Carta do dia 17 de agosto de 2013

5 de Espadas  O poder destruidor de uma mente negativa!                                     

5 de Espadas

Fechando a semana, que teve por tema a necessidade de integração entre mente e desejo, o Tarô nos apresenta uma carta que representa a negatividade de uma mente exaltada.

Na modernidade, ser racional é sinônimo de equilíbrio. Contudo, quanto mais mental somos, mais nos distanciamos da emoção e da esperança, porque a razão pura lança um olhar frio a tudo que vê e que pensa. Ela é crítica e pode ser muito destrutiva, negativa e derrotista.

Imagine uma pessoa que assiste a todos os programas que mostram os crimes, acidentes, brutalidades e crueldades que acontecem na cidade em que mora. Quando essa pessoa sai de sua casa acredita que algo ruim pode lhe acontecer, que nada de positivo atrairá, que ela pode ser a próxima vítima. Aquele cara que anda em sua direção na calçada pode ameaçá-la, pode agredi-la. Não se pode confiar em ninguém, deve se proteger, se resguardar e nunca, mas nunca, mostrar sua insegurança e medo – afinal é isso que aconselha todos os especialistas em violência urbana. E quanto mais medo sente, mais receio tem de atrair situações indesejadas e inicia um processo de autocrítica ferrenho. Não consegue acreditar que o mundo pode ser melhor, desiste de ter esperança. Quem perde a esperança fica desesperado. E assim, essa pessoa pode tanto se tornar deprimida e insegura em viver, pois sente-se incapaz de encarar esse mundo injusto, cruel e mau ; ou pode optar em se armar para combater seus inimigos, porque prefere ser o caçador a ser a caça (“se isso é uma selva eu serei um leão!”).

O exemplo acima pode ser extremado, mas será que temos uma atitude mental positiva? Ou será que também somos críticos, especialmente conosco mesmo? E quanto mais críticos, mais nos desequilibramos e nos atrelamos a ambientes e pessoas negativas. E por que tanta crítica? Do que precisamos nos esconder? Do que precisamos nos defender? O que está ameaçado e quais são essas ameaças? Por que continuamos a reproduzir mecanismos de autodefesa que adotamos quando crianças?

Usemos nossa capacidade mental a nosso favor! Reflitamos sobre as causas e as consequências de nosso automatismo mental e comportamental para poder nos libertarmos, para sair da mente destrutiva. Com isso, podemos parar com nossos hábitos compulsivos de reclamar, de achar que o mundo é perigos e está contra nós, e começar a sintonizar com aquilo que há de amoroso e belo no mundo e em nós mesmos.

Uma dica a mais: meditação kundalini

kundalini-2

Nesta semana o tarô tem insistido tanto para focarmos na nossa essência e dar a devida importância à nossa integração interna, que busquei uma das meditações de Osho, a meditação kundalini.

Essa é uma meditação ativa, segundo Osho, esse tipo de meditação possibilita uma catarse, liberando o corpo da opressão da mente. A kundalini, por sua vez, representa a serpente adormecida e enrolada em nós que precisa ser despertada para permitir o fluxo da energia em todo nosso ser.

Para entender melhor o que é kundalili, aí vai um bela explicação encontrada no site: http://www.salves.com.br/

“Kundalini é o poder do desejo puro dentro de nós, é a energia de nossa alma, de nossa consciência. Kundalini é a nossa emanação do infinito, a energia do cosmos dentro de cada um de nós. Como nossa energia criativa, ela pode ser imaginada como uma serpente enroscada adormecida na base de nossa coluna. Uma energia adormecida dentro de nós que se desperta, expande nossa consciência. Kundalini é a potencialidade de que todos nós somos capazes.

E quando nós despertamos a nossa Kundalini, nós nos tornamos cônscios de nossas capacidades criativas, de nossa finitude diante do infinito. A kundalini torna possível a nós, seres humanos com identidades finitas, relacionarmos com nossas identidades infinitas.(…)

Como resultado, toda nossa percepção se expande numa tremenda claridade. Percebemos os efeitos e os impactos de uma ação antes dela acontecer. Adquirimos o poder da escolha de agir ou não. A consciência nos dá esta escolha e a escolha nos dá liberdade. Quando conseguimos um fluxo constante da Kundalini, é como se estivéssemos nos despertando de  um longo cochilo, deixamos de viver numa realidade imaginária e nos tornamos compromissados com os nossos propósitos e metas aproveitando muito mais os prazeres da vida.”

Não tem tudo a ver com o que o Tarô tem nos mostrado? Pois é, por isso fiz a meditação kundalini e foi fantástico! Dá prá sentir a liberação no corpo, dá prá perceber que algo está acordando e sacudindo toda poeira acumulada. Durante a meditação, percebi minha ligação com a terra e com minha existência. Recomendo muuuito!

Ela é longa, dura 1 hora, dividida em 4 estágios, cada um com sua especificidade mas que no conjunto mostra um belo processo de libertação.

Para entender mais sobre essa meditação, acesse o site do Osho: http://www.osho.com/Main.cfm?Area=Magazine&Sub1Menu=Tarot&Sub2Menu=OshoZenTarot&Language=Portuguese

Há ainda um vídeo com as músicas e alertas de mudança de estágio: http://www.youtube.com/watch?v=nWix3cUwTbA

Faça e depois me conte o que sentiu!

Boa meditação!

 

 

Carta do dia 16 de agosto de 2013

3 de Paus      Significando a vida!

 

3 de Paus

Mais um reforço para o tema da semana: a busca de uma vida que espelhe os desejos internos. O Tarô dá mais uma cutucada para focarmos nossa atenção naquilo que vem de nosso íntimo para transformarmos nossa vida em vez de transformar nosso íntimo para adequá-lo às atividades que exercemos.

Todos nós, de um jeito ou de outro, criamos máscaras para agradar ou sermos aceitos pelo meio em que crescemos. E, como dizia Pessoa, de tanto usarmos essa máscara perdemos a noção de nossa real e verdadeira existência, quanto mais usamos essa máscara, mais distantes ficamos de nós mesmos. Nossa vida torna-se, pouco a pouco, sem sentido e vazia, temos dificuldades de saber exatamente o que queremos, o que desejamos. O que vai por dentro?

A carta de hoje clama pela libertação desse ego, nos invoca à transcendência! Que possamos dar sentido às nossas atividades, ter satisfação naquilo que fazemos. Mas, não é a satisfação como compensação (vide a carta do dia 15 de agosto de 2013), é a real alegria e contentamento por realizar aquilo que emana de nosso ser.

Aqui vale uma ressalva, pode ser que você já tenha encontrado essa atividade, que você já faz o que gosta, talvez precise apenas priorizar aquilo que te dá um senso de totalidade e demandar a outros as tarefas que não tenham muito a ver com você.

A mensagem importante desta carta é que possamos vencer os bloqueios, amarras e medos que nos impedem de fazer aquilo que realmente gostamos, aquilo que é a verdadeira expressão de nosso ser, alinhando o ser e o fazer!

Carta do dia 15 de agosto de 2013

7 de Copas         Frustração e Compensação

7 de Copas

Seguindo a linha de mensagens da semana, o Tarô hoje aponta a triste consequência de tentar manter a vida dentro de regras e limites considerados seguros e que atendam aos ditames sociais.

Quando a vida não segue da maneira que nossa essência anseia, quando temos muitas obrigações e tensões, buscamos compensação. Quando não temos o prazer de expressar quem somos, nossa criatividade e nossos talentos, quando não temos satisfação no nosso trabalho e nas relações afetivas, procuramos compensar nossas frustrações com bebida, sexo, compras, joguinhos eletrônicos e afins ou simplesmente sentar em frente à TV e ver qualquer coisa que não nos remeta à nossa própria condição. O problema está no excesso e na compulsão por esses prazeres, gastando tempo e dinheiro na tentativa de tapar o buraco interno que é muito maior do que o prazer que qualquer uma dessas atividades pode dar.

O pior de tudo isso é que muitos de nós acredita que a vida É isso! Que o viver é frustração e compensação, nada pode ser feito, apenas seguir na batida. E assim, não buscam o prazer verdadeiro, que vem de dentro, aquele que sentimos quando somos autênticos e verdadeiros conosco e expressamos nossa criatividade sem empecilhos.

Quando nos autorizamos a ser e fazer o que realmente nos dá satisfação, não precisamos da muleta dos prazeres substitutos.

Carta do dia 14 de agosto de 2013

5 de Paus    Batalhar pelo que se deseja!!!

 

5 de Paus

Há apenas 6 dias o Tarô apresentava esta mesma carta. Bem, se ele está insistindo é porque há algo importante que estamos com dificuldade em entender ou colocar em prática.

Esta carta representa a luta. Ela nos faz lembrar de que nada adianta ficarmos esperando para que as coisas aconteçam, se quisermos algo temos que correr atrás. É como aquela história de querer um namorado sem sair de casa – aí alguém complementa, só se for o entregador de pizza. Serve também para aquelas pessoas que querem ser promovidas ou mudar de emprego ou até mesmo achar um emprego e ficam esperando alguém se lembrar que elas existem.

É hora de acordarmos e pararmos de viver na fantasia, nos contos de fada. Se há um príncipe ou uma princesa para cada um de nós, ele não está nos procurando de porta em porta. O emprego dos nossos sonhos está em algum lugar lá fora.

Todos nós adoramos as histórias inusitadas de sucesso e de romance, quando tudo parece ser obra do destino. Mas, temos que nos lembrar que o destino é realizado por nós e ele nos dá uma grande ajuda quando entramos em movimento. Enquanto estivermos esperando nossos desejos se realizarem pela graça e realização de nossas preces, sem que tenhamos que fazer esforço algum, nada vai acontecer. Na melhor das hipóteses, seremos levados pela vida para onde ELA quiser, não para onde NÓS queremos.

Ontem o Tarô nos mostrou o sofrimento que o acúmulo de tensões pode provocar, tensões essas provenientes da necessidade de manter uma segurança material, pelo medo das perdas e das mudanças. Hoje ele nos mostra uma forma de sair dessa tensão: lutando e batalhando pelo que realmente queremos!