Carta do dia 27 de fevereiro de 2014

3 de Paus

 

3 de Paus

De espectadores a protagonistas!

 A física quântica é a física das possibilidades. Segundo ela, temos inúmeras possibilidades, mas focamos apenas em uma. Podemos ser e fazer o que queremos, mas escolhemos um ou outro jeito de ser, uma ou outra atividade.

Muitas das vezes ficamos a olhar a vida dos que se arriscam, daqueles que rompem a barreira do medo e da insegurança e saltam para uma nova possibilidade. Quantas vezes ficamos espiando a vida dos outros através dos reality shows, dos big brothers da vida? Por vezes a  admirar a coragem dos destemidos ou a censurar a falta de prudência?

Tantas coisas por fazer, tanta gente por conhecer, tantas experiências por vivenciar e ficamos acomodados na rotina, esperando por uma hora mais adequada. E nisso, o tempo passa, vemos os barcos partindo, pessoas que se vão e que vem, e continuamos parados no cais. O tempo passou na janela, só Carolina não viu.

Será que não está na hora de rever aquele projeto que está até agora esperando o momento certo para ser colocado em prática? Será que este não é o momento certo? Pode ser uma viagem, assumir uma relação, ter um filho, iniciar um novo negócio, mudar de emprego, começar um novo curso. São tantas as possibilidades, por que ficarmos presos a uma ou outra?

Planejamento é importante, mas ele não pode engessar, paralisar. Esperar pelas condições ideais é postergar a ação, é não realizar sonhos, é não concretizar planos. E mesmo que der errado, você viveu!

 Magda Kumara

T. (11) 9-8506.3117

Carta do dia 25 de fevereiro de 2014

4 de Ouros

 

4 de Ouros

Nascemos para morrer, conhecemos pessoas para as deixar e ganhamos coisas para as perder. (Buda)

 Tudo que amamos e possuímos tememos perder. E quanto mais nos prendemos a eles, mais dependentes nos tornamos e maior é nossa dificuldade de aceitar sua perda. Isso não acontece apenas com as pessoas, mas com as coisas também.

Vivemos em uma sociedade tão consumista que as posses definem as pessoas. Isso já foi prá lá de discutido, não é? Então, por que ainda julgamos a nós e aos outros pelo que usam e pelo que têm? Por que temos tanto medo de perder o que conquistamos?

Logo pensamos: precisamos disso para viver! Do que efetivamente precisamos? Quanto do que temos está relacionado à nossa sobrevivência? Ou será que a maior parte daquilo que possuímos representa segurança e necessidade de reconhecimento.

Se sabemos que a morte virá, mais cedo ou mais tarde, precisamos aprender que nada durará para sempre. Nada está seguro, nada está protegido. Experimentaremos muitas perdas, perdas materiais, perdas afetivas, perdas de todas as formas: de pessoas, de saúde, de dinheiro, de emprego, de amigos, de bens. A compreensão e aceitação da impermanência  nos ajuda a viver o presente e a desfrutar daquilo que dispomos no momento, sem criar falsas necessidades e amarras. Os bens materiais e o dinheiro são importantes em nossa cultura, mas eles não podem nos definir e representar felicidade. As pessoas vivem seus próprios ciclos e temos que aprender a nos despedir, saudosos, mas sem melancolia. Afinal, apego não é sinônimo de amor!

Magda Kumara

T. (11) 9-8506.3117

Carta do dia 20 de fevereiro de 2014

8 de Paus

8 de Paus

A hora é agora!

Quando vemos uma pipa no ar podemos entender um pouco mais sobre o lema: aproveite o momento! Se não há vento suficiente, inevitavelmente a pipa volta ao chão. Muito vento exige habilidade para seguir seu movimento ou a pipa poderá se partir. O vento é essencial para a pipa ficar no ar! Assim como é para o barco a vela se movimentar.

Às vezes ficamos naquele vai não vai. Faço isso ou aquilo? É melhor esperar  ou partir para a ação? Qual é o momento certo para agir?

Um surfista pode esperar por muito tempo a onda certa, mas quando ela chega ele se lança sobre ela e vive o êxtase.

Será que nossa onda não chegou? Será que esse vento que sentimos será capaz de nos levar adiante? Pare e sinta. Perceba se algo está diferente, mesmo que seja sutil. Ouça o que seu ser interior – sua alma, seu eu superior – está dizendo.

Prudência é importante, mas quando ela é demais pode significar medo. Medo de agir, medo de gastar o cartucho, medo de errar a mão, medo de estar confundindo as coisas. Para saber que chegou a hora da ação é preciso observar os sinais que a vida nos envia ou perderemos o bonde de nossa própria história. Sentir e acreditar na intuição, pois nem sempre os sinais são visíveis.

Assim como o surfista que se torna uno com o mar e sabe qual é a sua onda, temos que nos tornar unos com nossa essência para sentir o momento de partir para a ação. Pode ser agora!

Magda Kumara

T. (11) 9-8506.3117

Carta do dia 19 de fevereiro de 2014

5 de Espadas

 

5 de Espadas

Proteção desprotege!

Competição, concorrência, fofoca, puxada de tapete, falsidade… Isso lhe soa familiar? A vida social e profissional são permeadas por disputas. Disputas por cargos, disputas por pessoas, disputas por beleza, disputas por competência, por riqueza, por sucesso, por inteligência, por amor. E dentro disso tudo estamos nós.

Somos imensamente afetados por esse meio, muitas vezes hostil, mas nos adequamos a ele. Nos tornamos igualmente competitivos, não queremos estar por baixo! Queremos reconhecimento e sucesso! Todos querem! Mas, se todos querem, tenho que cuidar do que é meu! Tenho que estar em constante vigilância, atenção permanente às intenções dos outros. O que há detrás de cada sorriso? Fulano está me tratando muito bem hoje, tem alguma coisa aí! Não posso relaxar, se não sou pego de surpresa! Tenho que ter olhos nas costas!

E diante de tanta desconfiança, nos armamos e enrijecemos. Nossa armadura nos protege de ataques inesperados e também nos distancia das boas coisas trazidas pela vida. Tanta atenção impede a distração, sem distração somos tensos. Tensos até mesmo nas relações de intimidade. Afinal, qualquer um pode nos apunhalar pelas costas.

Se alguém nos olha mais demoradamente, logo perguntamos: o que foi? Nunca viu? Se alguém que amamos nos faz um agrado, logo pensamos: o que será que ele aprontou? O espontâneo perdeu a vez!

Tememos tanto o ataque ao nosso ego que nunca abaixamos a guarda. E nessa tentativa de autoproteção, nos enclausuramos dentro de nós mesmos, ficamos inacessíveis aos outros, infantilizamos nossas emoções e nos tornamos assim muito mais frágeis e desprotegidos!

Magda Kumara

T.(11) 9-8506.3117

Carta do dia 18 de fevereiro de 2014

2 de Ouros

 

2 de Ouros

Equilíbrio no movimento!

Quando uma criança está para tirar as rodinhas da bicicleta sente-se insegura e tem muito medo de cair. Ela está acostumada com o apoio, aquele é o modo conhecido de andar de bicicleta. Mas ela sabe  que superar esse novo desafio significa crescer,  que ao abrir mão do seguro iniciará uma nova aventura que a fortalecerá e trará muito prazer e satisfação. Ela aprende que o segredo de manter o equilíbrio está no movimento, em continuar pedalando, e quando cansar, basta recolocar os pés no chão.

Simples assim, a maioria de nós passou por isso. Essa conquista é emblemática para a vida: percebemos que temos capacidade de romper limites internos e conquistar aquilo que desejamos.

Devemos nos lembrar disso e olhar para nossa vida agora. Para mudarmos, precisamos acreditar, querer e aventurarmos. Permitir que a vida seja mais leve, tirar o peso dos obstáculos mentais, acreditar na nossa capacidade de conquistar e de superar os desafios.

Brincar, dançar, soltar o corpo! Se você tem um hobby, algo que te dá prazer em fazer,  que tal torná-lo a atividade principal? Pode não ser para já, mas pode começar a tocar em paralelo.

A falta de prazer aumenta o cansaço. Tudo que queremos é chegar em casa e cair no sofá. Mas, fazer algo criativo e agradável pode nos relaxar muito mais! Permita que atividades lúdicas façam parte do seu dia, atividades que mexam com seu corpo, que liberem as energias estagnadas, que espantem os parasitas mentais. Afinal, é no movimento que encontramos o equilíbrio!

Magda Kumara

T. (11) 9-8506.3117