Carta do dia 12 de novembro de 2013

2 de Espadas2 de Espadas

Não se pode ser flexível e conciliador com aquilo que é importante!

Harmonia. Esta aí algo que todos desejam e buscam. Ontem o Tarô nos mostrava a importância de se conhecer e a partir desse conhecimento encontrar a harmonia, a tranquilidade de saber-se e entender-se.

Esta carta de hoje refere-se à harmonia forjada, construída por conciliação. A harmonia do “deixa prá lá” ou da barganha, mas não é a harmonia que vem de dentro, não, não é mesmo!

O que somos capazes de fazer para ficar em paz? O que somos capazes de engolir, suportar, aturar para evitar uma discussão, uma briga, um desentendimento? E, o mais importante, que preço pagamos para conseguir isso?

Abrimos mão das nossas reais vontades, abandonamos sonhos, desistimos de projetos, deixamos de lutar por tantas coisas significativas… Tudo isso para não decepcionar os outros, não criar um “clima” ruim, não irritar alguém, enfim, para manter a imagem que construímos e acreditamos que, assim, só assim, seremos aceitos e amados!

Talvez tudo isso esteja ligado ao pouco conhecimento que fazemos de nós mesmos, mas tantas concessões, tantos acordos e conciliações provocam uma grande mal interno. A briga passa a ser interna e vamos acumulando muita raiva e frustração.

Quem sabe se, ao percebermos os estragos que fazemos a nós mesmos, não começamos a valorizar, respeitar e privilegiar o que vai por dentro de nós? E daí então, poderemos ser flexíveis e conciliadores, não com o que é importante, mas com o que é periférico.

Magda Kumara

T.(11) 9-8506.3117

Carta do dia 11 de novembro de 2013

09-O Eremita

 

IX – O Eremita

Conhece-ti a ti mesmo!

Essa frase foi repetida por muitas vezes, por vários sábios. E por que parece ser uma tarefa tão difícil?

Você já percebeu o quanto se distrai de si mesmo? Buscamos tantas e tantas distrações: televisão, internet, música, jogos, compras… Até que em algumas dessas atividades acabamos fazendo pequenas reflexões sobre quem somos, mas nunca chegamos a fundo.

Uma das grandes dificuldades de conhecermos a nós mesmos mais profundamente é que fatalmente nos confrontaremos com o que somos e isso pode não ser muito bom. Veja só, considerando o tempo que ficamos acordados, nos olhamos muito pouco no espelho e, quando o fazemos, posamos, estampamos as nossas melhores expressões, buscamos o nosso melhor perfil. Por isso mesmo é que ficamos tão assustados com algumas fotos nossas! Oh, não! Estou muito mal nessa foto! Rasga, deleta, não divulga! Sou muito melhor do que isso!

Se com nossa aparência fazemos isso, como será chegar mais perto do que efetivamente se é e descobrir que não é tão legal, magnânimo, altruísta, gentil, honesto, sensível, justo, amoroso quanto se pensava? Construímos nossa imagem e alimentamos nosso ego com tantos penduricalhos, tantos efeitos que constatar que não somos bem assim pode ser muito dolorido. E por isso, seguimos nos distraindo de quem somos, driblando a dor desse contato, da dor de uma possível desilusão.

Mas, não adianta! Quando acontece alguma coisa que nos pega desprevenidos, nós nos mostramos efetivamente como somos, como sentimos. A máscara cai! E, de verdade, pouco importam os outros, o difícil é ter que conviver com isso. E, assim, sofremos! Sofremos para não entrar em contato com o que não gostamos em nós, sofremos quando essa parte de nós que não gostamos vem a tona! O melhor caminho para eliminar tanto sofrimento é conhecendo-se.

Essa é a mensagem do Eremita! Só podemos nos conhecer concentrando nossa atenção em nós mesmos, em silêncio, observando nosso corpo, nossas sensações. Compreendendo como somos, sem julgamentos, sem críticas, apenas percebendo e entendendo. Enquanto não nos conhecermos verdadeiramente, estaremos sempre em sofrimento e não conseguiremos resolver nem nossos problemas, nem os problemas do mundo.

Magda Kumara

T. (11) 9-8506-3117

Carta do dia 09 de novembro de 2013

4 O Imperador

IV – O Imperador

Qual seu papel na vida? Espectador ou ator/diretor?

Se ontem o Tarô nos apresentou a carta da Força, do poder da mente para realizar, da integração do corpo nas tomadas de decisão, hoje vem complementar essa mensagem com a carta do Imperador.

O Imperador apresenta o atributo masculino, a ação. Temos um corpo e cabe a nós decidirmos o que fazer com ele. Nascemos imersos numa cultura, numa sociedade,  numa família, mas somos nós que definimos o caminho que trilharemos. Enfim, ele nos clama para assumir a responsabilidade sobre nossa própria vida.

Reflita sobre a maneira com que tem conduzido a vida e os acontecimentos. Você é vítima? Você é o algoz? Ou você é o herói? Parece que sempre estamos assumindo essa ou aquela posição. Parece que oscilamos em nos sentir pobres coitados de todas as crueldades (“o mundo é mal”), ou nos sentir super responsáveis por tudo que acontece (“faço mal a tudo e a todos”) ou ainda nos sentir imprescindíveis (“se eu não tivesse feito o que fiz tudo teria dado errado”). E, observe, sempre há o outro como referência de nossos atos. O outro, o público, a plateia é quem está julgando nossos atitudes e comportamentos!

Chega disso! Ficar bem é um processo individual e solitário. Reverberamos o que toca dentro de nós e teremos o retorno compatível ao que vibramos. O som às vezes pode ser distorcido, porque há um outro ouvido que escuta, mas sua essência ficará.

Portanto, agarremos nossa vida com nossas próprias mãos e façamos dela o que desejamos e queremos. A carta do Imperador representa o autopoder. Mas, que esse poder esteja sempre associado à nossa natureza sensível e espiritual, pois esse poder sozinho pode tornar-nos déspotas, tiranos de nós mesmos e dos que estão a nossa volta.

Magda Kumara

T. (11) 9-8506.3117

Carta do dia 08 de novembro de 2013

08-A Força

 

VIII – A Força

Você não tem o direito de não fazer a sua vontade!

A racionalidade foi e é uma das características marcantes de nosso tempo. “Use a cabeça!”, “Acredite nos seus olhos, não na sua intuição!”, “O corpo nada sabe, quem sabe é a mente!”, e por aí vai. Assim, fomos ensinados a nos distanciar de nossos outros instintos, a desconsiderar os gritos de nosso corpo, a ignorar nossa intuição.

Somos seres racionais, portanto, usar a cabeça é algo que devemos fazer, mas precisamos usá-la a nosso favor, não contra nós. Por exemplo, uso minha cabeça para dizer que não sei fazer as coisas direito, que nunca vou melhorar na vida porque sou incompetente, que não sou bonito/a por não estar nos padrões de beleza estabelecidos, entre tantas outras coisas que passam pela mente e que evitamos falar, mas estão sempre a nos criticar, a nos colocar para baixo. Somos o que somos e isso não nos faz melhores nem piores, apenas somos!

É hora de abandonarmos esse maniqueísmo de que tudo se divide em bom e mau, bonito e feio,  certo e errado. Isso é tão pequeno e tão desnecessário! Se continuarmos nesses extremos, tornaremos nossa vida numa eterna busca por um perfeição que nunca encontraremos.

Aceitar-se como se é, aceitar-se em constante mutação, aceitar-se como uma expressão do seu interior a cada momento.

Mas, essa aceitação deve ser integral! Aceite seu corpo, permita que ele desfrute prazeres; observe seu corpo, identifique suas sensações e necessidades. Libertemo-nos dos tabus que impõem regras sobre o corpo, ele está sob nossa responsabilidade e cabe apenas a nós decidir como cuidá-lo e acariciá-lo.

É com o corpo que nos relacionamos com o mundo físico e nossa existência neste mundo depende única e exclusivamente dele!

Magda Kumara

T. (11) 9-8506.3117