Carta do dia 30 de dezembro de 2013

07 - O Carro

VII – O Carro

O Tarô insiste: assuma as rédeas de sua vida!

Todas as expectativas que carregamos para o novo ano, todos os desejos, os votos, as intenções, todos tão belos, festivos, esperançosos! Novo ano com gosto de novas coisas, novas opções, novos caminhos, nova vida.

Por maiores e mais fortes que sejam as vontades e desejos do novo, ele não se realizará pela simples obra do destino ou do acaso. As pessoas que não apreciamos a companhia não partirão para uma longa viagem, o trabalho chato não se transformará por conta própria, os amores não brotarão espontaneamente como erva daninha. A vida é fruto de nossas ações! Se não está bom, mudemos! Para seguir adiante precisamos abandonar as tralhas, os pesos extras, as relações negativas, as atividades extenuantes. A vida é única!

O velho hábito de fazer listas para o ano que se inicia não é a toa! Elas ajudam a manter o foco, a planejar, a definir o que se quer e o que não se quer mais. Se é um momento de balanço que ele seja frutífero, que ele indique novos caminhos. Porém, de nada adianta ter uma lista de intenções e não realizá-la! Voltar ao velho hábito de ver os dias passarem, de ver as coisas acontecendo, de ver os outros realizando e de pensar: e para mim? Quando as coisas começarão a fluir? A vida é única e exclusivamente sua!

Esperar, esperar, esperar… Será mesmo que quem espera sempre alcança? Será que se alcança sentado? Existe uma grande diferença entre ter esperança, paciência na construção e realização dos sonhos e esperar que as coisas aconteçam sem exercer ações concretas. Uma coisa é batalhar pelo que se quer, cumprindo as etapas, subindo os degraus, colocando cada dia um tijolinho. Outra coisa é esperar ser reconhecido, receber uma promoção, receber uma proposta de casamento, escondido detrás das cortinas. Ganhar na loteria pode ser o sonho de muitos, mas é a realização de muito poucos. Vale a pena viver de forma medíocre esperando um dia, quem sabe, ser o premiado?

Sejamos corajosos, sejamos protagonistas de nossas vidas! O protagonista é o mentor e assume o ato, ele planeja e atua, ele se responsabiliza, se expõe, corre atrás, realiza. O cúmplice, o coadjuvante, é um seguidor do protagonista, espera receber algo da ação do outro, vive à sua sombra, faz o que for mandado, não tem a coragem nem de assumir e nem de fugir, mas carrega o sonho do reconhecimento.

Que cada um de nós possa ser protagonista de sua própria história, esse é o maior e melhor desejo que podemos ter para 2014, 2015, 2016, 2017…

Magda Kumara

T. (11) 9-8506.3117

 

Carta do dia 28 de dezembro de 2013

07 - O Carro

VII – O Carro

Para o novo entrar, o velho deve partir!

Nessa época do ano é muito comum ligarmos a televisão e vermos as chamadas “Retrospectivas”. São mostrados os principais acontecimentos, os momentos felizes e os trágicos, os casamentos, nascimentos e mortes de pessoas famosas, enfim, aquilo que determinada emissora considera importante contar e deixar registrado na mente dos espectadores.

Não é muito diferente com a gente. O final do ano é normalmente um momento de balanço da vida. Olhamos para o que foi, analisamos os bons e maus momentos, as boas coisas e as coisas ruins que nos aconteceram, o realizado e o não realizado, e começamos a desenhar o próximo ano.

Para iniciar novos projetos, um novo começo em algum aspecto da vida, temos que abrir espaço para isso. É o mesmo que fazemos (ou deveríamos fazer) com nos armários: tirar o que não usamos mais para dar espaço para as novas roupas e objetos. Quanto mais entulho carregamos, mais difícil é a caminhada. Nada se inicia verdadeiramente sem finalizar o processo anterior, mesmo que ainda não saibamos o que queremos, somos capazes de dizer o que não queremos mais. Aí está um belo começo!

Deixar a vida levar fica bem em letra de música, mas na prática significa ser refém dos acontecimentos, bons ou maus. A vida não está pré-destinada, ela é fruto de nossas ações. As pessoas que escolhem ser levadas pelas circunstâncias têm tanto medo – seja do fracasso, seja do sucesso – que se escondem atrás da cortina, esperando o espetáculo acabar e desejando ardentemente receber os aplausos finais. Contudo, se em vez de aplausos, vierem as vaias, estão protegidas da exposição. Triste, mas muitos optam por esse lugar, lugar de passividade e muito sofrimento.

Quando assumimos as rédeas de nossa vida, podemos dar a direção que desejamos. Podemos entrar em caminhos estranhos, encontrar pessoas esquisitas, enfrentar situações improváveis, mas o modo como encaramos essa realidade e aprendemos com ela nos torna mais fortes e conhecedores de nós mesmos. Podemos também encontrar caminhos iluminados, pessoas maravilhosas e situações reconfortantes. O caminho pode não ser sempre belo e alegre, mas o caminhar, com os próprios pés, tornam a jornada mais verdadeira e real.

O ano de 2013 está terminando, mas tudo que vivenciamos nele é aprendizado, é construção. Cada crise, dificuldade, tensão nos obrigou a dar respostas, nos levou à reflexão. Se quisermos encerrar um ciclo e iniciarmos outro no ano de 2014, devemos ser capazes de nos libertar das amarras que nos prendem a situações, pessoas, projetos, trabalhos, relações que não nos satisfazem mais. Que nossos desejos possam se realizar, a partir de nossa própria vontade e determinação!

Magda Kumara

T. (11) 9-8506.3117

Carta do dia 27 de dezembro de 2013

10 A Roda da Fortuna

 

X – A Roda da Fortuna

Fim de ano, tudo novo?

Fim de ano é sinônimo de reflexão. Não tem quem não pare ao menos alguns minutos para pensar como foi o ano que termina, o que conquistou, o que perdeu, os pontos altos, os pontos baixos, as metas cumpridas, as metas que foram esquecidas pelo caminho, pessoas que chegaram, pessoas que saíram de cena mansinho ou abruptamente, os novos desafios, o velho cotidiano. E com isso vem junto o planejamento do ano que se aproxima, novas metas, novas expectativas, novos sonhos, nem tudo tão novo assim, algumas coisas são mais repaginadas do que realmente novas outras são novas edições do que não foi cumprido.

É um momento muito emblemático! Todos estão fazendo isso, parece até que essa é a única época possível para olhar para o que foi e desenhar o que será. Mas, todos os dias carregam outros 364 atrás e outros 364 a frente! E o dia de hoje, onde está?

Planejar é muito importante! O passado é aprendizado para traçar o futuro, o futuro é o desenho do desejo do presente. O desejo de hoje, pode ser diferente do desejo de amanhã, daqui a 3 dias, duas semana, cinco meses. Então, temos que planejar ou rever nosso planejamento de tempos em tempos, caso contrário ele se tornará obsoleto e trará apenas frustração pela não realização, sensação de fracasso e de incompetência. Mas, se você olhar direitinho para aquilo que havia planejado pode descobrir que já não faz mais sentido no momento atual.

Para que um planejamento dê certo ele tem que conter nossas mudanças, nossos novos desejos, nossos novos quereres. Ele tem que embarcar nossa nova ideia, nosso novo projeto, nosso novo jeito de ser. Afinal, a cada dia mudamos um pouquinho, você pode não perceber, mas estamos  mudando a todo momento, e quanto mais  rígidos formos, quanto mais tentarmos manter as coisas como conhecemos, mais sofremos. Mudamos e as coisas mudam. Percebemos mais facilmente as mudanças quando observamos longos períodos. Não percebemos quando um célula de nosso corpo morre, quando uma pequena ruga surge, quando um sentimento começa a se alterar; percebemos apenas quando tudo se torna maior, mais evidente. Toda mudança começa em algum momento anterior. A natureza é assim, basta observá-la e logo percebemos a beleza de seus ciclos e constantes mudanças.

Quanto mais nos apegamos ao conhecido, quanto mais desejamos manter as coisas como são, quanto mais ignoramos nossas próprias mudanças, quanto mais negamos as pequenas transformações diárias, maior é o impacto em nosso equilíbrio interno, maior é a surpresa pelos acontecimento. A beleza da vida está em permitir e reconhecer os processos, em aceitar as mudanças, em degustar os incríveis sabores de nossa própria transformação. 

Magda Kumara

T. (11) 9-8506.3117

Carta do dia 19 de dezembro de 2013

6 de Copas

 

6 de Copas

Deliciar-se com aquilo que verdadeiramente agrada!

A infância é uma etapa da vida em que olhamos o mundo com olhos esperançosos e vibrantes. Percebemos nosso corpo de maneira intensa, a dor e o prazer são genuínos. A espontaneidade é a marca registrada, os sentimentos e emoções são expressos sem censura. Sonhávamos, imaginávamos o que gostaríamos de ser e fazer; não acreditávamos nas amarras e nos pudores sociais, existíamos plenamente.

Algumas crianças perderam sua infância mais cedo do que outras; algumas crianças bloquearam sua espontaneidade muito precocemente; algumas crianças cortaram o contato com seu fluxo interno prematuramente. A criança tem senso de sobrevivência  e identifica inconscientemente o que o meio em que cresce esperara dela para continuar fornecendo o alimento físico e emocional que carece para continuar viva. 

Não é a toa que os processos terapêuticos têm como foco principal a infância, pois é lá que começa a desconexão com o que efetivamente somos, é lá que começamos a forjar nossa personalidade, nossos quereres, nossos prazeres e desejos de acordo com o que recebemos de estímulo positivo ou negativo. Os adultos fazem com as crianças o mesmo que o Pavlov fez com os ratinhos: condicionamento! Ficamos tão condicionados a agir e reagir dentro de uma estrutura conhecida, que desconhecemos a nós mesmos, descartamos nossos impulsos primordiais e seguimos o caminho que nos mostraram, não o que desbravamos com nossos próprios pés.

Você gosta do que? O que lhe dá prazer? O que é que ilumina sua alma e alegra os teus momentos? Qual seu sonho, seu desejo? O que disso foi ensinado, aprendido, forjado? O que disso tudo é efetivamente seu?

A vida está aí, a infância não volta, mas é possível resgatar a parte de nós que foi perdida e abandonada, reintegrá-la para podermos ser mais inteiros, mais plenos e muito mais vivos!

Magda Kumara

T. (11) 9-8507.3117

 

Carta do dia 18 de dezembro de 2013

Rei de Copas

Rei de Copas

“Água pra encher, água pra manchar, água pra vazar a vida
Água pra reter água pra arrasar, água na minha comida” (Djavan)

Esta é uma época do ano que a defesa civil fica em alerta. As chuvas podem ocorrer a qualquer momento e de maneira torrencial. Há enchentes, deslizamentos, transbordamento de rios. O aumento do índice pluviométrico é fruto do intenso calor e consequente aumento da evaporação. O verão é a estação das chuvas. Muitas vezes, chove-se mais em alguns dias do que estava previsto para um mês inteiro. O excesso de água provoca desastres e catástrofes, desabriga famílias e ceifa vidas.

A mesma água que é fonte primordial da vida, pode se tornar perigosa!

A água é um dos quatro elementos da natureza que tem correspondência com nossa existência humana, não só no aspecto corpóreo, mas também sensorial. A água corresponde ao nosso aspecto emocional, ao nosso sentir.  Tudo que há de lindo na água também encontramos na nossa expressão emocional. Quando ela flui livre e permanentemente, nos sentimos plenos, equilibrados, em sintonia com a existência. Mas, quando tentamos conter a água (como as águas de um rio, as águas acumuladas nas encostas), ela não aguenta muito tempo. A água busca saídas, tenta encontrar pequenas frestas e fendas, ela precisa reduzir sua pressão; quanto mais tempo ela fica represada,  maior é sua força e poder de destruição. Se a água é assim, o mesmo acontece com nossas emoções.

A natureza é uma grande mestra da vida, quando a observamos aprendemos também sobre nós mesmos: a água cobre 70% da Terra, a água compõe 70% do nosso corpo. Coincidência? Acho que não! Da mesma forma que a humanidade não respeita esses ciclos naturais em nome do desenvolvimento, fazemos isso com nossa vida: engolimos as lágrimas para parecermos fortes, bloqueamos nossas emoções para progredir profissionalmente, calamos nossos sentimentos para sermos aceitos. A emoção também procura frestas e fendas para se expressar e, muitas vezes, dá seus sinais de repressão no corpo físico. As doenças começam antes de se manifestar no corpo. Além disso, de tempos em tempos, sem aviso prévio, surtamos! Falamos mais do que deveríamos, choramos por bobagem, sofremos com um pequeno acidente; um evento qualquer faz emergir muita emoção contida. Gota d’água transbordante.

Defender a natureza, também é defender a sua própria natureza! Respeitar os ciclos naturais, também é respeitar a si próprio! Assim como a água é fundamental para a nossa vida física, nossas emoções são para nossa sanidade física e mental. Água limpa, por fora e por dentro!

Magda Kumara

T. (11) 9-8506.3117