Carta do dia 17 de outubro de 2013

3 Imperatriz

 

III – A Imperatriz

Ser seu pão e sua comida…

Há exatamente uma semana, o Tarô nos apresentava esta mesma carta. Se ele está repetindo, em tão pouco tempo, uma carta dentre outras 78, é porque precisamos reforçar a mensagem e aplicá-la na vida.

Vamos lá! Comecemos por uma autorreflexão: como você tem se tratado? Você tem cuidado do seu corpo, da sua saúde? Você tem dado atenção às suas necessidades, aos seus desejos? Você tem permitido o descanso e o desfrute? Tem se tratado com doçura e suavidade? Tem se mexido, dançado, caminhado? Nosso corpo é nossa casa e morada nesta vida e precisa ser bem tratado. No corpo ficam marcados nossos excessos e carências, nossa saúde física é resultado de nosso estado psicológico e emocional.

E então? Você tem se permitido o prazer? Está aberto para receber as boas coisas da vida?

E como você tem tratado as pessoas que ama? Tem dado atenção a elas? Tem dedicado tempo? Tem acarinhado e acolhido seus amores? Eles são nossos companheiros nessa jornada, tão queridos e necessários! Atenção especial para a mãe e seu relacionamento com ela – mesmo que não esteja mais aqui -, trabalhe os conflitos, revise a história.

Cuidar de si e dos outros, amorosamente; estar atento ao que o corpo precisa, nutrir-se, doar-se e apoiar-se. Expressar-se com amor e criatividade. Façamos isso todos os dias!

Magda Kumara

T. (11) 9-8506.3117

Carta do dia 16 de outubro de 2013

18- A Lua

 

XVIII – A Lua

Muitos de nossos problemas existem porque não os enfrentamos!

Só existe sombra, se existir a luz. A Lua é o complemento oposto do sol. Se o sol aquece, a lua é fria; se o sol ilumina, a lua oculta.

A carta da Lua apresenta nossa sombra: nossos aspectos escondidos, escondidos porque, em algum momento da vida, acreditamos que eles eram feios, maus, monstruosos. E se alguém os visse ou entrasse em contato com eles, deixaria de nos amar, ficaria decepcionado. Essa sombra é como uma grande tapete que fomos escondendo tudo que achávamos inadequados, tapete este que remonta desde nossa infância.

Se o Tarô nos apresenta esta carta hoje, significa que quanto mais tentamos fugir e esconder nossa sombra – de nós mesmos – mais nos sentiremos naufragando.

Há uma imagem que gosto muito, a imagem do poço. Imagine que você está em um poço, que você está se segurando para não cair, você tem muito medo de cair e tenta, com todos os seus esforços, voltar à superfície. Mas, apenas para se segurar nas paredes do poço são gastas todas as suas energias, não sobra nada para subir. É essa a mesma sensação de passar uma vida fugindo dos seus medos, escondendo de si mesmo seus problemas, traumas e tudo aquilo que não gosta em você.

Deixar-se cair e chegar até o fundo do poço, pode parecer ser derrotado, mas não é! Descer até o fim representa imergir, relaxar, acolher seus medos e aceitar quem se é. É libertador! Além do mais, recupera-se a energia para, aí sim, começar a subida, compreendendo-se, amando-se, livre do passado e de todo o peso das coisas escondidas.

Magda Kumara

T. (11) 9-8506.3117

 

Carta do dia 15 de outubro de 2013

0 O Louco

0 – O Louco

Dar vida à vida!

Se ontem o Tarô nos mostrava o mal que fazemos ao cortar nossas próprias asas, hoje ele nos diz para alçar o voo!

Se pensarmos bem, precisamos de muito pouco na vida, mas temos tanto apego a pessoas e coisas, e tanto apreço pela segurança que ficamos nesse esforço sem fim de controlar a vida. Esquecemos e relegamos ao passado todos os deliciosos atributos de criança. Perdemos a espontaneidade, a alegria, o bom-humor, a inocência, a entrega. Amadurecer, ser adulto, tornou-se o mesmo de ser racional, planejador, sagaz, desconfiado e controlador. E quanto mais nos distanciamos dessa criança – que ainda vive e grita por socorro em nosso interior – diminui o brilho do nosso olhar e a leveza de nossa vida.

A carta de O Louco representa a fonte do desejo, essa fonte que está em nós e que por mais que tentamos negar ou rejeitar, ainda está fluindo internamente. É o nosso inconsciente que, felizmente, não se subjuga ao medo, ao controle e as regras impostas pelo consciente. O consciente pode sufocá-lo, mas não matá-lo! Ele pode proibir a realização do desejo, mas não pode proibi-lo de existir!

Deixemos que essa linda criança ainda viva. Permitamos que a alegria, o desapego, a leveza, o otimismo sejam nossos guias. Paremos de julgar nossos desejos, não os escolhemos, então por que não aceitá-los? O problema não está nos nossos desejos, anseios e impulsos inconscientes, o problema está no medo, ou até mesmo terror, que o consciente tem desse desconhecido, medo de perder o controle. E quanto mais nos esforçamos para manter esse controle, cortamos mais e mais nossas asas.

Façamos como as crianças: vivamos intensamente o presente, com leveza, alegria e muita curiosidade!

Magda Kumara

T. (11) 9-8506.3117

Carta do dia 14 de outubro de 2013

8 de Espadas

8 de Espadas

Se tens medo de se expandir, tem medo da vida!

No interior, é comum cortarem as asas das galinhas para que elas não voem. Quem é da cidade até pensa que galinha não voa, na verdade ela voa bem baixinho. E esse termo, “cortar as asas” é muito usado para ameaçar alguém que está tentando alçar voos maiores ou até mesmo para incutir o medo: “não se anima porque daqui a pouco vão cortar suas asas”. E entre o medo de que cortem nossas asas em pleno voo, aprendemos a nos autopodar, assim evitamos a queda. E de tanto evitar a dor da queda, não nos permitimos voar!

As restrições autoimpostas funcionam como uma verdadeira prisão da alma e da vida. Impulsos, desejos, novas ideias, novos amores, são tolhidos pelo medo. Medo do fracasso, medo de errar, medo de se frustrar, medo de se desiludir. É como se aquele sonho comum da adolescência – o de estar nu em público – pudesse se realizar. E nisso, nos aprisionamos mais, cortamos mais um pouco nossas asas e quando vemos, nem um voo baixo somos capazes de dar.

É o momento de sair dessa escuridão de medo, dessa caverna que nosso ser habita. Não podemos passar a vida hibernando, há mais sol e calor lá fora do que nosso ego pretende nos convencer. Esse mesmo ego que nos sabota e que é tão pessimista, que nos faz acreditar que é melhor se apequenar do que sofrer ante a derrota.

A vida nos convoca a acreditar em quem somos e atender nosso apelo de expansão, de luz de amor. Sejamos corajosos para romper com as crenças de que não somos capazes, de superar as críticas e autocríticas, de crer que a vida é muito maior do que qualquer medo de derrota!

Magda Kumara

T. (11) 9-8506.3117

Carta do dia 11 de outubro de 2013

8 de Copas

 

8 de Copas

Não desista do caminho do seu coração!

Quantas vezes nos perguntamos se devemos fazer isso ou aquilo? Qual o melhor caminho a seguir? E tantas outras questões que nos fazemos diante de algumas situações da vida – ou até cotidianamente!

Tantos questionamentos têm algumas possíveis origens:

1. Desconhecimento de sua vontade real. As escolhas foram baseadas na procura de aprovação (ou o que julgava que agradaria às pessoas), submetendo-se a atividades que pouco têm a ver com você.

2. Descrédito sobre suas capacidades, pessimismo. Algo do tipo, “nada do que eu faço dá certo”, por que vou me dedicar a algo que nem sei se vai ser bom?”, enfim, desesperança, falta de confiança em si mesmo.

3. Crença de que a vida é feita de sofrimento, de que precisamos fazer sacrifícios: “temos que nos resignar, a vida é assim mesmo!”.

O Tarô nos convida para nos aproximar de nossa essência, acreditar nos nossos sonhos e desejos, encarar nossas vontades, a despeito do pessimismo – nosso e dos que nos rodeiam. A vida vale por isso!!!

As dúvidas surgem desse fastamento de nós mesmos, então refaçamos essa conexão! Aceitando e amando quem somos!

Magda Kumara

T, (11) 9-8506.3117