Carta do dia 22 de agosto de 2013

8 de Paus

8 de Paus – É prá hoje!!!

Magda Kumara

A carta 8 de Paus nos mostra que sempre que colocamos muita energia em alguma coisa, há dispersão. E tudo é muito rápido e não pode ser contido!

É como aquela vontade que está guardada há muito tempo para fazer ou dizer alguma coisa. Ou aquela intuição que chega e não dá para controlar. Ou quando se está no limite, quando não aguenta mais uma situação. Ocorre o movimento! Rápido e fugaz!

Para ilustrar, pense em um aparelho que funciona com voltagem 110 e você, inadvertidamente, coloca em uma tomada de 220V. Imaginou o que acontece? É isso que a carta do 8 de Paus nos mostra. Alguém pode ficar queimado ou chamuscado com essa explosão, mas essa energia precisa sair de algum jeito!.

Mas, e o medo disso acontecer? De perder  o controle, de fazer besteira, de pagar mico! Bem, isso só acontece quando nos contemos e nos submetemos por muito tempo. Então, precisamos começar a descarregar essa energia voluntariamente, conhecendo sua origem e sendo capazes de mostrar o que queremos e o que somos sem medo.

Muitas vezes, esperamos demais para agir: quando o momento for oportuno, quando tiver dinheiro, quando tiver mais tempo, quando for mais velho(a), quando se casar, quando se separar, quando os filhos nascerem, quando as crianças crescerem, quando o tempo estiver bonito, quando tiver perdido os quilos extras, quando conseguir o emprego que deseja,  quando conseguir o cargo que almeja, quando, quando, quando… E nisso a energia se acumula. O que se deseja fica para depois, o que é “sacrifício” faz-se agora. Quando esse quando vai chegar? Será que só pode ser quando explodir?

 

Carta do dia 21 de agosto de 2013

Cavaleiro de Ouros                Estabilidade Financeira       

 Magda Kumara

 

 

Cavaleiro de Ouros

A carta de hoje traz um aspecto bem concreto: dinheiro! Mas não é apenas em espécie, mas nosso potencial de trabalho e capacidade de crescer materialmente.

Talvez hoje seja daqueles dias que olharemos para o extrato de nossa conta do banco e constataremos que o saldo não corresponde ao suor e sacrifício de nosso trabalho. E conforme isso nos incomoda, mais frustração sentimos.

Por isso,  o Tarô nos aconselha a colocar nossa atenção não apenas no resultado financeiro, mas principalmente no aprimoramento profissional. Para isso, disposição, persistência e paciência devem ser as palavras-chave. O Cavaleiro de Ouros é uma carta de estabilidade e não a alcançamos do dia para a noite. Nesse processo a ansiedade é destrutiva, pois ela nos faz pensar que nunca vai dar certo, que é melhor desistirmos, que esse caminho não vai dar em nada.

Então pense: você está no caminho profissional que você acredita ser verdadeiro? Você dá o devido valor às suas capacidades? Elas são bem utilizadas em sua atividade? E, principalmente, você tem prazer no que faz?

Se sua resposta for afirmativa para essas questões, então não desista, porque todos seus esforços serão compensados! Não sacrifique seus sonhos em nome de resultados imediatos!

 

 

Carta do dia 20 de agosto de 2013

9 de Espadas        Mente cruel!

9 de Espadas

Acho que todo mundo já teve uma noite em que o sono não vinha, mesmo com o corpo bastante cansado. Quando a sonolência vencia, os sonhos eram recheados de pensamentos, como se ainda estivesse acordado.

A insônia frequentemente ocorre por excesso de pensamentos e por mais que se tenta desligá-los, não consegue. Mas o pior de tudo isso, é o tipo de pensamento. Segundo uma recente pesquisa norte-americana: “A insônia pode levar a um tipo muito específico de desesperança, e o desespero, por si só, é um poderoso preditor de suicídio”.

Esses pensamentos são autodestrutivos, extremamente críticos e cruéis. Quanto mais usamos a frieza da razão para avaliar nossa conduta e sentimentos, mais nos censuramos e condenamos nossos atos. Chega-se à conclusão de que é necessário reprimir, mais e mais, nossos impulsos e instintos, pois assim, não precisaremos passar por situações que acabam por nos expor e nos envergonham. E quanto mais enclausuramos nossa natureza animal, pior é sua expressão quando consegue escapar de nossa prisão mental. E então, temos que aumentar nossa segurança e reprimir mais e mais.

Dá para perceber as consequências disso? Esse estado mental é altamente cruel e destrutivo, essa constante autotortura leva a graves somatizações, provocando doenças físicas e psíquicas. A continuidade desse ciclo de repressão e autodestruição envenenam o corpo, reduzindo a vitalidade e a vontade de viver.

Lembra da Fiona da animação Shrek? Ela escondia seu lado ogro do mundo, na esperança de que um dia o beijo do amor verdadeiro a libertasse dessa maldição e ela pudesse ser sempre a linda princesa. Então, todos os dias, quando o sol estava se pondo, ela corria de todos para que ninguém visse sua faceta monstruosa, que tanto a envergonhava. E ela vivia esse conflito, quando humana ela tinha uma postura bastante agressiva; quando ogra ela era muito feminina e sensível. Mas, ela achava muito horrível ser aquele monstro e achava que o mundo a rejeitaria se a visse assim. Tudo o que ela queria era ocultar para sempre esse seu aspecto. Não foi isso o que aconteceu. O beijo do amor verdadeiro fez com que ela mostrasse seu lado mais verdadeiro – e porque não o mais belo – e ela ficou sempre na forma de ogro.

Apesar de um conto quase de fadas, essa historinha nos lembra que sufocamos tanto aquilo que achamos ruim dentro de nós, gastamos tanta energia, tantas noites de sono em auto-repreensões e auto-punições por termos sido espontâneos e autênticos, por termos deixado à mostra parte de nosso monstro, que nem cogitamos que podemos estar reprimindo o que temos de melhor!

Liberte-se dos grilhões da mente que distorce mais do que explica a realidade,  durma bem e seja mais feliz!

Carta do dia 19 de agosto de 2013

10 A Roda da Fortuna        Tudo passa!

 

X – A Roda da Fortuna

Hoje o Tarô nos apresenta um Arcano Maior. E daí? Você deve estar se perguntando. A diferença entre um Arcano Maior (esses que vem com um número em algarismo romano) e as cartas com os mesmos naipes de um baralho comum está na profundidade do assunto. Enquanto estas representam aspectos mais cotidianos e ações de ordem prática, os Arcanos Maiores nos trazem questões que carregamos durante a vida e que precisamos encará-las e assimilá-las nessa jornada.

Então, e o que a carta da Roda da Fortuna quer que trabalhemos? Ela aborda essencialmente a impermanência de tudo, absolutamente tudo na vida. Não sei se você conhece uma historinha mais ou menos assim: “Um sábio deu de presente a um rei um anel que possuía um fecho e lhe disse: ‘Abra apenas quando você estiver desesperado, nunca abra em outra situação.’ O rei agradeceu e colocou o anel no dedo. Passados alguns anos, seu reino foi atacado por inimigos e ele estava sofrendo uma grande derrota. Estava sendo aniquilado quando lembrou do anel e o abriu. Lá estava escrito: ‘Tudo passa.’ E sem que ele soubesse explicar, a situação deu uma reviravolta e os inimigos foram rechaçados. Após tudo ter voltado ao normal, no contentamento e alegria de ter seu reino reconstruído e próspero, o rei olhou para o anel em seu dedo e tentou se lembrar o que estava escrito em seu interior. Para satisfazer sua curiosidade, ele abriu o fecho e leu: ‘Tudo passa!'”

Tudo passa porque nada é permanente. As coisas ruins passam, mas as coisas boas também. O tempo passa, a vida passa. De nada adianta nos agarrarmos às coisas e às pessoas, à infância ou à juventude, porque tudo passa. Por isso a roda gira, o que estava em cima desce, e o que estava em baixo sobe e nesse processo tudo o que podemos fazer é nos manter integrados com o que somos e sentimos.

Quanto mais nos apegamos ao momento atual (seja de prazer ou de dor), maior será nossa dificuldade de passar pela transição. Nos cegamos e sofremos. Quanto maior a resistência, maior a força contrária – não foi isso que aprendemos nas aulas de física?

Dizem que quando caímos devemos relaxar o corpo e não tensioná-lo, porque assim nos machucamos menos. Quanto mais tememos a queda, maior é a dor do baque!

Aprendamos a viver no fluxo da maré, sem querer conter as águas e nem apressá-las. Sem ansiedade e nem nostalgia. Sem medo e nem agressão.

Estejamos abertos e receptivo para aquilo que a vida tem a nos oferecer!

Carta do dia 18 de agosto de 2013

10 de Copas  Relacionar-se com espontaneidade!

10 de Copas

Esta é uma carta que poderia ser usada no capítulo final de um conto de fadas: o príncipe e a princesa se casaram, tiveram dois filhinhos lindos e vivem felizes!

Somos bombardeados a buscar esse tipo de “felicidade”, a alegria de viver está em alcançar essas condições. Não há nada de errado nisso, o problema está em manter essa situação quando ela já não alimenta a alma, quando sufoca a autoexpressão.

O que somos capazes de suportar em nome da aclamada segurança? E que segurança é essa? É a segurança que se acredita ter quando atende compromissos e obrigações familiares, quando prioriza as necessidades e anseios de seu grupo. Ao mesmo tempo que “pensar em mim” significa traição e abandono.

É muito comum as pessoas manterem relações emocionais insatisfatórias para garantir uma “imagem”, seja do casal perfeito ou da família unida e amorosa. Mas para isso, é necessário disciplinar a espontaneidade e sufocar suas emoções. O pior é que muitas pessoas, mas muitas pessoas mesmo, acreditam que as relações “são”, “sempre serão” e “devem ser” assim!

O Tarô nos orienta a fazer uma reflexão honesta sobre nossos envolvimentos emocionais, observando como nos sentimos, se somos estimulados  ou sufocados por eles; se eles contribuem para a verdadeira expressão do que somos ou nos tolhem; se eles nos libertam ou nos aprisionam. É necessário transformar as relações para que elas auxiliem nossa evolução! Temos que encarar nossos medos, especialmente o medo de ficar só, pois em nome dele nos submetemos às piores condições afetivas.

Transformar as relações, não necessariamente romper vínculos, para recuperar a liberdade e a espontaneidade!