Carta do dia 19 de março de 2014

5 O Hierofante

 

V – O Hierofante

Quem é o melhor conselheiro?

Conheço pessoas que estão sempre pedindo conselhos, pedem para um, para outro, mas acabam fazendo o que querem. Então, para que ficar perguntando para os outros?

Há outras pessoas que, ao contrário, nunca pedem conselhos, mas ao ouvirem a confirmação daquilo que pensam em fazer, algo se ilumina dentro delas, quase como uma certeza de que o que pensavam fazer é o melhor!

Tenho um palpite de que, seja perguntando aos outros ou não, muitas vezes temos a necessidade de vermos confirmadas as nossas vontades e intenções. Parece que a aprovação de nossas ideias nos dão forças de colocá-las em prática e ir adiante.

Mas, por que tanta dúvida sobre aquilo que pensamos, queremos ou sentimos? Por outro lado, por que existem coisas que temos tanta certeza que, mesmo que o mundo esteja contra, não mudamos de ideia? Por que oscilamos tanto?

Somos suscetíveis às opiniões alheias quando estamos distante de nós mesmos, tanto para fazer o que os outros dizem – e sermos aceitos – quanto para fazer o que queremos – por pura desconfiança sobre nós mesmos. Quanto mais distantes estamos de nossa essência, mais suscetível às influências externas ficamos.

A verdade não está lá fora, está dentro, bem dentro de nós. Aqui encontraremos as respostas para todas as nossas perguntas, encontraremos nosso mago, nosso mentor, nosso melhor conselheiro: nosso eu superior.

Magda Kumara

T. (11) 9-8506.3117

Carta do dia 18 de março de 2014

14 Temperance

 

XIV – A Temperança

Razão + Emoção

Você já percebeu que definimos quando devemos deixar a razão comandar e quando devemos deixar a emoção fluir? Fazemos isso em vários aspectos na vida: no trabalho, razão; no casamento, emoção; nos estudos, razão; na família, emoção.

Tentamos controlar e garantir que a emoção não apareça quando não deve ou que a razão não se imponha fora de seu âmbito. E, assim, trabalhamos e aprendemos da forma mais racional possível e somos excessivamente emocionais em nossas relações de intimidade.

Quanto desequilíbrio! Se deixarmos que nossas sensações venham a tona durante o trabalho, conseguiremos ter outra percepção de nossa atividade, seremos mais criativos, mais intuitivos e, com certeza, mais assertivos em nossas ações. Sem contar que o prazer que sentiremos em exercer nossa s atribuições tornarão nossos dias mais leves, menos estressantes e mais satisfatórios.

Quantas vezes nos envolvemos demasiadamente na emoção, deixando-nos enredar por rancores, mágoas, tristezas, angústias? A emoção não é apenas bela, ela também tem seus aspecto doloroso. A razão é fundamental para nos trazer de volta ao prumo, a sair daquele enrosco repetitivo e amargurado. A razão nos ajuda a refletir, a voltar à realidade, a colocar os pés no chão e a mudar nosso estado emocional.

Não existe atividade profissional em que a emoção não tenha lugar, não existe nenhum relacionamento em que a razão não tenha função. Não somos só razão ou emoção. Precisamos exercitar sua integração e deixar que ambas atuem, com o mesmo peso, em todos os momentos de nossa vida.

Magda Kumara

T. (11) 9-8506.3117

Carta do dia 12 de março de 2014

08-A Força

 

XI – A Força

Autoconsciência e Integração

Se alguém “pergunta quem é você?” as respostas mais comuns são: sou médico, professor, engenheiro, advogado; sou casado com fulano, sou filho do sicrano; sou gerente do banco, sou o presidente da empresa, sou o coordenador do projeto e por aí vai. Apresentamos nosso status no mundo – e sempre escolhemos o de maior impacto! Se tirássemos esses “títulos”, saberíamos dizer quem somos nós?

Os condicionamentos e programações infringidas em nossa mente durante toda a vida ofuscam nosso autoconhecimento. Acreditamos ser o que nos disseram que somos, tentamos aplacar toda e qualquer sensação de estranheza com a vida, e quando não temos sucesso, precisamos fazer tratamento contra depressão. É necessário estar ajustado! Mas, ajustado a si mesmo ou à sociedade? Muitos dirão que é a mesma coisa! Que o mundo é assim mesmo, que quando estamos ajustados à realidade prática, estamos ajustados internamente. Será?

A autoconsciência é muito maior do que esta realidade concreta que conhecemos, a autoconsciência inclui nossos vários corpos: físico, emocional, mental, espiritual, causal, divino. E o que sabemos a respeito de cada um desses nossos corpos? Conhecemos mal e mal os corpos físico, emocional e mental, que em geral estão desequilibrados e em conflito: um sempre querendo se sobrepor ao outro.

Devemos fazer da busca pela autoconsciência e integração de nossos vários corpos uma missão de vida, rompendo com os condicionamentos que nos afastam de nossa verdade interior, preenchendo  nossa jornada de muita luz, equilíbrio e contribuindo para nossa evolução .

Magda Kumara

T.(11) 9.8506.3117

 

Carta do dia 10 de Março de 2014

6 de Espadas

6 de Espadas

Quando só a mente domina, prejudica!

Embora a meditação seja antiga, atualmente ela tem sido bastante indicada. Por que será? Será que é porque vivemos em constante estresse? Será que é porque nossa atividade mental é extenuante? Será que é porque não nos proporcionamos suficientes paradas em nosso ritmo cotidiano? Acho que é por tudo isso e muito mais.

Vivemos em uma época em que tudo é muito rápido, as mudanças são velozes, a dinâmica da própria vida tem uma velocidade intensa. E, no meio deste turbilhão, tentamos absorver tudo que nos rodeia, tentamos captar e acompanhar esse ritmo frenético. Temos que ter resposta para tudo, temos que atender às demandas, temos que analisar, entender, compreender, raciocinar, refletir, atuar… Ufa! Quem aguenta?

Quantas vezes temos vontade de virar a mesa, chutar a porta, entregar os pontos, partir para outra? Às vezes, é tudo que nos resta, mesmo que signifique desistir de uma empreitada tão sonhada e planejada. Mas, na maioria das vezes, não podemos partir, temos que continuar. E, para continuar com qualidade, precisamos aquietar nosso mental, acalmar nosso coração, realinhar nossos chacras, nos reconectar com nosso Eu superior.

Nosso mental é parte de nós, não é o todo. É preciso quebrar a crença de que a apenas a mente está certa, de que apenas ela sabe qual o melhor caminho a seguir. Enquanto estivermos mutilados de nossa porção divina e essencial não encontraremos nossa paz, nossa tranquilidade e nossa verdade interior.

A meditação é uma maravilhosa forma de reconexão!

Magda Kumara

T. (11) 9-8506.3117

Carta do dia 28 de fevereiro de 2014

5 de Espadas

 

5 de Espadas

Chega de dar murros em ponta de faca!

A derrota tem gosto amargo. Ser derrotado é algo que evitamos a todo custo, não é bom. Há até mesmo aqueles que não gostam de perder em jogos, abandonam o espírito esportivo e partem para a violência. Os estádios de futebol  estão repletos de exemplo disso. Mas. por que é tão difícil ser derrotado?

Em uma cultura que prega o sucesso como reconhecimento pessoal, a derrota é humilhante, inferioriza o ser, tira dele seu valor e sua potência. Temos o mau hábito de esperar que os outros digam o quanto valemos, nossa autoestima é medida pelo olhar do outro. E queremos unanimidade! Uma  única crítica tem o poder de jogar nossa autoestima no lixo. E o que dirá de uma derrota?

Nos sentimos derrotados quando um projeto não dá certo, um relacionamento acaba, uma promoção que aguardávamos vai para outro, gostar de alguém e não ser correspondido, perder em uma discussão, em um jogo, ser traído… E por aí vai. Se prestarmos bem a atenção, o grande derrotado é o Ego – o orgulho, a vaidade, a persona.

Em nome desse Ego, fazemos de tudo para não sermos derrotados, não aceitamos perder, forçamos a barra, vamos além do que gostaríamos e precisaríamos. Ampliamos o sofrimento, ultrapassamos nossos limites, geramos dor, ira, raiva; envenenamos o ambiente e as pessoas. E tudo isso para que?

Se não deu certo é hora de partir para outra, desistir é aprender, perder é aprender. A derrota, de fato, apenas ocorre quando não se identifica o aprendizado contido na experiência fracassada.

Magda Kumara

T. (11) 9-8506.3117