Carta do dia 28 de janeiro de 2014

Rainha de Copas

 

Rainha de Copas

O quanto de sua energia você doa?

O Tarô vem continuamente reforçando a necessidade de conhecermos e expressarmos nossos sentimentos e emoções. Não permitir que a racionalidade jogue-os para nossas profundezas, nem reprimi-los a ponto de desconhecermos nossas reais motivações e necessidades.

Mas há outro aspecto que precisa ser explorado.

Mesmo que represemos nossas emoções, podemos ser muito acolhedores às emoções dos outros, na forma de bons ouvintes, dando colo e aconselhando. Fazemos isso com pessoas que amamos porque queremos ajudá-las e porque sabemos, por experiência própria, o quanto é ruim não ter com quem falar e colocar para fora o turbilhão que vai por dentro. E estendemos nossa boa vontade a outras pessoas.

E aí mora um verdadeiro perigo. Nos abrimos e nos entregamos àqueles que necessitam de acolhimento. Desejosos em ajudar, não percebemos o quanto de nossa energia está indo embora. Abrimos nossos canais e, como um ralo, nossa energia se esvaia.

Independentemente de qualquer crença ou religião, sentimos quando alguma pessoa nos enfraquece, roubando nossa energia. Nem sempre é por maldade! Quando uma pessoa tem sede e lhe é oferecida água ela bebe, bebe, bebe. A fonte está ali, disponível! Enquanto tiver sede continuará a beber. Quem deve fechar a torneira é quem está oferecendo a água.

É lindo e maravilhoso poder ajudar, oferecendo nosso apoio, amizade e afeto, mas temos que estar atentos para não esvaziar nossa própria fonte, não ser sugado e exaurido. Doe-se, mas sempre consciente e respeitando seu estoque de energia!

Magda Kumara

T. (11) 9-8506.3117

Carta do dia 27 de Janeiro de 2014

6 de Paus

 

6 de Paus

Vitória para quem?

Perseguimos a vitória, mas pouco paramos para pensar no seu significado. Um time que ganha um jogo é vitorioso, um exército que vence outro também o é. Vitória pode significar vencer na vida! Hum, mas isso é tão relativo.

Para algumas pessoas a vitória por ser ocupar um cargo de visibilidade, ter uma casa bem mobiliada, ter um carro do ano, ter um corpo escultural, ter um companheiro(a) invejável – ou apenas ter alguém -, poder fazer uma viagem ao exterior por ano, ser amigo de alguém famoso, ter aparecido na TV… Tudo ou apenas um ou outro, tanto faz.

Para outras pessoas , a vitória pode ser simplesmente ter comprado uma casa, ter casado, ter tido um filho, ter escrito um livro. Muito diferente? Não se olharmos apenas sob o enfoque da conquista, mais simples ou mais sofisticado, não muda a essência desse tipo de vitória, ou melhor, desse olhar sobre a vitória. Analisar a vitória apenas observando o objeto da conquista não diz muito sobre ela. A vitória está relacionada com a motivação: a busca da vitória vem de onde? Da necessidade de agradar aos outros? Da necessidade de atender aos padrões vigentes? Da necessidade de ser valorizado?

Esse tipo de vitória perde o gosto rápido, é fugaz. Nem sempre nos fornece o conforto que buscávamos e nos perguntamos se valeu a pena todo o sacrifício e esforço.

Não há vitória mais prazerosa e verdadeira quanto a que é resultado de nossa energia criativa e espontânea, quando representa uma vontade real  e pura, quando é a expressão de nossa essência. Essa vitória não precisa de aplausos, nem de público, porque ela é total realização

Magda Kumara

T.(11) 9-8506.3117

Carta do dia 24 de janeiro de 2014

Pajem de Paus

 

Pajem de Paus

Fluidez purifica, estagnação apodrece!

Os males da repressão emocional foi um temas presente nesta semana. Mas, e quanto à nossa energia? Nossa energia vital, nossa energia criativa, nossos impulsos e instintos?

A espontaneidade tem se tornado tão perturbadora que já vem afetando as crianças que sempre primaram por falar o que pensavam, sem barreiras ou censuras, mas agora muitos adultos consideram falta de educação, que elas são abusadas e sem limites. Se nem uma criança pode ser espontânea, quanto mais nós! E assim, vamos percebendo que reduzem nossas possibilidades de falar o que pensamos, de fazer o que dá na telha, limitamos nossa criatividade aos padrões vigentes, censuramos nossos instintos, reprimimos nossos impulsos.

Se observarmos bem, muitas pessoas parecem estar sempre sob o zoom de câmaras, num eterno Big Brother: estão sempre atentas às suas expressões faciais e corporais, são contidas nas palavras e nos gestos, tão adequadas, tão perfeitamente adaptadas.  São essas mesmas pessoas que, do nada, têm acessos de raiva, explodem inesperadamente, infestando e contaminando negativamente todo o ambiente.

Essa explosão também é fruto da contenção. Não adianta nos iludirmos, pois quanto mais tentamos reprimir nossa energia instintiva, mais ela se acumula e se torna perigosa, mais ela destrói quando escapa. Não é mais nossa energia pura, pois de tão presa se tornou putrificada, azeda, amarga e corrosiva.

Quando deixamos nossa energia emocional, energética, expressiva  fluir, ela se mantém viva, ativa, pura e radiante!

Magda Kumara

T. (11) 9-8506.3117

Carta do dia 23 de Janeiro de 2014

9 de Espadas

 

9 de Espadas

Que pensamentos você alimenta?

Muitas vezes parece que em nossa cabeça vivem ao menos dois seres – o anjinho e o diabinho? – que estão sempre discutindo e discordando sobre os caminhos que devemos seguir. Um diz, esquece isso, não vai te trazer nada de bom; o outro diz, o que? Você vai deixar isso passar assim? Se fizer isso nunca mais recuperará sua autoestima. E por aí vai.

Esses diálogos mentais podem nos paralisar, ficamos sem saber que rumo tomar, sem saber o que é o melhor para nós. Esses pensamentos dissonantes nos atormentam, questionamos nossas atitudes, nosso sentir. Quando ocorrem durante as noites, são torturantes, imaginamos os piores desfechos,  nos sentimos no fundo do poço, em um túnel sem saída. Começamos a acreditar que haverá apenas sofrimento e agonia.

Sabemos que os pensamentos podem nos salvar ou nos fazer padecer. Quando ruminamos alguns pensamentos estamos fortalecendo-os, dando espaço para que eles cresçam e predominem sobre os outros. Nossa disposição mental em relação ao que a vida nos apresenta será determinante na sua resolução. Já se comprovou, por exemplo, que o resultado de um tratamento de saúde depende do quanto o paciente acredita nele.

Preste atenção aos seus pensamentos e trabalhe para eliminar aqueles que estão contra você!

Magda Kumara

T.(11) 9-8506.3117

Carta do dia 22 de Janeiro de 2014

Rei de Copas

Rei de Copas

Paixão faz mal à saúde?

Li uma frase hoje que me instigou:”Em caso de paixão, use o cérebro!” Não sei se gosto dela, parte de mim diz que é isso mesmo, que a paixão tumultua, faz uma bagunça danada, revira nossa vida deixando-a de pernas para o ar e quando acaba, temos que arrumar tudo, colocar cada coisa em seu lugar e ficar com um gosto amargo de ter perdido algo, talvez tempo, talvez a sanidade, mas acho que principalmente sentimos que perdemos a chance de viver um novo amor. E aí está uma outra faceta da paixão, mas dessa eu gosto, ela nos lembra que estamos vivos, muito vivos! Ela nos sacode, nos faz sair da rotina emocional, ela desperta nossos sentidos, nosso desejo, não deixa nada dormindo, tira a sonolência e o torpor! Nesse sentido ela é maravilhosa!

Mas então, por que temos que usar o cérebro? Por que internalizamos que a paixão é perigosa? Que ao menor indício de uma paixão devemos ligar todos os sinais de alerta e apertar o botão de emergência? Por que temos que nos proteger racionalmente dessa erupção emocional? Quais perigos ela efetivamente traz?

Aprendemos que a contenção é o caminho do equilíbrio. Se formos capazes de conter nossos impulsos e desejos manteremos o foco, se conseguirmos conter as grandes ondas emocionais, evitaremos todas as adversidades trazidas por elas. Fortes emoções fazem mal a saúde! Para não haver sofrimentos devemos nos distanciar de todo gerador de desequilíbrio especialmente o maior deles: a paixão!

Os excessos nunca são saudáveis, isso é fato. Mas, no caso da paixão é como se ela sempre fosse demais e excessiva por natureza! Do jeito que lidamos com ela, acaba sendo mesmo, pois quanto mais tentamos contê-la, maior é o estrago. Basta observar a natureza: toda tentativa de contenção, tudo que demora muito para acontecer, quando irrompe provoca grandes estragos. É assim com as chuvas, com os terremotos, com os vulcões. Sempre, mas sempre mesmo, que seguramos demais algo, sem deixar saída, arrebenta tudo para extravasar! A panela de pressão é o melhor exemplo! E compreendemos isso, compreendemos quando se refere ao stress, ao cansaço, a todas as coisas que temos que suportar porque não gostamos e percebemos que nos fazem mal. Mas, com a paixão é diferente, porque partimos do princípio de ela é o mal a ser evitado! As emoções são perigosas! Optamos por prender fortemente o cão bravo a domesticá-lo, preferimos trancafiar na jaula nosso leão, matando-o de tédio e fome, a deixá-lo conviver tranquilamente com nossos outros atributos. Já sabemos disso também, mais perigoso é o bicho preso e mal tratado!

Desenvolvemos grande medo da paixão e esse medo é proporcional ao desconhecimento de nossas emoções, é proporcional aos vários bloqueios que seguram nossas emoções mais fogosas e espontâneas. Usar o cérebro é ato constante, integrar o racional e o emocional é nossa grande meta, sem que um se sobreponha ao outro. E de onde a gente tirou que o cérebro é mais seguro que a emoção? A paixão não machuca mais do que a repressão de nossas emoções! Deixando que esses nossos impulsos afetivo-sexuais se expressem mais livremente, a paixão torna-se menos ameaçadora e muito mais prazerosa. Pensemos nisso!

Magda Kumara

T.(11) 9-8506.3117