Carta do dia 08 de agosto de 2013

15 O Diabo         Dar vazão aos instintos

XV – O Demônio

Antes de mais nada, não fique impressionado com o nome da carta. A carta do Demônio representa nossos instintos e, por isso mesmo, está associado a ele. A figura do diabo foi utilizada pela igreja com o objetivo de conter os instintos humanos, transformando-os em pecado. Dar vazão aos instintos era duramente censurado, não é para menos que a Idade Média foi marcada por atrocidades cometidas pela Igreja para acabar com as coisas que considerava do diabo.

Mas, hoje sabemos muito bem que tudo é dual, nada é unívoco! Assim, também o é a carta do Demônio, que simboliza os instintos sexual, de defesa, de preservação e de pertencer a grupos. Quando exercitamos conscientemente nossos instintos eles vem acompanhados de prazer e alegria. É como beber água quando temos sede.

Passamos a vida ouvindo que temos que refrear nossos instintos. E nessa busca da “normalidade” e da aceitação social, seguimos reprimindo nossos instintos. Negamos nossos impulsos e desejos, vivemos no conformismo e na renúncia do nosso íntimo. Aceitamos e obedecemos às normas e nos deixamos manipular.

A carta do Demônio vem nos lembra que quanto mais reprimimos nossos instintos, mais nos distanciamos de nós mesmos, Precisamos liberá-los sem mais dar desculpas intelectuais e morais para censurá-los e manter essa falsa sensação de controle, Precisamos trabalhar e expressar nossos instintos, identificando e desativando as causas de seu bloqueio.

Quando integramos nossos instintos estamos nos conhecendo, nossos medos vão perdendo a força e nos tornamos mais vitais, alegres e bonitos!

Uma reflexão a mais… dia 07/08/2013

Nestes dias em que o Tarô tanto tem nos orientado a seguir o caminho de nossa essência, que tanto tem nos sugerido que o melhor trabalho é aquele que fazemos com amor e prazer, que tanto tem reforçado que esse caminho é próspero, aí vai um vídeo para clarear e nos ajudar a entender melhor essa mensagem!

Para quem não conhece, vale a pena assistir; para quem já conhece, não custa nada rever!

Se o dinheiro não existisse: http://www.youtube.com/watch?v=qmaq15qL7Q8

 

 

 

Carta do dia 07 de Agosto de 2013

10 de Ouros          Prosperidade material

10 de Ouros

É impressionante como o Tarô vem batendo na mesma tecla! No dia 1º esta mesma carta foi apresentada. No conjunto das últimas mensagens está um apelo para que nossas atividades profissionais sejam uma expressão de nossa criatividade, daquilo que gostamos de fazer. Por que será que ele tem insistido tanto nisso?

Talvez esta carta – 10 de Ouros – apresente parte importante da resposta. A maior preocupação em iniciar um novo projeto está em não ter o retorno financeiro esperado ou que não esteja à altura do padrão de vida que se tem agora. Quanto mais radical for essa mudança, maior o temor.

Se as últimas carta nos invocam a fazer o que gostamos, a fugir dos condicionamentos e a nos integrarmos com nossa essência, a carta de hoje nos diz: “vai, faz o que você quer fazer, porque o dinheiro será consequência natural!” Se as outras cartas nos levavam a refletir sobre “o que você faria se o dinheiro não fosse importante?”, hoje o Tarô nos mostra que, quando fazemos o que gostamos, somos recompensados.

Por tudo isso, esta carta também reforça a necessidade de termos uma relação saudável com o dinheiro, ele nem é céu, nem inferno!

Quanto mais ele for valorizado unicamente pelo seu fim, sem considerar o prazer e a satisfação da atividade que o gera, mas  apenas pela ambição de tê-lo, pelo poder que ele proporciona, mais escravo fica-se do dinheiro, maior importância ele tem na vida e maior é a possibilidade dele nunca estar na quantidade desejada.

Quanto mais o dinheiro for considerado o cancro da sociedade, que a tudo ele corrompe, que quem o busca está deixando de evoluir, mais se distancia da possibilidade de obtê-lo, pois na verdade, não se sente merecedor de possuí-lo. Considera toda ambição maléfica e tenta sufocar todo desejo de progresso financeiro. É quase um pecado querer ser mais próspero, afinal dos pobres é o reino dos céus. Com isso, afunda-se em dívidas, perde oportunidades de ascensão profissional e de melhoria econômica.

O dinheiro é o retorno obtido pelo nosso trabalho nesse tipo de sociedade que vivemos. Nas sociedades pré-capitalistas, quando as famílias não tinham tudo que precisavam para viver, havia trocas. “Eu produzi muito feijão, mas não tenho arroz, vou trocar com o pessoal do sítio ao lado!” Isso era conhecido como escambo. O resultado do seu trabalho era trocado pelo fruto do trabalho de outras pessoas. O dinheiro surgiu como maneira de facilitar essas trocas comerciais, mas hoje ele é motivo de exploração. Usemos isso como motivação para lutarmos pelo reconhecimento financeiro do nosso trabalho, mas não para negar o dinheiro em nossas vidas!

É necessário mudar a relação com o dinheiro, ele precisa ser colocado no lugar certo e usado conscientemente. Quando validamos nossos projetos e nosso trabalho permitimos que o dinheiro flua, colaborando no nosso crescimento e desenvolvimento, pois sabemos que seremos recompensados.

Carta do dia 06 de agosto de 2013

14 Temperance       Integração dos opostos

XIV – A Temperança

A cada dia, o Tarô nos mostra os benefícios da integração de nossa essência com nossas atividades, escolhas e modo de vida. Ele vem, sistematicamente, nos alertando para a necessidade de encontrarmos prazer em nossas ações e hoje ele apresenta esse Arcano Maior (arquétipo universal), que simboliza a união e integração dos opostos presentes dentro de cada um de nós, sem a predominância de um dos lados, sem radicalismos. É a Temperança, com ela devemos deixar de lado o hábito de divisão, separação e estereótipos. Devemos nos libertar de nosso olhar bipartido, bipolarizado e maniqueísta sobre as coisas e as pessoas – especialmente sobre nós mesmos!. Nem tudo se divide em preto e branco, doce e salgado, positivo e negativo, bom e mau. Todos nós temos um pouco de cada coisa e quando nos forçamos uma coerência única, provocamos intenso sofrimento.

A origem de muitos conflitos internos está na diferença existente entre nossa essência e nossos valores: sentimos de um jeito que achamos que não é bom; queremos algo que consideramos inadequado. Massacramos nossa essência para poder atender às crenças que aprendemos e estabelecemos como corretas.

A Temperança vem alertar para nos libertamos dessas opressões, tanto as autoimpostas quanto as externas,  e permitir que nossa essência se expresse sem tensões, nem angústias. Quando permitirmos seu fluir,  o caminhar torna-se dança, o falar torna-se poesia e o silêncio torna-se meditação. A ação proveniente da essência não tem ansiedade por resultados, não precisa de esforço. Tem prazer!

 

Carta do dia 05 de Agosto de 2013

6 de Paus    Realização profissional fruto da sintonia interna!

6 de Paus

Hoje, temos uma continuidade do aspecto apresentado pela carta de ontem, que em pleno domingo trazia o tema do trabalho.  Se ontem o tarô nos orientava a ver a atividade profissional como um canal por onde deve fluir a energia vital, hoje ele sugere a expansão dos desejos e da criatividade.

O modelo da meritocracia, que permeia as relações sociais e profissionais, nos afeta diretamente – mesmo com nossas tentativas para não se submeter a ele. O tamanho do seu sucesso é proporcional aos seus esforços; todos querem o  prêmio mas esquecem a fadiga dos treinos. O conteúdo dessas frases estão tão profundamente introjetados em nós que tememos fazer ou ser diferentes. A questão não está no sucesso, mas no suor, no sofrimento para se ter mérito. A mensagem subliminar é que só tem mérito aquilo que é penoso, não o que é prazeroso.

E assim seguimos, transferindo para o setor dos passatempos as atividades que nos fazem bem, em que somos criativos, que flui sem esforço, que gera prazer; e focamos, profissionalmente, nas atividades meritórias, reconhecidas e agraciadas pela sociedade, com tensão, estresse e profundo cansaço. É como aquele jogo de palavras: você ama o que você faz ou faz o que você ama?

Aqui vale a lembrança das histórias de pessoas com carreiras de sucesso que largaram o status, a estabilidade, e partiram para atividades totalmente diferentes mas que geravam muito mais contentamento. Quando ouvimos essas histórias temos a tendência de dizer que elas podiam, tinham condições, deviam ter muito dinheiro guardado… e todos os outras condições favoráveis que imaginamos. Talvez isso seja verdade, mas talvez essas pessoas construíram essa possibilidade em vez de ficar eternamente nesse ciclo vicioso do fazer-o-que-não-gosta-mas-a-vida-é-assim-não-podemos-ter-tudo-que-queremos-temos-que-pagar-as-contas-temos-que-comprar-coisas… por aí vai.

Todos nós desejamos ter realização profissional e sermos reconhecidos pelo nosso trabalho, mas cada um tem seu próprio caminho e atividade que alimenta sua criatividade e oferece um enorme prazer em sua execução. Quanto mais permitimos viver de acordo com o que os “outros” esperam de nós, menos satisfação temos em nossa vida.  Mas, esteja atento, na maioria das vezes esses “outros” moram dentro de nós e nós os alimentamos e fortalecemos; se resolvermos parar de lhes dar ouvidos, eles ficarão mais fracos e deixarão de intervir em nossas escolhas, Será que não está na hora de começarmos isso?