Carta do dia 2 de abril de 2014

Rei de Ouros

Rei de Ouros

Aterrar!

O envolvimento com processos de autoconhecimento e espiritualização pode provocar um distanciamento das questões referentes à matéria. Displicência nas atividades profissionais, resistência a lidar com aspectos financeiros, desleixo com o corpo. É importante sempre se lembrar de que, enquanto estivermos neste plano, ocupamos um corpo físico que precisa ser cuidado para sobreviver com qualidade. Estamos inseridos em um mundo que impõe suas regras para ter acesso aos itens que permitem a sobrevivência desse corpo. Temos sempre que nos lembrar de que não somos só o corpo e a mente, mas somos também o corpo e a mente e temos responsabilidade sobre eles.

Compreender que o universo nos provê do que precisamos quando estamos em consonância com nossa verdade interior é um grande aprendizado e representa uma bela forma de encarar a vida. Mas  também é necessário atuar, agir, fazer, realizar!

O desenvolvimento espiritual não pode ser usado como fuga da materialidade e da fisicalidade, ao contrário, quanto mais nos desenvolvemos espiritualmente maior deve ser o entendimento do papel da matéria na vida: reduzindo nosso apego, compreendendo sua impermanência, redimensionando nossas necessidades, identificando sua importância em nossa existência e, a partir de um trabalho em que os valores espirituais sejam respeitados, contribuir para a intensificação da luz nossa, do planeta e de todo o universo.

Magda Kumara

T. (11) 9-8506.3117

Carta do dia 1º de abril de 2014

20 O Julgamento

XX – O Julgamento

Para o novo chegar.

Em uma mudança de casa temos que escolher o que vamos levar para a casa nova e o que deve ser despachado – para o lixo ou outro destino. É um momento em que nos encontramos com nosso passado, relembramos acontecimentos e pessoas. Pode ser alegre e triste. Algumas coisas queremos guardar de recordação, outras achamos que algum dia ainda podemos usar e tem aquelas que nos perguntamos o que ainda estão fazendo aqui.

Mudar de casa representa iniciar novo ciclo, mas algumas pessoas têm dificuldade de mexer com o antigo, empacotam tudo e colocam no fundo de um armário da casa nova.  E, assim, perdem uma boa chance de realmente começar um novo processo.

Todo novo começo, para realmente ser novo, exige um término efetivo do processo anterior. Para ser novo, precisa estar livre de penduricalhos desnecessários que, além de não ajudar em nada, atrapalham o caminhar (como um monte de caixas cheias de bugigangas no meio da sala).

Para o novo entrar na vida, para iniciar um novo ciclo, uma nova jornada, é primordial a tomada de consciência sobre quem se é, o que deseja e o que pretende com sua própria vida. E isso deve ser feito despertando, analisando e liberando velhas crenças, antigos padrões de comportamento, traumas, autopunições, preconceitos e tudo que ainda reside dentro de si que embaça, ocupa espaço e impede a virada de página e que o antigo se encerre. Após essa limpeza, as janelas estarão abertas para a entrada do ar e do novo.

Magda Kumara

T. (11) 9-8506.3117

Carta do dia 31 de março de 2014

7 de Espadas

7 de Espadas

Resposta para quem?

Quando nosso ego é confrontado, sentimos que fomos traídos, humilhados, envergonhados, ofendidos e queremos reverter a situação. Gastamos um bocado de energia definindo qual nossa melhor estratégia para lidar com o problema e mostrar nosso valor, recuperar nossa honra, orgulho, moral. E quanto mais presos ficamos nessa tentativa de recuperação do nosso ego, nos distanciamos do que realmente é importante.

Nossa tendência é dar respostas aos outros, quando o que precisamos é entender o que de fato nos incomodou. Por que sempre que alguém me diz determinada frase fico incomodado? Por que quando percebo que não recebo elogios ou se outra pessoa é mais elogiada do que eu, me sinto rejeitado? Por que quando alguém duvida da minha capacidade me sinto diminuído? Por que minha autoestima, minha autopercepção e meu amor sobre mim mesmo está sempre suscetível ao olhar e aprovação do outro?

São essas e tantas outras questões que deveríamos nos fazer e responder. Mas reconhecer a própria fragilidade é tão doloroso que optamos em provar aos outros que somos melhores do que julgam, afinal, eles não sabem com quem estão falando!

Enquanto estivermos preocupados em alimentar o ego vaidoso e rancoroso, aprofundamos o desconhecimento sobre quem somos e o que efetivamente necessitamos. Não precisamos provar nada para o mundo, precisamos sim, nos sentir plenos por sermos quem somos.

Magda Kumara

T.(11) 9-8506.3117

Carta do dia 28 de março de 2014

9 de Ouros

9 de Ouros

Amor fati (amor pelo próprio caminho)

É maravilhoso dividir a vida com outra(s) pessoa(s). É saudável compartilhar risos e choros. É delicioso amar e ser amado.

Mas, para que essa (re)união seja efetiva e completa, antes é preciso gostar de seu próprio ser, curtir a sua própria companhia, sentir-se confortável com seu próprio corpo, deliciar-se com seu próprio caminhar.

Estamos irremediavelmente sozinhos em nosso sentir, podemos estar com os outros mas ninguém, absolutamente ninguém, é capaz de realmente sentir o que sentimos. Nossa dor, nossa emoção, nossa alegria, nossa felicidade, nosso gozo, nosso prazer, nosso nascer, nosso morrer, tudo é inerentemente nosso, de mais ninguém, por mais amigo que seja, por mais que nos ame.

Ter prazer em ser o que se é e gostar de si mesmo é a busca da maioria de nós, uma dura tarefa. Por muito tempo ficamos focados em atrair o amor, em um processo de fora para dentro (receber amor para se amar), e mesmo com algum sucesso, o amor recebido não é suficiente para cobrir a parte ausente de amor por si mesmo. É necessário inverter o processo.

Quando começamos a gostar mais do que somos, nos livramos de um enorme peso que sempre se manteve sobre nós. Sentimos uma imensa paz, restaura-se a confiança e a certeza de que somos capazes de realizar, criar e atrair aquilo que desejamos e merecemos.

Magda Kumara

T. (11) 9-8605-3117

Carta do dia 27 de março de 2014

13 A Morte

XIII – A Morte

Transformando o que precisa ser mudado

É muito comum reclamarmos que nada de novo acontece em nossas vidas, não temos novidade, tudo está sempre do mesmo jeito. Queremos algo novo, seja um amor, um trabalho, novas amizades, novas diversões. Queremos mudanças!

Mas, como o novo pode chegar se estamos tão presos ao velho? Afinal, acreditamos que é “melhor um pássaro na mão do que dois voando”, além disso se  é “ruim com tu, pior sem tu”. Sem abrir espaço, não há lugar para o novo!

Para a vida reciclar é preciso ventilá-la, permitir que novos ares cheguem e purifiquem o ambiente, tornando-o favorável para o desabrochar de novos frutos.

Prepare o terreno para o novo! Comece desapegando-se do velho. Deixar o velho ir não é muito fácil, além da insegurança que gera, pode ser um tanto doloroso, pode-se sentir nostalgia, culpa, tristeza. Isso acontece porque ele representa o fim de uma jornada, bem ou mal sucedida, mas é o fim, significa a despedida daquilo que já foi importante. É assim em todas as etapas de crescimento: construir sua própria vida significa sair da casa dos pais, casar significa o fim da liberdade da solteirice, ter filhos significa o fim de uma fase mais autônoma. A vida é cíclica!

Se deseja verdadeiramente as transformações, abra-se ao novo, despoje-se do velho sem medo. Aceite o chamamento da vida para a renovação, para a autorrealização, para a evolução.

Magda Kumara

T. (11) 9-8506.3117