Uma reflexão a mais…04/12/13

O dilema da sociedade moderna está em entender o mundo, não nos termos arcaicos da consciência interior, mas quantificando e qualificando o que percebemos se tratar do mundo externo, usando meios científicos e o pensamento. Mas, o pensamento só levou a mais pensamentos e a mais perguntas.

E nós, o que somos? Somos a somatória de nossos pensamentos e ideias? Ou será que atrás dos pensamentos existe alguém que testemunha esses pensamentos?

Esse trecho do belíssimo documentário “Mundos Internos, Mundos Externos” nos ajuda a refletir sobre a resposta.

Para assistir ao vídeo, acesse o link :http://www.youtube.com/watch?v=WV2e4jOl_4g

Magda Kumara

T. (11) 9-8506.3117

Carta do dia 04 de dezembro de 2013

10 de espadas

10 de Espadas

Até quando vamos duvidar de nossas verdades?

Desde que Descartes lançou o famoso “penso, logo existo” o pensamento galgou o posto de todo poderoso de nossa vida e os outros sentidos foram relegados aos planos mais inferiores. Inteligência, lógica e coerência tornaram-se os principais atributos; sensibilidade, intuição e percepção entraram para o rol das baboseiras e crendices.

Crendice. Palavra interessante, afinal, vem de crença e um conjunto de crenças “verdadeiras” representa o conhecimento. Mas, crendice não, crendice representa tudo aquilo que não se consegue explicar. E, justamente aí está o X da questão, o que é a verdade? Nessa sociedade cartesiana, verdade passou a ser tudo aquilo que fosse comprovável cientificamente, mas tem tantas coisas que não são comprováveis e sabemos que é verdade, como o amor, a fé, a amizade. Devíamos, então, colocá-las no rol das crendices? E as novas descobertas da física quântica? São falsas? Ah, tem muito físico que refuta todas as suas teorias.

Afinal, o que é a verdade? Em que acreditamos? Será verdade tudo aquilo que muitas pessoas concordam? Será verdade tudo aquilo que já ouvimos a nosso respeito? Será verdade que os caminhos do bem-estar são apenas aqueles que alguém já traçou? O que é verdade para você?

Nos acostumamos tanto com as verdades absolutas e divulgadas pela sociedade, cultura, governos, mídia, que estamos sistematicamente duvidando de nós mesmos. Duvidamos do que sentimos, do que intuímos, do que percebemos. Nos maltratamos tanto seguindo verdades que não são as nossas e, mesmo assim, temos tanta dificuldade de nos libertar dessas amarras! Por quanto tempo viveremos esse sofrer? Por quanto tempo anularemos nossa essência em nome de uma verdade que não é a nossa?

Magda Kumara

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Carta do dia 03 de dezembro de 2013

Rainha de Espadas

Rainha de Espadas

Libertando a mente das velhas crenças.

Quando estudamos sobre a história da humanidade, ou apenas a história do Brasil, percebemos como tantos valores e costumes se transformaram, enquanto alguns parecem nunca mudar efetivamente. Povos subjugando povos balizados por argumentos tão bem construídos. Foi assim com os povos indígenas, com os negros, com os judeus. Isso acabou? Não! Seja de forma mais explícita ou mais indireta, os preconceitos ainda perduram, como é o caso da mulher.

A mulher só pode votar em 1933! Ainda não faz 100 anos! A mulher ainda sofre com tanta violência, especialmente a doméstica. De forma geral, as mulheres ainda recebem salários menores que os homens pela mesma função e atividade!

Vivemos um mundo tão desenvolvido, tão tecnológico, tão cheio de novas descobertas na área da ciência e ainda temos que conviver com mentalidades tão tacanhas! Que contradição!

O pior é quando percebemos que dentro de nós ainda sobrevivem – por vezes, comandam – crenças machistas e autoritárias. A mulher ainda se questiona se deve ou não transar no primeiro encontro, mas o questionamento nada tem a ver com seu desejo, tem a ver com o que o homem pensará a seu respeito. O homem por sua vez, também faz esses julgamentos machistas a respeito da atitude mais ou menos liberal de uma mulher. Claro, que existem mulheres e homens que já quebraram com esse padrão.

Mas, em maior ou menor grau, ainda estamos presos a crenças e dogmas de uma sociedade falida, de uma cultura perversa e fazemos isso com nós mesmos!

Que possamos nos libertar desse aprisionamento mental, que possamos utilizar, em toda sua potencialidade, essa maravilhosa máquina cerebral a nosso favor e integrada às nossas emoções. Pois, quanto mais fria é a mente, mais cortante ela é e mais subjuga, anula e censura o livre sentir!

Magda Kumara

T. (11) 9-8506.3117

Carta do dia 02 de dezembro de 2013

4 de Copas

4 de Copas

“O Amor só dura em liberdade!” (Raul Seixas)

Quando conhecemos alguém que abala nossas estruturas, que faz nossos joelhos tremerem e parece a metade da nossa laranja, a tampa da nossa panela, logo imaginamos vivendo com essa pessoa, tendo nosso próprio espaço, dividindo nossas vidas e compartilhando nossos dias. Bem, nós mulheres costumamos, digamos que com uma certa frequência, fazer isso.

Toda essa expectativa, além de espantar a maioria dos homens, pode representar uma grande armadilha. Buscar a segurança emocional é o mesmo que tentar guardar a água em um pote: durante um tempo ela fica translúcida e preenche todo o recipiente, mas com o passar dos dias, a água fica turva, começa a evaporar, até que deixa de existir. A emoção não cabe numa caixa, não se submete aos anseios racionais, ela pulsa, ela vibra, ela precisa fluir.

E assim, quanto mais mecanismos criamos  para garantir a segurança na relação, matamos, pouco a pouco, a emoção contida nela. Buscamos tanto o amor nas nossas vidas e, ao encontrá-lo, o enclausuramos, o amarramos, até matá-lo. Por que isso? Por que sacrificamos o amor em nome da segurança? E o pior disso é que essa mesma segurança mata o amor e, quando percebemos, não temos nem amor, nem segurança. Vale a pena?

Precisamos nos libertar dos apelos sociais e culturais que nos impõem de que apenas seremos felizes emocionalmente se tivermos uma relação nos moldes da propaganda de margarina. Nada no mundo, absolutamente nada tem garantia de permanência, quanto menos o amor. Vivê-lo, senti-lo, absorvê-lo é tudo que podemos fazer. E tem algo melhor?

Magda Kumara

T. (11) 9-8506.3117

Carta do dia 30 de novembro de 2013

2 A Sacerdotisa

II – A Sacerdotisa

Para ser uno é preciso unir os opostos!

Não somos bons ou maus, bonitos ou feios, inteligentes ou burros, não somos uma coisa ou outra! Somos a polaridade, somos a soma dos opostos, somos a incoerência e a inconstância, somos ying e yang. Essa contraposição nos faz unos, únicos, individuais.

Quando tentamos nos fixar em algo, em nos autodefinir, nos limitamos e deixamos no escuro uma parte significativa do que somos. Forçamos nossa própria barra, forjamos uma personalidade a partir das nossas “qualidades” e usamos todas as nossas forças para atenuar nossos “defeitos”. Essas qualidades e esses defeitos foram moldados pela nossa vivência, pela recepção ou aversão de pessoas que buscávamos amor, pela aceitação social, pela cultura do meio em que crescemos. Nossa sensibilidade torna-se fragilidade, nossa espontaneidade torna-se ingenuidade, nossa vivacidade torna-se agressividade.

Quanto mais buscamos nossa inserção no meio, a partir dos decretos de nossa mente, dos nossos medos, das nossas inseguranças, mais desligados ficamos do que realmente somos: essa belíssima união de diferenças. Perdemos, pouco a pouco, nossa individualidade, nossa leveza.

Muitas vezes precisamos parar, olhar para dentro de nós, renovar nossa identidade, reconhecer nossas emoções e características que há muito estão trancafiadas. Perceber, principalmente, o quanto somos intuitivos e perceptivos, muito mais do que nossa vã racionalidade supõe.

Magda Kumara

T.(11) 9-8506.3117