Carta do dia 12 de maio de 2014

Rei de Paus

Rei de Paus

por Magda Kumara

Fogo que aquece e pode queimar!

Você conhece alguém que é do tipo: ou faço agora ou não faço nunca mais? E isso serve para um monte de coisa, desde a lavar a louça, falar com alguém, ou até mesmo, começar um novo empreendimento.

São pessoas impulsivas, daquelas que adoramos ter ao lado quando hesitamos em dar um passo, aquelas que nos fazem vibrar e perceber que temos que seguir nossos instintos. São as incendiárias, para o bem e para o mal, pois colocam fogo tanto na festa quanto na briga. São os famosos esquentados. Mas assim como o fogo pega, o fogo apaga.

São pessoas maravilhosas, enérgicas, ativas. Porém, quando perdem a motivação, perdem o interesse, se encolhem, desistem. Precisam estar acelerados, porque quando a velocidade diminui, não tem mais graça, perdem o tesão. Não persistem em seus objetivos e estão sempre à procura  de novos estímulos, de novas conquistas.

Só que nada é super legal e estimulante o tempo todo. Muitas coisas na vida têm seu lado monótono, metódico e rotineiro. O amor é assim, o trabalho é assim, a vida é assim! Não estamos sempre na mais alta frequência e ainda bem, se não ficaríamos exauridos! E esse lado mais tranquilo também é necessário e pode ser muito gostoso.

Uma vida frenética, cheia de emoções e acontecimentos é um vício contemporâneo e virou sinônimo de uma vida plena! Uma vida que não tem espaço para a tristeza, para a quietude, para o recolhimento, coisas tão necessárias à reformulação, ao equilíbrio e ao autoconhecimento.

Respeitar seus impulsos e dar vazão à energia interna são aprendizados indispensáveis, assim como é importante reservar parte dessa energia e impulso para dar continuidade às obras de sua vida.

Carta do dia 08 de maio de 2014

Rainha de Paus

Rainha de Paus

por Magda Kumara

Teste seu valor!

Somos fortes, somos únicos, somos divinos. Ok, já sabemos disso tudo e podemos repetir isso várias vezes, mas não pode ser só uma compreensão intelectual, não pode ser só uma reprodução verbal.

Faça um teste para identificar se você realmente reconhece e valoriza sua porção divina. Responda com muita honestidade a essas perguntas: (1) Quando alguém te ofende com palavras duras ou diz que você é algo que não é, como reage? Como se sente? (2) Quando você gosta de alguém, seja um amigo, um familiar, um amor, você espera que ele entenda e respeite suas necessidades? E você? Entende e respeita as necessidades deles ou quer que eles sejam e façam aquilo que você admira e aceita? (3) Como você se relaciona com seu corpo? Você se sente integrado(a) a ele? Você percebe e respeita suas necessidades? Você cuida amorosamente dele?

Não estamos aqui para provar nada a ninguém, estamos aqui para nossa evolução pessoal. Mas isso tem muito a ver com o outro, na nossa relação e atuação no mundo. Não adianta fazer cara de paisagem quando alguém o confronta e agride se por dentro você está destruído e/ou retribuindo com outras ofensas ou “verdades”. O outro, quando te ofende, está em sofrimento. Quando entendemos que cada um está em seu próprio processo de evolução, passamos a nos respeitar mais – definindo limites –  e a respeitar os outros também. Entendemos que esse é um processo individual e intransferível, ninguém fará por nós e não podemos fazer por ninguém, por maior que seja o amor!

Quanto ao corpo, ele é o contorno de nossa vida nessa existência. Nossa porção divina precisa dele para continuar aqui. Cuidá-lo, amá-lo e respeitá-lo em todas as suas necessidades é valorizar essa jornada, é compreender seu papel em nossa evolução, é de fato reconhecer sua importância vital.

Carta do dia 07 de maio de 2014

5 O Hierofante

V – O Hierofante

por Magda Kumara

Quer um conselho?

Não peça conselhos! As respostas, todas elas, estão dentro de você! Para acessá-las é preciso estar conectado consigo mesmo, livrar-se de crenças aprendidas, libertar-se de preconceitos e medos.

Mas, isso pode ser muito difícil… Passamos boa parte de nossas vidas acreditando que o certo é o que todo mundo faz: se é certo para o mundo, é certo para mim! Por outro lado, quando dizem que algo não é bom, então não pode ser bom para mim também!

Tanta obediência às regras e dogmas religiosos, sociais, familiares e educacionais aumentam as dúvidas sobre sua verdade interior, gera autômatos, pois, acima de tudo, oprime e retira a liberdade de ser, simplesmente, ser quem se é. Ser livre para fazer suas escolhas, aceitando o chamamento interno, mesmo que ele pareça diferente daquilo que é considerado bom, certo e seguro.

A busca da segurança e por tudo que possa fornecê-la é um dos maiores atos de autossabotagem. Deixar de fazer o que ama em nome da segurança é negar-se a possibilidade de ser feliz.

Nada é seguro, nada é estável, nada é imutável. Assim como a crise passa, a felicidade também. Qualquer estrutura pode ruir, mas você sempre terá a si mesmo e quanto mais você conhecer, respeitar e amar quem é, mais fácil será reerguer-se, reconstruir-se e resgatar-se.

Ouça a verdade que mora dentro de você e para ouvi-la não deixe nunca de aprofundar o conhecimento sobre si mesmo, sobre quem se é.  Nenhum conselho pode ser mais legítimo e certeiro do que aquele que vem da voz de sua essência.

Carta do dia 06 de maio de 2014

14 Temperance

XIV – A Temperança

por Magda Kumara

Isso E aquilo!

Preto ou branco? Bonito ou feio? Positivo ou negativo? Legal ou chato? Yin ou yang? Temos essa irritante mania de classificar o mundo – e as pessoas também – de forma maniqueísta. Ou é bom ou é mal.

Com tudo tão polarizado, claro que não escapamos dessa definição. Somos bons ou maus? Ah, sou muito boa nisso, mas horrível naquilo! Tudo que é ruim achamos péssimo e o que é bom pode melhorar. E assim, aumentamos o fosso que criamos internamente.

Primeiramente, temos que parar com essa prática de supervalorizar nossos “defeitos”, sejam eles físicos ou comportamentais. Quem definiu o que é defeito? Em algumas famílias, ser competitivo pode ser uma qualidade, em outras, algo que precisa ser transformado. De acordo com o meio em que estamos inseridos, tentamos mudar aquilo que não gostamos em nosso corpo ou esconder – muitas vezes de nós mesmos – o que não gostamos em nossa personalidade.

Negar uma característica sua, que não é necessariamente um defeito, é viver em constante tensão. Qualquer situação gatilho pode disparar o que tanto tenta negar e ocultar e, acredite, o estrago é muito maior!

Portanto, olhe para si mesmo com ternura e aceitação. Tudo que é doce ou salgado demais é ruim, o sabor está na combinação dos elementos, na fusão dos ingredientes. Você é único, então por que quer se transformar em algo pasteurizado?

Cada um é preto E branco, bonito E feio, positivo E negativo, legal E chato, yin E yang! Essa fusão e singularidade são o sabor e a delícia de ser quem se é.

Carta do dia 05 de maio de 2014

Pajem de Espadas

Pajem de Espadas

Os projetos engavetados.

por Magda Kumara

Não, não vamos falar de política. Vamos falar de nossos projetos, nossas ideias, nossos ideais. Quantas vezes você teve uma ideia fantástica… que não colocou em prática? Quantas vezes você foi dormir achando que tinha encontrado a solução para alguns problemas e quando acordou, tudo parecia sem sentido? Quantas vezes você elaborou projetos, criou novas metas, desenhou estratégias  e foi engolido pelas responsabilidades do dia-a-dia?

Queremos tanto as mudanças, queremos tanto transformar nossas vidas, mas parece que sempre paramos nas primeira páginas. Por que desistimos? Por que duvidamos das respostas que conseguimos dar aos nossos problemas? Por que perdemos o fôlego e a esperança?

O nosso maior inimigo somos nós mesmos. Pensamos muito… e não realizamos, não materializamos! É hora de ir para a ação!

Chega de ficar questionando e duvidando de si e de seus projetos. É preciso calar a voz que duvida, que questiona, que critica, que põe para baixo. É preciso acreditar em sua capacidade de realizar. Medo do fracasso também é medo do sucesso!

Você pode escolher entre passar a vida reclamando sobre as inúmeras habilidades, dons, ideias e possibilidades frustradas, sem nunca ter dado chance real para elas se concretizarem, culpando o mundo e os outros pela sua falta de “sorte”. Ou, pode correr atrás do que acredita, batalhando por aquilo que sua alma clama, mesmo que encontre pedras no caminho.

Ninguém fará por você! A sorte é resultado da ação, não do acaso.