Carta do dia 04 de fevereiro de 2014

5 de Paus

5 de Paus

Por uma luta consciente!

Lutar para vencer na vida! Esse é um lema recorrente e tornou-se uma verdade absoluta na cultura e sociedade modernas. Nada cai do céu e só há espaço para quem batalhar por ele!

Não questionamos isso, até mesmo porque é assim mesmo! Poucos são os afortunados que conseguem ser catapultados para os setores superiores porque alguém identificou e reconheceu seus dotes e talentos pessoais. Para a maioria dos mortais é preciso muita luta!

Mesmo que nada possamos fazer diante dessa constatação, podemos ao menos fazer uma reflexão. Se é necessário lutar pelo que se quer, significa que não há lugar para todos. Significa que durante essa luta alguns cairão, que há oponentes. Em algum momento, podemos olhar esses oponentes como inimigos e lutamos contra eles, contra sua oposição ao nosso projeto. Alguns pessoas  podem ter o mesmo projeto que o seu e, em vez de somar forças, tornam-se adversários. E assim, estando tão adaptados, acostumados e alienados com essa forma de ver e viver nesse mundo, nem refletimos sobre quem é realmente nosso inimigo e contra quem efetivamente deveríamos lutar.

Devemos sim batalhar por nossos sonhos e projetos! Devemos sim sair de nossa zona de conforto e colocar nosso carro para andar! Devemos sim entender que ficar apenas esperando não é garantia de resultados! Porém, devemos entender que todos nós estamos imersos numa sociedade que estimula a competição transforma um possível parceiro em inimigo.Mas, principalmente, devemos identificar que nosso principal opositor, na maioria das vezes, está dentro de nós e não do lado de fora!

Magda Kumara

T.(11) 9-8506.3117

 

Carta do dia 03 de fevereiro de 2014

Ás de Ouros

 

Ás de Ouros

O corpo fala, escutemos o que ele tem a dizer!

Que calor! Com essas altíssimas temperaturas sentimos nosso corpo sofrendo, a qualidade de nosso sono é afetada, nosso ritmo não é o mesmo, nossa energia está baixa. Mesmo para quem gosta do calor está difícil suportar.

Por outro lado, se observarmos bem, sempre reclamamos do tempo, ora está muito seco, ora não para de chover, ora o frio está demais, e por aí vai. E por que reclamamos? Em parte porque atrapalha nosso cotidiano, mas também porque sentimos fisicamente os impactos das mudanças ou intensidade dos fatores climáticos. O corpo ressente e não gostamos disso, queremos que as coisas estejam equilibradas para que o corpo possa se reequilibrar

Se o tempo afeta nosso corpo desse jeito, o que dizer de outras coisas? Tudo que comemos, bebemos, respiramos. As atividades ou falta delas. Os cuidados ou descasos. Nosso corpo está a todo momento sendo impactado pelo que fazemos e pelo meio em que estamos, mas prestamos muito pouca atenção nele. Olhamos para ele apenas quando ele reclama, na forma de dor, de febre, de doença, de fraqueza… E, quando isso acontece, ficamos desgostosos porque isso atrapalha nossos planos, nosso dia a dia.

Nosso corpo é tudo que efetivamente temos nesta jornada, se ele ruir, ruímos também. Quanto mais saudável e ativo ele for, melhores nossas chances de realizar aquilo que almejamos.  Olhemos mais atentamente para ele, estejamos alertas às suas mensagens de desconforto ou início de sofrimento. Não esperemos ele sucumbir para perceber o quanto ele é fundamental para nossa vida!

Magda Kumara

T. (11) 9-8506.3117

Carta do dia 31 de janeiro de 2014

0 O Louco

 

0 – O Louco

Liberdade, ainda que tardia!

Como seria a vida se desde crianças tivéssemos aprendido a expressar abertamente o que sentimos? Se pudéssemos ser verdadeiramente espontâneos? Se tivéssemos aprendido a respeitar nossas emoções? Se tivéssemos explorado e conhecido nossos corpos sem tabus e preconceitos? Se  nos sentíssemos livres para desbravar nossos caminhos sem que isso representasse abandono ou perigo? Se acreditássemos  efetivamente no nosso potencial de adquirir recursos para a sobrevivência? Se confiássemos plenamente em nossa intuição e nossos instintos?

Como seria nossa vida hoje? O medo não teria tanta força, a autoconfiança seria uma constante, o amor não teria limites, a hipocrisia e a falsidade não teriam lugar. Não maltrataríamos nosso corpo, não faríamos o que não amamos, não duvidaríamos nem julgaríamos aos outros e a nós mesmos. Saberíamos que rumo tomar e confiaríamos na vida.

Não é assim nossa história. Mas, isso não nos impede de mudar o rumo das coisas, contornando as resistências e os temores  que tentam nos manter nesse caminho conhecido. A vida pulsa, a vida vibra!

O que te prende? O que te segura para ser e fazer aquilo que realmente deseja? Dispa as roupagens que te camuflam, solte as amarras que te guiam, liberte-se das crenças e dogmas que te fazem desacreditar em quem é e no que pode realizar!

Magda Kumara

T. (11) 9-8506.3117

Carta do dia 30 de janeiro de 2014

7 de Copas

 

7 de Copas

O que faz você feliz?

Esse é o slogan de um supermercado que, na sua propaganda, mostra muitas pessoas sorrindo, saudáveis, bonitas, em lindos lugares, dias ensolarados, e tudo mais que idealizamos como gente feliz. E aí, pensamos, só mesmo em propaganda!

Observe que a pergunta é O QUE faz você feliz? Não é quem, nem como, é O QUE. O que você conquista que te faz feliz? O que você adquire que te faz feliz? O que você consome que te faz feliz? O que você alcança que te faz feliz? E, sem nos dar conta, passamos a acreditar que a felicidade está fora de nós, que ela é um produto a ser encontrado e consumido e, infelizmente, muitas vezes parece estar em falta no mercado.

Então, o que faz você feliz? O que, de fato, te deixa feliz? Carro zero, aumento de salário, jóias, roupas novas, cerveja gelada, podem alegrar e trazer satisfação mas, quando usadas para compensar a falta de reais contentamentos e prazeres podem ser perigosas, para a saúde, para o bolso, para a psique.

Não somos nem estamos felizes o tempo todo, a vida é cíclica. As alegrias se revezam com as tristezas e assim podemos valorizar os sorrisos e reconhecer a importância das lágrimas no equilíbrio da vida. Por isso mesmo, devemos estar atentos à maneira como conduzimos nossa vida e o quanto nossas atividades e relacionamentos expressam verdadeiramente o que somos. Assim, podemos viver momentos efetivamente felizes!

A música da propaganda na verdade se chama: o que você faz pra ser feliz? Então, o que você faz?

Magda Kumara

T. (11) 9-8506.3117

Carta do dia 29 de janeiro de 2014

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Rainha de Ouros

Solidariedade e participação!

Falamos muito sobre a importância de cuidarmos de nossas emoções, de nosso corpo, de nossa energia. Sem esse cuidado e atenção nos distanciamos de nossa essência e passamos a vida como zumbis, como meros atores de personagens definidos por nosso ego e pela cultura em que estamos inseridos.

Agora vamos falar um pouco do cuidado com o outro. Fazemos isso quando cuidamos de nossa prole, quando cuidamos de nossos idosos, quando cuidamos de nossos animais de estimação.

Mas, e os outros? Qual nossa contribuição àqueles que necessitam de tanta coisa, a quem tudo falta e nada tem? Esmola? Não, isso não vale! Criança Esperança? Hum, há tantos questionamentos sobre a destinação dos recursos arrecadados…

O que fazemos como cidadãos solidários? Como participamos da vida de nossa comunidade? Qual nossa contribuição fraterna aos seres tão próximos de nós? Fechamos a janela do carro e rezamos para que eles não nos roubem? Trancamos nossas portas, cercamos nossas casas, contratamos seguranças?  Nos distanciamos e desejamos não ver essas pessoas em nosso trajeto? Sim! Fazemos tudo isso! Mas, o que fazemos para promover alguma mudança?

Achamos lindos os atos de solidariedade, nos emocionamos com demonstrações de amor ao próximo, mas precisamos descobrir qual e como será nossa contribuição, qual será nossa participação social e ambiental. Reclamar não é ação, é comodismo! Voto consciente é pouco.  Com tantos talentos que possuímos, qual deles dedicaremos para fazer nossa parte na manutenção da vida e do planeta?

Magda Kumara

T. (11) 9-8506.3117