Carta do dia 04 de setembro de 2013

10 de Ouros

 

10 de Ouros

Abundância em todos os setores da vida!

Essa é a carta da riqueza. Riqueza em todos os níveis da vida: espiritual, emocional e físico. A maior riqueza é a interna que transborda e se manifesta também no material e não o contrário. Afinal, a origem de qualquer tipo de riqueza reside na consciência humana.

Quando tememos a privação (seja afetiva ou material), tornamo-nos possessivos. Esse apego faz com que esse tesouro fique armazenado, guardado e, com isso, sua energia fica estagnada e aos poucos vai perdendo seu valor. Essa é uma mentalidade pobre que não gera riqueza.

Nosso potencial de amor, que o Tarô vem nos apresentando nesta semana, multiplica-se quando é liberado e ofertado a outras pessoas. Tudo aquilo que guardamos, com medo de perder, extingue-se ou deteriora-se com o tempo. A água parada, depois de um tempo, perde todas as suas qualidades, fica sem oxigenação e não é mais capaz de abrigar vida saudável.

O tesouro, representado pela carta de hoje, quando distribuído, torna-se prosperidade.

Magda Kumara

Carta do dia 3 de setembro de 2013

2 de Copas

2 de Copas

Love is in the air

A carta de hoje vem reforçar a de ontem. O amor por si atrai o amor do outro. Quando nos amamos somos receptivos ao amor que nos é oferecido. E quando permitimos que o amor transborde em nós, olhamos o mundo com novos olhos.

Esta carta representa a união, o fim da divisão e da dualidade, a fusão harmoniosa do masculino e feminino. Se a carta de ontem representava a frutificação do amor, esta mostra o amor como um estado do ser; se ontem a carta representava o resultado da autoestima, esta representa a própria autoestima.

Ninguém vive sem amor! Todos precisam de ternura! Precisamos nos ofertar essa ternura e esse amor melhorando a forma como nos tratamos, acabando com as autoexigências e a busca insaciável pela perfeição; depondo o tirano que vive em nossas mentes e que nos pune a cada passo fora de suas crenças.

Coloquemos mais amor em nossas vidas, resgatando nosso próprio amor e preenchendo com esse amor nossas áreas psíquicas que estão ocupadas pelo medo, culpa, raiva, frustração… Deixemos que o coração seja nosso guia!

Amando-nos aprendemos a amar e ser amados!

Magda Kumara

Carta do dia 2 de setembro de 2013

3 de Copas

3 de Copas 

Frutificação do amor!

Êba!!! Finalmente uma carta de amor!!! E não é uma carta qualquer, é uma carta que mostra o poder, a abundância e a  multiplicação do amor!

Após o encontro, o amor começa a florescer. Os olhares, os toques… A vontade de se encontrar aumenta. A separação torna-se triste e dolorosa, o desejo de estar sempre junto cresce até sua realização. E chegamos a esta carta! A celebração do amor, o casamento, o morar juntos, viver cotidianamente o amor. O amor torna-se tão abundante e frutífero, que pode até significar gravidez.

Lindo, não é? E é lindo de qualquer maneira, mesmo para quem está sozinho, mesmo que isso não ocorra neste momento com uma outra pessoa. Porque está carta mostra que tudo isso só é possível acontecer plenamente quando a autoestima está positivada.

O encontro do amor também é um encontro consigo mesmo, de reconhecer sua beleza – interna e externa -, suas necessidades emocionais, seus potenciais e sua criatividade. Quando valorizamos o que verdadeiramente somos, quando depomos nossas máscaras e aprendemos a gostar de nossa imagem real, nos abrimos e nos tornamos receptáculos do mais puro amor.

Quando semeamos o amor por nós mesmos, colhemos um amor ainda maior. Possibilitamos que o outro se aproxime e compartilhe o seu amor. Podemos, enfim, viver e sentir o amor por inteiro!

Magda Kumara

Carta do dia 01 de setembro de 2013

17 A Estrela

XVII – A Estrela 

Sem os dogmas, mas com fé

Hoje o Tarô nos apresenta a linda carta da Estrela, nos lembrando que a esperança e a fé em quem somos são nossas guias. Mas que essa fé não é a mesma que nossas crenças (mentais) estabeleceram durante nosso processo de vida. Não é à toa que o Tarô ontem falou sobre a necessidade de nos libertarmos das opressões dessas mesmas crenças que há muitos anos adotamos.

Observe a carta:

 * A mulher nua simboliza a pureza. Para essa purificação, precisamos nos despir de todas as camadas de maquiagem, de armaduras e de máscaras que continuamente colocamos.

A mulher joga água no regato e na terra, por onde escorre. A água simboliza nossas emoções e sentimentos que não precisam ser guardados e confinados apenas no nosso interior. Eles também podem, e devem, estar presentes nos vários setores e aspectos de nossa vida. As emoções não precisam ser refreadas, nem represadas! Quando elas são expressas e respeitadas fluem graciosamente, tornando-nos muito mais conectados conosco mesmo e com tudo que fazemos.

A grande estrela mostra que nossa existência é uma parte de um todo e não um fim em si mesma. A estrela nos remete ao sentido cósmico de nossas vidas, à nossa espiritualidade. Quanto mais materialista é nossa forma de viver, mais distanciados ficamos dos aspectos sutis da própria vida. Integrarmos às demais forças da natureza e do Universo traz um outro sentido de vida e ajuda a nos libertarmos dos antigos padrões há muito obsoletos e que só nos traz sofrimento e dor.

A fé é uma crença. Uma crença é criada pela mente. Quando mudamos nossas crenças, mudamos nossa fé. Que nossas crenças possam considerar o todo e não apenas uma parte. Em tempos de tantos avanços na ciência, não cabem mais as velhas crenças cartesianas e materialistas.

Magda Kumara

Carta do dia 31 de agosto de 2013

2 de Paus

2 de Paus – Libertando-se das opressões!

O Tarô hoje retorna uma questão que ele constantemente traz: ser e fazer aquilo que aprendemos ou aquilo que intuímos e sentimos que é nosso caminho.

Durante nossa vida somos educados – ou  domesticados? – a nos comportar de acordo com o padrão de nosso entorno. Recebíamos aplausos ou vaias que iam confirmando aquilo que era legal e o que não era – algo bem pavloviano mesmo! A infância costuma ser uma fase em que aprendemos a boicotar o que queremos e sentimos em favor do afeto e atenção que recebemos quando fazemos a coisa “certa”. Na adolescência buscamos os grupos e tribos em que podemos expressar de alguma maneira essa parte que ficou oprimida – e quem não fez isso, quem foi “comportado” também nessa fase, acimentou ainda mais seu ser interno. Quando chegamos na fase adulta – ou em qualquer momento da vida – o nosso ser reprimido de alguma maneira irá se manifestar. Freud formulou o conceito do retorno do recalcado, que de maneira bem simplista, diz que os desejos reprimidos (recalques) podem “escapar” por meio de sonhos e fantasias, ou em lapsos e atos falhos, ou, ainda, em manifestações patológicas (sintomas).

Quanto mais negarmos a parcela reprimida em nós, maior o desconforto e a sensação de incompletude, porque ela se revolta contra a restrição e nossa mente, assustada, tenta criar novos e mais potentes mecanismos coercivos. É tanta energia gasta nesse processo! É tando desgaste psíquico, físico e emocional, que a pergunta que fica é: vale a pena?

Esta carta sugere que façamos uma poderosa reflexão sobre o que reprimimos em nós e por quê. Será que os motivos que geraram essa repressão ainda são válidos? O que temos a perder ao permitir a manifestação efetiva de nossa instintividade?

Uma coisa é certa, a paz que tanto desejamos ter na vida, começa dentro de nós!

Magda Kumara