Carta do dia 27 de agosto de 2013

3 de Paus

3 de Paus

Ainda duvida de si mesmo?

Magda Kumara

Todos os dias ao tirar a carta, fico querendo que o Tarô apresente uma carta com uma mensagem diferente, que fale sobre amor, sobre coisas boas que estão vindo para a nossa vida! Mas parece que sempre gira em torno de um mesmo assunto, parece um disco riscado! Ele deve ter fortes motivos para isso!

Vivemos tempos em que o apelo externo se sobrepõe ao que nosso íntimo deseja. Somos constantemente convocados a correr atrás do sucesso, do corpo perfeito, do casamento perfeito, do emprego perfeito, enfim, tudo perfeito! Mas é a perfeição determinada pela sociedade, não é o reflexo de nosso interior.

Acho que por isso, o Tarô insiste tanto: olhemos para dentro de nós, aceitemos e validemos nossos desejos e anseios internos, pois eles são “perfeitos” para nós! Quanto mais duvidamos de nossos potenciais e criticamos quem somos, mais nos sentimos imperfeitos e maior é nossa necessidade de usar os exemplos externos como espelho. Nesse contínuo processo de autocrítica e autopunição, mais nos distanciamos de quem somos e mais buscamos alcançar e satisfazer o que o mundo espera de nós (na verdade, acho que o mundo não espera absolutamente nada de nós, isso é apenas uma forma de autoengano, pois enquanto buscamos a aprovação externa, continuamos na negação interna!) Está mais que na hora de entendermos que a real gratificação está em fazer aquilo que efetivamente faz sentido para nós, que seja a verdadeira expressão de quem somos!

Se ontem, a carta do Pendurado nos mostrava a importância do consciente se render ao inconsciente, a carta de hoje vem reforçar esse processo, sugerindo uma maior entrega à vida e aos nossos ideais!

 

Carta do dia 26 de agosto de 2013

12 O Enforcadp

XII – O Pendurado

Consciente rende-se ao inconsciente!

Magda Kumara

Temos hoje um Arcano Maior, uma carta que simboliza um arquétipo universal e que apresenta aspectos essenciais para a vida, aspetos existenciais.

O Tarô tem muito nos falado sobre a mente oprimindo nossos impulsos internos, nossa essência. Essa mesma mente – que tanto apreciamos porque nos dá o contorno de nossa vida, define o nosso campo de atuação, nosso controle, nossa “segurança” – representa nosso ego, afinal, criamos mentalmente aquilo que acreditamos que seria nossa melhor performance na vida.

Mas, o Pendurado aparece para nos alertar para a importância de inverter esses valores, mudar o enfoque. A cabeça, que está sempre no alto, vir para baixo e os instintos, que sempre ficam embaixo, irem para o alto! Render a mente e, sem julgamentos nem preconceitos, deixar fluir as emanações do coração, com determinação e desapego. Esse ego precisa morrer, para dar lugar a um novo ser.

Observe a figura. Veja que esse homem está nessa posição porque um de seus pés está amarrado. O que nos amarra a fazer o que queremos, a ser o que desejamos, a fluir ao sabor do vento que nos excita? Nossas obrigações! Obrigações que nos auto-impusemos, que acreditamos ser nosso papel, nossas atribuições. Mas, o Pendurado nos lembra que nossa única e exclusiva obrigação é com nossa própria natureza. E o sofrimento está em ir contra ela.

Esta carta nos convida à transcendência, a ir além do flerte e estabelecer uma conexão forte e estreita com o que vem do nosso interior. Assim, podemos evitar velhos padrões de comportamento que nos levam a assumir o papel de vítima e de mártir. Sempre esperando e realizando pelos outros e nunca para si, num processo de autossacrifício, autorrenúncia e auto-abandono.

O Pendurado, com tudo isso, nos mostra que a vida é muito mais do que cumprir com nossa jornada material, a vida é muito maior do que nossa mente cartesiana pode conceber (veja carta de ontem). A vida é uma dádiva, é um presente divino que precisamos honrar num contínuo trabalho de nos tornarmos unos e mais próximos com nosso eu cósmico.

Carta do dia 25 de agosto de 2013

6 de Espadas6 de Espadas

Rompimento com a mente cartesiana

Magda Kumara

A carta de hoje é literalmente a carta seguinte a de ontem. Isso, no Tarô, mostra a evolução de uma situação: quando superamos um estágio e passamos para outro.

Se ontem a mensagem estava em se libertar do medo de perder o controle da vida, a partir de uma racionalização irracional (pois o medo cria uma realidade ilusória, mas que o mental acredita), hoje a mensagem é nutrir e desenvolver nossa capacidade intelectual em direção à lucidez e ao equilíbrio.

Por muito tempo foi considerado científico todo pensamento cartesiano, racional e lógico. Intuição, impulso e palpite eram abominados e considerados irrelevantes e até “místicos”. Se não era possível provar, não era real. Apesar de muitas mudanças conceituais promovidas pelas ciências atuais, especialmente pela física, muitos de nós continuamos presos na concepção cartesiana do mundo, onde as sensações, emoções e instintos não tem valor. Viramos escravos de nossa mente, seguindo todos os seus ditames, repudiando o que ela não homologava, negando o que ela não validasse.

Hoje, o Tarô – que para muitas mentes cartesianas está no rol das crendices – nos orienta a libertarmos de mecanismos mentais que criam preconceitos, doutrinas e crenças que, de fato, robotizam nossa capacidade intelectual. Afinal, nossa mente é muito mais inteligente integrada com nossas emoções e instintos. Não é assim que nascem os gênios? Ou você ainda acha que eles usavam apenas o mental?

Carta do dia 24 de agosto de 2013

5 de Espadas

 

5 de Espadas

Aceito meu medo e permito que ele se dissipe!

Magda Kumara

Há exatamente uma semana, o tarô apresentou esta mesma carta. Por que será que ele quer reforçar seu significado? Vamos tentar entender…

Um aspecto importante que esta carta carrega é o medo da derrota, tanto em relacionamentos ou com o início de algo importante em nossas vidas. Esse medo da derrota é o medo de perder o controle, de deixar as coisas escaparem das mãos.

A lição a ser aprendida está, acima de tudo, em aceitar esse medo, pois quanto mais o combatemos, mais forte ele fica. Esse medo é muito menos racional do que parece, ele não reflete a realidade e sim uma visão ilusória que criamos.

Nesta semana o Tarô insistiu em nos mostrar as consequências devastadoras do acúmulo de energia, de tensão dentro de nós, fruto da repressão da verdadeira essência. Toda essa tensão representa um esforço imenso para manter o controle de nossas vidas, para que tudo aconteça e ocorra dentro do que planejamos e conhecemos. Manter tudo na tal da zona de conforto! E assim tememos tudo que pode ameaçá-la e vemos mais inimigos do que realmente existem.

O que de fato é real? O que tememos perder? Contra que estamos lutando?

A resposta que o Tarô está tentando nos dar é para que comecemos a lutar pelo que realmente satisfaz nosso interior e deixar de seguir padrões preestabelecidos!

 

Carta do dia 23 de agosto de 2013

Ás de copas

 

Ás de Copas – Resgate da emoção

Magda Kumara

O Tarô nos apresenta hoje uma carta em que estão implícitas todas as manifestações emocionais, o mais puro florescimento emocional.

É a carta que nos convida a liberar as emoções adormecidas, a permitir que a sensibilidade se expresse, a abrir o coração.

Quanto mais reprimimos nossos sentimentos, mais eles vão criando tensão e energia negativa interna e em algum momento vão sair, muitas vezes de maneira exaltada, exagerada. Foi o que o Tarô nos mostrou ontem. Para saber mais, clique aqui.

Há ainda parte de nossas emoções que guardamos por tanto tempo que ignoramos sua existência, mas, vez por outra, somos confrontados com sensações esquisitas, reagimos intensamente a coisas e situações que, racionalmente, não exigiam essa postura. Somos assaltados pelas emoções recalcadas!  E quanto mais evitamos essas emoções, mais elas nos confrontam e mais dos desconcertam.

Regatar as emoções, deixando-as desabrochar e permitindo que aflorem é o melhor caminho para equilibrá-las!