Carta do dia 19 de maio de 2014

Cavaleiro de Espadas

Cavaleiro de Espadas

por Magda Kumara

O que a mente divide, o coração une.

 Você já percebeu que muitas coisas na vida parecem ser sempre 8 ou 80? Se você acredita em algo você é bobo, não tem crítica, vai ser enganado. Se você questiona demais é cético, negativo, perdeu a fé nas pessoas e no mundo. Difícil, não é? Mas, em tudo é preciso encontrar o equilíbrio.

Temos um cérebro maravilhoso, com um potencial ainda pouco explorado, temos que usá-lo mais e bem melhor! Temos sim que avaliar, que questionar, olhar os vários aspectos de um assunto, duvidar, “cavocar”. Quanto mais reflexivos formos, maior será nossa compreensão, quanto mais estudarmos, melhor entenderemos o que acontece à nossa volta.

O perigo reside na negação daquilo que a mente não entende. Quando apenas a mente domina, todas as outras possibilidade de perceber uma situação ficam limitadas, nossas outras fontes de captação são bloqueadas e rejeitadas. Vemos isso em muita gente e às vezes em nós mesmos.

A racionalidade em demasia torna-se irracional. Muita argumentação e defesa das ideias pode ser uma maneira de esconder suas emoções, de se distanciar afetivamente, de se proteger. É também uma forma de agredir (o ataque é a melhor defesa), uma agressão que reduz o outro para poder se sentir maior e validar uma enganosa autoestima.

Mas, o pior dessa agressão é que ela também se dá internamente. Esse tipo de agressor sufoca sua intuição, sua emoção, seus impulsos criativos. Torna tudo crendice, besteira, coisas sem fundamento. Tenta se segurar apenas no que a razão pode explicar e justificar, tudo o mais não tem valor.

Isso pode funcionar quando não quer magoar-se, quando não quer perceber-se em sua totalidade, mas também é o caminho mais curto para a solidão, a desesperança, a tristeza de dias tão frios quanto uma mente afiada e cheia de certezas.

Carta do dia 16 de maio de 2014

Ás de Paus

Ás de Paus

por Magda Kumara

Deixe a energia expandir!

Há dias que acordamos bem dispostos e com muita vitalidade. As cores parecem mais vivas, os belos sons se sobressaem. Há um energia que pulsa internamente, que nos faz acreditar que algo novo e bom irá acontecer.

Pena que, nas em poucas horas, todo esse bem-estar pode ter sumido. Somos engolidos pela rotina, pelo trânsito, pelo transporte cheio, pelas reclamações dos outros. E aquele estado de espírito que ansiava pelo novo se transforma, perde a esperança e voltamos à antiga crença de que a vida é assim mesmo, que não poderá ser diferente.

Por que fazemos isso conosco? Por que permitimos que fatores externos tirem nossa paz, nossa alegria, nossa fé? Parece que, para valorizar uma chama que se acendeu dentro de nós, tudo a nossa volta deve reverberar. Até pode reverberar, se nossa ação for nesse sentido. Mas, na maioria das vezes não é. Queremos que o mundo valide essa energia, queremos que o mundo se transforme a partir desse novo vigor. Queremos a confirmação externa para uma vibração interior, porque julgamos que o mundo está mais correto do que aquilo que vem de dentro de nós.

Mas, para transformar qualquer coisa em seu mundo, a ação deve ser sua. Você pode até esperar que as coisas aconteçam, que o momento oportuno surja, mas você corre o risco de esperar por toda sua vida.

Cada um de nós, sem exceção, possui uma centelha divina. Nem sempre reconhecemos sua existência e é muito comum esquecermos dela. Mas, quando ela vibra, ah!, não pode ser ignorada. Ela está te lembrando de que você faz parte de algo maior e que não deve apequenar sua vida. Ela está te chamando para prestar atenção àquilo que te aquece por dentro, que dá sentido aos seus dias. Ela está te pedindo para empregar sua energia vital naquilo que te realiza, naquilo que sua alma realmente anseia.

Carta do dia 15 de maio de 2014

Rei de Ouros

Rei de Ouros

por Magda Kumara

Prosperidade 

Afinal, o que é a prosperidade? E o que é prosperidade para você?

Tem gente que quer ser rico, ter muito dinheiro mesmo! Casa grande, empregados, motoristas, vários carros na garagem, viagens constantes ao exterior, casa de praia e de campo, jóias e tudo o mais que o dinheiro pode comprar. Para essas pessoas a prosperidade é isso. Mas tem aquelas pessoas que ser próspero é ter sua casa própria, dinheiro suficiente para não ficar apertado no fim e ter direito a algumas regalias e mimos, enfim, uma vida confortável e sem sufoco. Entre esses dois extremos cabe um mundo de possibilidades, onde você se encaixa?

É curioso que quase sempre que pensamos em prosperidade nos vem a mente dinheiro e posses, mas não pensamos muito nos sacrifícios para chegar a eles. Talvez seja por isso que o jogo, seja do bicho, de loteria, cassinos, bingos… ainda é a opção mais fácil de enriquecimento rápido, mas  também o mais perigoso e estatisticamente o mais improvável de se conseguir. Vemos uma pessoa de sucesso financeiro e só pensamos na maravilha de ter uma vida farta. Não observamos outros aspectos importantes: primeiro, se isso é resultado de uma atividade prazerosa e realizadora; segundo, se o processo foi equilibrado, se os outros setores da vida tiveram a atenção necessária; e terceiro, se seu corpo físico foi cuidado zelosamente, se teve o alimento, o descanso e o prazer necessário para manter sua qualidade.

Prosperidade a qualquer custo pode não é sinônimo de felicidade. Ser próspero é muito mais do que uma conta bancária gorda, prosperidade é fazer da vida um grande frutificar, uma poderosa forma de estar bem material e emocionalmente.É saber colocar o dinheiro em seu devido lugar: um meio, um facilitador, não um fim em si mesmo!

 

Carta do dia 14 de maio de 2014

5 de Espadas

 

5 de Espadas

por Magda Kumara

O quanto você é crítico?

No processo de autoconhecimento a honestidade é primordial. Ninguém é capaz de se conhecer de verdade se não assumir suas qualidades e também o que precisa ser melhorado. Grande parte desse processo tem como foco a repressão – dos instintos, das emoções, dos impulsos – que não permite que o ser interno se expresse em sua totalidade. Mas, é importante também reconhecer como essa repressão se dá nas relações com os outros.

Quanto mais alguém se critica, se censura, se oprime, maior sua tendência a fazer isso com as pessoas a sua volta. Há ainda aqueles que criticam apenas os outros, os outros são imperfeitos, maus, atrapalham sua vida, isso tudo numa tentativa desesperada de não ter que se olhar e se reformular. Seja de um jeito ou de outro, essas pessoas tendem a ser muito difíceis de se relacionar. Não aceitam um erro, julgam tudo e todos, criam intrigas, podem ser vingativas e manipuladoras.

Parece pesado, mas é muito mais comum do que desejamos e é ainda pior quando identificamos esses traços em nós mesmos. Mas, por mais duro que seja, é apenas reconhecendo o que precisa mudar e melhorar que somos capazes de iniciar um processo de transformação.

Observe-se e perceba qual sua atitude em relação ao comportamento das pessoas de sua família, trabalho, de sua convivência em geral. Você tem o costume de fazer comentários, nem sempre elogiosos, sobre os outros? Lembre-se, por mais que sejamos meigos e delicados ao falar mal de alguém que não está presente, estamos fazendo intriga ou, no mínimo, fofoca. Toda pessoa merece ser parte da conversa quando o assunto é ela mesma; se está ausente e não for incluída posteriormente, não é uma atitude positiva. Mudar isso é muito simples, basta conter a língua e lembrar que não é legal quando isso é com você!

Carta do dia 13 de maio de 2014

Ás de Espadas

Ás de Espadas

por Magda Kumara

Por uma mente ativa e parceira!

Uma mente saudável pode ser muito diferente da racionalidade e intelectualidade. Uma mente ativa é aquela que recebe os mais diversos conteúdos e os analisa sem pré-conceitos ou pré-determinações.

As pessoas mais brilhantes que surgiram foram as que tiveram as mentes mais abertas para receber o novo, o inusitado, o diferente. Essas pessoas transformaram o mundo com sua ciência ou com sua arte. Essas pessoas foram condenadas pelos chamados “intelectuais” de sua época, porque destoavam daquilo que era tido como conhecimento “científico” e aceito. Suas obras foram rechaçadas por fugir do padrão estabelecido.

O uso extremo da racionalidade não é sinônimo de inteligência e pode estar muito distante da genialidade. Engraçado, não é? Questionamos nossas emoções  por considerá-las espontâneas demais, mas usamos, para isso, uma razão muito pouco evoluída.

O eterno conflito razão-emoção apenas ocorre porque não permitimos que nossa mente esteja efetivamente aberta e arejada. Somos tão apegados a uma verdade pré-definida, que condenamos  tudo que nos parece exótico e diferente demais.

Mas, nossa maravilhosa mente continua absolutamente viva e vibrante. Essa incrível parte humana pode – e deve – ser estimulada, saindo desse lugar medíocre a que foi condenada.

Comece isso com a sua própria mente. Ela existe para estar ao seu lado, ela é um apoio maravilhoso para entender, compreender e tomar decisões. E isso pode ser feito integradamente, com a emoção, com a intuição, com os instintos. Limpe e acalme sua mente. Permita que ela se aquiete, que ela não seja tão crítica e julgadora. Permita que ela receba as mensagens que o universo e seu ser interno estão sempre a emitir.