Carta do dia 21 de agosto de 2013

5 de Paus

 

5 de Paus

Pelo que lutas?

Vivemos em uma sociedade bastante competitiva, isso ninguém pode negar. A meritocracia é um ótimo exemplo disso: temos que nos esforçar para sermos melhores. Quem não lutar e mostrar o que pode não tem vez no mercado de trabalho e, se bobear, também nunca encontrará alguém com quem compartilhar a vida.

Estamos tão imersos nessa crença que vivemos sem questioná-la, pelo contrário, questionamos a nós mesmos, nos perguntamos se somos bons o suficiente para ter chance nessa grande competição que é a vida. E, normalmente, constatamos que ainda estamos muito aquém do que deveríamos ser para estar entre os primeiros e ter as melhores oportunidades na vida.

E, ao direcionar nossa vida em busca das melhores posições, perdemos o contato com aquilo que é mais importante. Gastamos nossa preciosa energia criativa em coisas que não trazem alegria e paz de espírito. E a insatisfação nos ronda, mesmo quando elevamos nosso status.

Quando lutamos para estar nessa competição, lutamos para alimentar nosso ego, nossa vaidade, por isso a satisfação é momentânea, não consegue perdurar. É a mesma satisfação adquirida pela bebida e pelas drogas, passa, simplesmente passa. E, de tão efêmera, buscamos mais e mais uma dose, para aumentar sua duração. Sabemos onde isso vai dar, o que pouco percebemos é que fazemos isso constantemente com prazeres rasos, pois não representam realização, não estão em sintonia com nossa essência.

Se é para lutar, lutemos para transformar nossa vida na real expressão de quem somos, lutemos para vencer os bloqueios que impedem nossa ação, lutemos para entender, conhecer e realizar o que nossa coração deseja!

Magda Kuamra

T. (11) 9-8506.3117

Carta do dia 19 de novembro de 2013

Ás de Paus

 

Ás de Paus

Mantendo a chama da vida acesa e ardente!

O fogo é cheio de simbolismos e interpretações. Há quem pense no seu poder destruidor e o quão é importante que ele seja controlado. E quem percebe assim esse elemento tão mágico, não enxerga todas as suas maravilhosas atribuições.

Segundo a mitologia grega, o fogo era considerado tão importante e vital que os deuses tinham exclusividade sobre ele, até que Prometeu o rouba e entrega aos homens. Esse seu ato é justificado em duas versões: uma que diz que ele queria favorecer a humanidade, confrontando os deuses e outra que diz que ele queria que os homens tivessem a supremacia sobre os outros animais.

Se não quisermos falar de mitos, podemos falar da evolução humana. Quando o homem conseguiu produzir fogo ele passou a ser fonte de luz e calor, deu aos homens mais segurança contra os perigos (especialmente para afugentar animais) e talvez tenha até contribuído para estreitar os laços de solidariedade entre eles, ao se juntarem em volta da fogueira.

Usemos esses atributos do fogo nos aspectos de nossa natureza, em nossa vida. O fogo apresenta o aspecto energético, a vitalidade. Ele se manifesta em nós pela energia criativa, pela energia sexual, pelos instintos. Representa nossa atuação e ação no mundo, pelo trabalho e por nossas iniciativas.

Quem teme esse fogo, teme a própria vida! Teme seguir seus instintos e descobrir que eles o levam para paisagens muito diferentes daquelas a que está acostumado. Tentar conter esse fogo é manter-se prisioneiro, é diminuir sua vitalidade, é viver pela metade. Permitir que nosso fogo se manifeste é ser e existir sem amarras, sem medos, sem a necessidade de agradar, apenas sendo o que se é.

A vida é muito mais do que o quadradinho em que nos colocamos. Tudo aquilo que acreditamos nos dar segurança e que nos apegamos transforma-se em grilhões que nos prendem à rotina, à insatisfação, à falta de emoção. Deixar nosso fogo interno arder e se espalhar é abraçar a vida em todas as suas dimensões!

Magda Kumara

T.(11) 9-8506.3117

 

Carta do dia 18 de novembro de 2013

1 O Mago

 

I – O Mago

Se você acredita, você pode. Se você pode, você acredita! 

Jesus já dizia que “tudo é possível àquele que crê”. O físico indiano Amit Goswami diz que “a física quântica se apresenta como a física das possibilidades, e sua mensagem incontroversa é que temos potencialmente a liberdade de escolher, dentre essas possibilidades, resultados que podem ser vivenciados, modificando dessa maneira nossa realidade.”

Dois homens de épocas tão distintas apontam no mesmo sentido: há tantas possibilidades quanto podemos acreditar! A crença ou o ato de acreditar provem da mente. É ela que vai refutar ou aceitar que algo seja possível, que algo possa de fato acontecer.

Engana-se quem pensa que estamos falando de crenças religiosas ou espiritualistas. Não! Estamos falando na crença sobre si mesmo!

Criamos e alimentamos crenças sobre nossas potencialidades e nossos limites, sobre nossas qualidades e defeitos, sobre nossa beleza e feiura, sobre nossa bondade e maldade, sobre nossa inteligência e burrice, sobre tantas e tantas coisas. Nos catalogamos, nos definimos, nos rotulamos. Fazemos isso no decorrer da vida, mas não fomos sempre assim!

Observe uma criança. Ela é potente, realmente acredita nas suas muitas possibilidade e corre atrás delas. Mas, não vai muito longe porque sempre aparece um adulto para lhe dizer que não pode, que não consegue, que é pequena, fraca, que não sabe. E essas limitações vão sedimentando, sedimentando até se tornarem verdades absolutas.

Essas verdades aparecem sempre quando queremos mudar, quando estamos insatisfeitos com algum aspecto de nossa vida, quando buscamos novos horizontes. Uma parte de nós nos joga para baixo,  diz que não vamos conseguir nada melhor, que não vale arriscar o que está mais ou menos por algo duvidoso, afinal: é melhor um pássaro na mão do que dois voando! E assim, ficamos na mesma, buscando satisfação no pouco satisfatório, tudo porque não acreditamos em nós mesmos.

Reflita sobre isso! Será que tanto Jesus quanto Amit estão equivocados? Ou será que fomos nós que desistimos de acreditar nas nossas possibilidades?

Acredite em si mesmo, levante-se e vá atrás do que deseja, realize!

Magda Kumara

T.(11) 9-8506.3117

Carta do dia 15 de novembro de 2013

Ás de Ouros

Ás de Ouros

A matéria integrada à essência!

Quando o assunto é  matéria, no sentido de fisicalidade das coisas, há sempre uma polarização: ou ela é vista como vilã de todos os males do mundo ou ela é vista como o único caminho para uma vida agradável e satisfatória. E entre um lado e outro, mais uma vez o equilíbrio se perde.

Sem querer entrar em aspectos religiosos, mas partindo do princípio que além do nosso corpo físico há uma energia, espírito, alma – ou seja lá como se queira chamar -, logo percebemos que, neste mundo em que estamos agora, não é possível viver sem um corpo. Podemos até dizer que existem fantasmas por aí (e não estou sendo jocosa quando digo isso), mas eles tem um papel limitado neste mundo, porque lhes falta um corpo (daí tantas explicações sobre obsessões e similares). Portanto, se o corpo é parte fundamental dessa nossa existência (ou encarnação, estar na carne, ter um corpo), por que suas necessidades e seus cuidados são tantas vezes relegados? Ser espiritualizado não significa que o corpo deve ficar em segundo plano. Nada disso! Eles estão juntos nessa e ambos merecem a mesma atenção!

E não se trata apenas de dar ao corpo alimentos saudáveis, roupas confortáveis, exercitá-lo, cuidá-lo, mas também permitir que, através dele, possamos sentir prazer. Ter consciência das necessidades físicas e de quando estamos ultrapassando seus limites.

Quando a fisicalidade está em comunhão com nossa essência todas nossas atividades expressam isso, seja no corpo, no trabalho, como também nos assuntos econômicos e financeiros!

Magda Kumara

T. (11) 9-8506.3117

Carta do dia 14 de novembro de 2013

Cavaleiro de Copas

 

Cavaleiro de Copas

A mente como aliada – e não inimiga – das emoções!

Sentimos e pensamos, pensamos e sentimos. E, nesse processo, queremos sentir o que pensamos e não queremos pensar o que sentimos.

Meio complicado, não? Mas, somos assim: muuuito complicados! Perceber e prestar atenção ao que sentimos é um processo muito valioso para nos conhecermos e compreender porque reagimos dessa ou daquela maneira quando enfrentamos uma certa situação. Observar nossas emoções nos ajudam a descobrir e a nos interessar cada vez mais pelo nosso interior. Começamos a ficar mais conectados com o que sentimos, começamos a valorizar nossas emoções, possibilitamos uma comunhão entre a cabeça e o coração.

Mas, há um perigo! Afinal, o equilíbrio é um ponto sutil. Pensar demais sobre o que se sente pode se transformar em racionalização das emoções. Muita análise sobre o sentir transforma-se em controle, o controle pode levar a um alto nível de autoexigência e punição. Crítica, julgamento e castigo! Por que sou assim? Para ser feliz tenho que ser diferente! E nessa batida, desconfia do que sente, não acredita nas suas emoções e perde a espontaneidade. Pensa tanto antes de agir que perde a chance de ser surpreendido pela vida. E, achando que se protege, sofre muito mais, mas sofre sozinho; temendo mostrar o que sente, joga para o corpo as emoções reprimidas e o sofrimento, além de emocional, passa a ser físico.

Que sejamos capazes de iluminar com a luz da razão nossas emoções, mas sem ofuscá-las e nem colocá-las na sombra!

Magda Kumara

T. (11) 9-8506.3117