejamos capazes de aceitar a impermanência, de nos libertarmos daquilo que nos oprime, de destensionarmos diante de tantas situações. Que aprendamos a expressar o que sentimos e pensamos, que consigamos perder o medo de mostrar nossa sombra, integrando-a a nós mesmos!

Carta do dia 10 de agosto de 2013

10 A Roda da Fortuna  Movimento e expansão

10 – A Roda da Fortuna

A carta de hoje vem nos alertar de que o mundo e as coisas estão mudando constantemente, nada é permanente, nada é estável.

Nossa vida é feita de fases: infância, puberdade, adolescência, maturidade, velhice. Tudo começa e acaba, o que nasce morre, o que sobe desce… A vida tem seu ritmo, a natureza tem suas estações. Cabe a cada um de nós aceitar ou rejeitar essa impermanência e estado das coisas.

Nossa existência é permeada de oportunidades, possibilidades, encontros, propostas. É na interação com todo esse cardápio da vida que podemos crescer, resgatar e lapidar nosso ser e estar em constante transmutação.

Para que esse processo de autoconhecimento e evolução se desenrole precisamos entender que o mundo não quer nos castigar, não somos vítimas das situações, pelo contrário, atraímos as situações que podem contribuir para essa evolução, e quanto mais negamos e rejeitamos vivenciá-las, mais elas se repetirão. Nada acaba até que se tenha vivido até o fim!

A Roda da Fortuna nos convida a acompanhar o seu movimento, sem resistência, adotando uma postura receptiva ao novo, aprendendo com ele e expandindo nossa vida,

Carta do dia 09 de agosto de 2013

5 de Paus      Luta e mobilização

5 de Paus

Não existe vida traçada e definida. Nossas escolhas, decisões e ações dão o contorno de nossas vidas. O universo conspira a nosso favor, mas não adianta ficar esperando que isso aconteça, não basta desejar, é preciso colocar a energia em movimento. Imagine uma pipa, o vento fará com que ela ganhe espaço, mas antes você tem que colocá-la no ar.

Pelo que nos mobilizamos? Pelo que lutamos?

A estagnação, a passividade, o marasmo não são aspectos naturais. Eles mascaram o medo de desejar e batalhar pelo que se quer. Lembra da carta de ontem? O Demônio enfatiza a importância de libertar os instintos, de se permitir ter prazer. Hoje, o Tarô nos convoca a lutar por eles!

Mas, não é a luta pela luta, não é o lutar como um vício de comportamento, como se estivesse em uma eterna competição, sem considerar seu lado mais sensível. Não é a luta pela autoafirmação do ego e pelo poder. É a luta por aquilo que o mobiliza na vida, que está em seu coração e representa um prazer genuíno. É lutar por aquilo que verdadeiramente quer, rompendo com a necessidade de apoio e reconhecimento social, superando as autocríticas, autoinvalidações e preconceitos. É lutar e abrir seu caminho entre o coração e a realização.