Carta do dia 17 de fevereiro de 2014

17 A Estrela

 

XVII – A Estrela

Espaço aberto para o novo!

Quando as nossas verdades se mostram falsas, quando aquilo que acreditávamos já não existe mais, quando a estrutura aparentemente sólida que representava nossas crenças desabou, sentimos o chão se abrir, imaginamos que nunca mais conseguiremos nos reerguer e resta apenas um grande vazio interior.

Esse é o grande momento! É nesse vazio que algo novo pode crescer! Existe espaço para o novo brotar! Mas, é preciso deixar que venha, sem muitas buscas, sem elucubrações mentais! Apenas deixe vir.

Precisamos aprender com as experiências passadas! Toda rigidez, toda severidade em relação àquilo que achávamos que era o melhor para nós, transformou-se em uma clausura emocional. Quanto menos focados estivermos em definir o que é bom e o que é verdade, mais próximos estaremos daquilo que nos faz bem e mais abertos estaremos para receber as dádivas que a vida tem a nos oferecer.

Quanto mais tentamos ser o que determinamos que devemos ser, mais distantes ficamos do que realmente somos. Esperamos ser recompensados por tanto esforço, mas recebemos uma sucessão de  tristezas, decepções, frustrações.

É tempo de eliminarmos os condicionamentos mentais que trazem tantos sofrimentos. Utilizemos nossa capacidade racional para questionar as “verdades” que nos definiram até aqui. Que possamos revalorizar quem somos, eliminando aquilo que nos impede de ser quem somos e estimulando aquilo que libera a real expressão de nosso ser!

Magda Kumara

T. (11) 9-8506.3117

Carta do dia 14 de fevereiro de 2014

2 de Ouros

 

2 de Ouros

Se for flexível entorta mas não quebra!

 Embora não seja arquiteta nem engenheira, sei que os prédios são dotados de uma certa maleabilidade a fim de evitar que pequenos balanços o coloquem para baixo. Em países em que os tremores de terra são constantes, os edifícios apresentam maior amplitude de movimento. Por isso que quando há um forte terremoto no Japão, as construções mais recentes pouco sofrem.

Podemos aprender uma lição com isso: quanto mais rígidos formos, maiores nossas chances de quebrar. Quanto mais resistentes às mudanças formos, maior será o sofrimento.

A vida é dinâmica e está em constante movimento. Querer estancá-la ou aprisioná-la é impossível!  Ao tentarmos fazer isso, geramos mais e mais tensão, desgastamos nosso corpo físico, desperdiçamos uma quantidade absurda de energia , ficamos nervosos e histéricos e, no fim, a mudança veio do mesmo jeito.

Quando aceitamos nossa impotência, não resistimos às mudanças, nos adaptamos a elas. Podemos até mesmo celebrá-las por representarem novas oportunidades de crescimento e de aprendizagem.

Quando saímos para dançar, as músicas se sucedem, uma após a outra, nem sempre são do mesmo estilo, nem sempre têm o mesmo ritmo, podemos não conhecer nem mesmo gostar de todas, mas se a proposta é dançar, dançamos. Nos adaptamos às músicas e seguimos sua batida. E nos divertimos! Assim é a dança e assim também pode ser a vida! Mais leve, mais solta e muito mais fácil de viver!

Magda Kumara

T.(11) 9-8506.3117

Carta do dia 13 de fevereiro de 2014

6 de Espadas

6 de Espadas

O que não é verdade é mentira?

Quantas coisas acreditamos veementemente, para depois  compreendermos nosso grande engano? Criamos verdades, construímos crenças a respeito de pessoas, de ideias, do mundo, da vida. Norteamos nossas ações de acordo com essas crenças e quando elas se revelam equivocadas, nossa estrutura fica abalada. Nos sentimos decepcionados, frustrados, perdemos o rumo e o chão. Somos obrigados a rever nossos conceitos e criar novas verdades no lugar das velhas.

Mas, afinal , o que é a verdade? Os filósofos há muito buscam essa resposta . Toda tentativa de estabelecer a verdade corre o risco de fracassar. Por muito tempo foi incontestável o fato da Terra ser quadrada, hoje isso é uma piada. Nem mesmo a ciência consegue ser tão inexorável! Então, porque julgamos que nossa verdade é única?

Porque questionar nossa verdade tira-nos a segurança, ou melhor, desfaz a bolha que criamos para nos sentir seguros. Mas, essa mesma segurança oprime e nos obriga a reprimir emoções, desejos, instintos e intuições. Tudo que não se enquadra nessa verdade deve ser rejeitado e abolido! Mas, essa verdade foi concebida por um conhecimento parcial da realidade e carregada de pré-conceitos.

Quanto mais estudamos e nos informamos, mais descobrimos sobre nossa ignorância. Quanto mais pessoas conhecemos, mais percebemos as diferenças, a diversidade. Quanto mais permitimos que nossa emoção e intuição atuem, mais flexíveis e adaptáveis às mudanças nos tornamos. Quanto menos verdades criamos, mais conhecemos  sobre a vida!

Magda Kumara

T(11) 9-8506.3117

Carta do dia 12 de Fevereiro de 2014

16- A Torre

XVI – A Torre

A casa caiu!

Nenhuma casa cai sem dar sinais de que está ruindo. Aparecem rachaduras, trincas, desníveis. Pode ser sutil, mas está lá para quem prestar atenção. Porém, tendemos a negar sua importância. “Isso não é nada, quando passar uma mão de tinta some.” Nem sempre!

Prestar atenção a algo que não vai bem, significa tomar uma atitude. Isso é pode ser muito cansativo! Nos tira da zona de conforto, da boa e velha rotina falsamente segura e pode bagunçar nossa vida. Então deixa prá lá, vamos colocar uma venda nos olhos e esperar tudo passar.

É isso que fazem as pessoas que sentem que são traídas, mas preferem não descobrir a verdade porque isso exigirá tomar uma decisão. As que percebem que estão empacadas no trabalho, que precisam fazer mais cursos, mas preferem deixar assim mesmo, porque teriam que rever toda a rotina. Os pais que notam que seu filho está tendo algum problema emocional, mas acham melhor não tocar no assunto, é delicado e com o tempo passa.

Deixamos o barco correr, fazendo pequenos ajustes aqui e ali, mas sem grandes reformulações. Até que um dia, a coisa cai em nossa cabeça: um pedido de divórcio, demissão por falta de qualificação, filho com  doença psicossomática. Começamos a praguejar a vida, a questionar Deus e a dizer que não merecemos isso. Concluímos que somos irremediavelmente infelizes!

Negar um problema é perder a chance de lidar com ele de maneira consciente, sem ilusões.  Pode não evitar a dor, mas representa a chance de mudar o desfecho. A vida está a todo momento enviando sinais, mas cabe a cada um de nós decidir o que fazer com eles!

Magda Kumara

T. (11) 9-8506.3117

Carta do dia 11 de fevereiro de 2014

Pajem de Copas

 

Pajem de Copas

 

Está esperando o que?

O que temos na vida é apenas o presente. O passado já nos escapa, o futuro é uma incógnita. Se assim é, por que temos tanta dificuldade em viver o momento atual? Projetamos o que queremos que aconteça com nossas vidas e, entre devaneios, perdemos o que estamos vivenciando agora. E assim, até mesmo o passado se torna um borrão, pois também não estávamos muito presentes nele.

Enquanto sentíamos aquele abraço delicioso, aquele beijo de tirar o fôlego, pensávamos: ai, ai, ai, será que vamos ser namorados? E o momento não foi desfrutado completamente.

Uma criança é um exemplo maravilhoso disso. Quando nasce, queremos que ela ande logo; quando anda, queremos que fale logo; quando fala, queremos que entenda logo; quando entende, queremos que faça por si mesma… Essa criança virou adulto e não curtimos com toda a intensidade cada momento presente.

O que estamos fazendo com nossas vidas neste exato momento? Esperando pelo reconhecimento profissional? Esperando que um novo amor apareça? Esperando que o casamento aconteça? Esperando pelas férias? Esperando formar uma família? Esperando, esperando, esperando. Tantas coisas lá na frente. E essa espera se torna a vida.

A vida está aí, agora, neste momento! Ela não espera, ela não pausa, ela pulsa. Aproveitemos o pulsar da vida, entremos em seu embalo, sigamos seu ritmo. Soltemos nossas amarras, libertemo-nos dos medos, das ansiedades e da eterna espera da felicidade. Façamos aquilo que nos deixa feliz agora, pois o depois pode não vir.

Magda Kumara

T.(11) 9-8506,3117