Carta do dia 17 de dezembro de 2013

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Rainha de Ouros

Distribua sua luz e seu amor, eles são infinitos!

O processo de autoconhecimento pode parecer extremamente individualista, afinal, buscamos ser mais felizes, nos sentir mais confortáveis com o que somos, compreender aquilo que nos traz alegria e tristeza, identificar nossas potências e limitações, enfim, trilhamos um caminho de encontro interno.

Mas, o autoconhecimento também provoca impactos na vida social. Quando nos sentimos mais integrados internamente, modificamos nosso comportamento, nossa forma de nos relacionarmos com as pessoas, tornamo-nos menos reativos e menos ansiosos com os acontecimentos.

O autoconhecimento nos transforma e essa transformação repercute no meio em que vivemos. E o que fazemos em prol a esse meio? Que cidadãos somos nós? Como cuidamos da natureza?

De que adiantará tanta transformação interna se continuarmos fechados em nosso quadradinho? É maravilhoso quando nos harmonizamos com nossa essência, então por que não começamos a propagar essa maravilha para tantas e tantas pessoas que sofrem? Não se trata de discurso, não se trata de ideia, trata-se de ação! O que você faz pelo meio em que vive? O que você pode fazer por sua comunidade, sua cidade, pela natureza?

É lindo realizar um trabalho de auto-aprimoramento, mas é mais lindo ainda poder disseminar esse trabalho, poder distribuir esse amor. Encontre sua forma, seu jeito, sua maneira de participar e deixar sua contribuição na melhoria de vida das pessoas, na preservação da natureza, na elevação da vibração desse mundo em que vivemos!

Magda Kumara

T. (11) 9-8506.3117

 

Carta do dia 14 de dezembro de 2013

10 de Ouros

10 de Ouros

Estabilidade dinâmica!

Pode parecer estranho falar em estabilidade dinâmica, afinal, quando pensamos em algo estável, temos a impressão dele ser estático, duro. Acredito que aí está um ponto do imaginário coletivo que cria muitos problemas: buscamos a estabilidade, mas a idealizamos como algo tão quadradinho, tão hermético e definido que não permite a entrada do novo, da mudança, da transformação. E isso, não satisfaz nossa essência faminta por vida. A estabilidade acaba funcionando como a cenoura para o burro, serve para motivá-lo a continuar seguindo em frente, mas se ele a alcançar, simplesmente estanca.

Que grande equívoco pensar que o estável é estático, tudo que é estático corre maior risco de se romper, de desmoronar. A física e a engenharia sabem disso há muito tempo! Se não fosse assim, a cada tremor de terra que ocorresse no Japão, por exemplo, todos aqueles arranha-céus despencariam! Em toda estrutura, por mais estável que seja, deve haver espaço para o balanço. O novo, a surpresa, não podem colocar em risco essa estrutura, pelo contrário, devem ser absorvidas a fim de possibilitar a renovação.

Estar numa estrutura estável não é sinônimo de monotonia, de mesmice, de fim da paixão e do encantamento, a não ser que busquemo-a apenas para satisfazer a necessidade de segurança, ou melhor, da falsa segurança. A estabilidade pode e deve ser criativa, pode e deve ser resultado de um processo que está continuamente se renovando, se revendo, se repensando.

No circo, o equilibrista nunca fica estático, parado, ele mantém o movimento para ficar equilibrado. O mesmo serve para a vida, o equilíbrio é fruto do movimento, do movimento de se perceber, identificar suas reais necessidades, da atenção contínua sobre nós mesmos. É muito importante que possamos reconhecer que a vida é cheia de ciclos e que tenhamos coragem de finalizar uns e começar outros novos ciclos, sem que isso abale nossa estabilidade interna. Quando aprendemos a dinâmica da vida, nunca nos perdemos durante as mudanças.

Magda Kumara

T. (11) 9-8506.3117

Carta do dia 13 de dezembro de 2013

3 de Paus

3 de Paus

O mundo é cheio de possibilidades, mas cada um escolhe sua própria realidade!

Você já teve a impressão de estar preso dentro de si mesmo? Aquela sensação de contenção interna, opressão de uma parcela importante de si? Aquela que parece estar seguindo uma vida tão diferente da que pulsa internamente?

Essa é a nossa energia vital querendo fluir livremente, buscando seu caminho de realização, ansiando por seguir os impulsos mais verdadeiros! Essa é a energia que nos mobiliza, que nos faz vibrar e nos faz sentir vivos.

Passamos muito tempo atentos às demandas externas: como devemos nos comportar, como devemos tratar os outros, como devemos nos vestir adequadamente, falar educadamente, atender às expectativas das pessoas amadas. Ficamos tão imersos nessa estrutura – e nessa realidade tão conhecida e constante – que ela passa a ser a verdade, a verdade absoluta da vida. Tudo e qualquer coisa que desejamos deve estar contido nessa estrutura, deve pertencer a essa estrutura, deve existir nessa estrutura e assim, domamos nossas vontades, moldamos nossos desejos, adequamos nossos impulsos para caber nessa estrutura. Mas, em algum momento, nossa maravilhosa energia vital vem nos lembrar que somos muito maiores do que essa estrutura!

O desconforto, a não-realização, a frustração, são frutos da contenção de nossa energia vital. Quando permitimos que ela flua, reconhecemos um mundo muito maior e mais cheio de possibilidades do que imaginávamos. Percebemos o quanto era pequena e tacanha aquela estrutura aparentemente tão segura, mas tão castradora. Com tantas possibilidades para ser, atuar e realizar, por que então nos auto-aprisionamos nessa estrutura? Em nome do que fazemos isso? Por que a liberdade de escolha pode ser tão assustadora?

Talvez seja um bom momento para fazer essas reflexões e começar a aproveitar as infinitas possibilidades de se estar vivo!

Magda Kumara

T.(11) 9.8506.3117

Carta do dia 12 de dezembro de 2013

7 de Copas

 

7 de Copas

Distração e ilusão, compensação e compulsão. 

Você já se deu conta de quantas ilusões cria na vida? Quantas distrações? Um dia serei famoso, um dia encontrarei minha alma gêmea, um dia vão descobrir o gênio/artista que sou. Um dia… Enquanto esse dia não chega, temos que ocupar da melhor maneira possível os dias que nos separam desse grande dia. E fazemos coisas mais ou menos, convivemos com pessoas mais ou menos, trabalhamos com coisas mais ou menos. Um dia tudo mudará!

A passagem desses dias não é tarefa fácil, precisamos de mais distrações. Precisamos assistir novelas, muitas novelas! Precisamos comer coisas gostosas, tomar uma cerveja, uma caipirinha, um uísque. Às vezes, precisamos disso quase todos os dias… É necessário entorpecer a alma para aguentar tantos dias de espera, tantos dias sem sentido. Talvez ir às compras! Quem sabe uma droga pode ser mais potente? E, enquanto o amor não chega, por que não aproveitar os vários corpos que estão por aí?

Afinal, é preciso compensar a falta de prazer com prazer! Se não posso ter o prazer que quero, quero ter o prazer que posso. Compulsivamente! Alimentar esse prazer, dar sentido à existência! Será?

Você pode achar que isso não tem nada a ver com você, se isso for verdade, sinta-se muito feliz porque está vivendo sua vida plenamente, sem desperdício de energia. Mas, de toda forma, olhe com mais atenção às suas atividades. Muitas vezes, até aquilo que parece muito saudável, também é usado como compensação. Esporte, academia em excesso não é bom sinal! Tudo que se torna compulsivo demonstra desequilíbrio.

A vida é um aprendizado, um belo e difícil aprendizado! Nem toda lição é fácil, mas aqui não dá para colar! Criar ilusões e compensações apenas retarda esse aprendizado, é o mesmo que repetir de ano! Quanto mais nos distraímos, menos aproveitamos o ensinamento, e mais e mais vezes temos que repetir a experiência.

Se a vida é um aprendizado, por que negamos tanto seus ensinamentos? Ficar na pré-escola da vida é ter que voltar mais e mais vezes para enfim se pós-graduar. Então, por que desperdiçar tudo que ela tem a ensinar agora?

Magda Kumara

T. (11) 9-8506.3117

Carta do dia 11 de dezembro de 2013

Cavaleiro de Copas

Cavaleiro de Copas

Qual a medida do sentir?

Sentimos e pensamos tanto. Pensamos sobre o que sentimos, pensamos que talvez não devêssemos sentir o que sentimos ou que devíamos sentir o que não sentimos. Quando sentimos muito, pensamos que não é bom; quando sentimos pouco, pensamos que também não está bom. Qual a medida do sentir? Existe uma medida ideal?

Entender como nossas emoções funcionam é bastante importante, pois através delas nos conhecemos mais, compreendemos nossas ações e reações. O sentir não é manipulável e, por isso mesmo, ele é capaz de mostrar aquilo que tentamos ocultar, ou até desconhecíamos. Ele é a fonte mais fidedigna de quem somos.

Quando prestamos atenção aos nossos sentimentos, às nossas emoções, podemos entender seus mecanismos, o que faz gerar a roda emocional, o que congela e o que incendeia. A partir dessa análise, compreendemos, pouco a pouco, o funcionamento de nossa psique e trilhamos um caminho de sabedoria pessoal. Essa compreensão ajuda nosso crescimento.

Contudo, quando percebemos sentimentos que racionalmente condenamos, tentamos reprimi-los, extirpá-los de nós. Não os queremos! Tentamos controlar nossas emoções! Usamos a observação e a análise de nossas emoções de forma rígida, enclausurando-as, negando-as. Assim, usamos da pior forma esse conhecimento, para nos distanciarmos dessa fonte primordial.

Quando saímos da ignorância, quando aprendemos, temos acesso às informações mais preciosas, nos iluminamos, porém, a beleza dessa luz depende do uso que fazemos dela. Se a usamos de maneira despótica, para manipular a nós e aos outros, de que vale esse conhecimento? A luz deve iluminar aquilo que está oculto, escondido, encolhido, não para delatar sua fragilidade, insegurança e medo. Usemos nossa capacidade mental a favor de nossas emoções, há muito que a usamos para subjugá-las!

Magda Kumara

T.(11)9-8506.3117