Carta do dia 27 de maio de 2014

10 de Ouros

10 de Ouros

por Magda Kumara

Você sabe ser próspero?

O conceito de prosperidade precisa ser melhor entendido. Prosperidade não é sinônimo de riqueza, ou seja, ganhar uma bolada na loteria não significa prosperidade, mas pode ser um caminho.

Uma vida realmente próspera – em todos os sentidos – carece de atenção e cuidado. Não adianta ter muito dinheiro e não saber administrá-lo, não adianta ter um ótimo negócio e não impulsioná-lo continuamente, não adianta ter uma linda família e não semear diariamente amor e respeito. Tudo que é conquistado, seja com muito ou pouco suor, requer constante dedicação, efetuar as mudanças e ajustes necessários. Até mesmo quem vive de renda precisa estar alerta e identificar quando agir.

Daí surge outra questão: para que a prosperidade? Isso mesmo, ser próspero para quê? Claro que todos querem viver bem, não ter que lutar todos os dias pela sobrevivência. Claro que todos querem ter conforto, sem ter que contar o dinheiro no final do mês. Mas, há aqueles que querem acumular, juntar dinheiro e adquirir bens, sem revertê-los em algo positivo – para si mesmo, para as pessoas, para o planeta. Essa riqueza que não é transformada em outro tipo de riqueza gera muita insegurança e abre caminho para as perdas.

Ao contrário, se a prosperidade é utilizada como base para a descoberta e a busca de novos caminhos de elevação e de desenvolvimento pessoal  e social, ela reverbera, ela gera mais e mais prosperidade. A prosperidade vista dessa maneira é benéfica para todos.

Atrair prosperidade é valorizar suas ideias e projetos, aceitar o retorno financeiro advindo dele, acreditar no seu poder de gerar recursos. A prosperidade, acima de tudo, é o resultado do reconhecimento de sua própria capacidade de ser próspero!

Carta do dia 26 de maio de 2014

4 de Copas

4 de Copas

por Magda Kumara

Você está aberto às possibilidades afetivas?

Perguntinha complicada, não? Se você está em uma relação, vai logo dizer que não; se estiver sozinho(a) vai dizer um sonoro sim. Será mesmo? Veja se você se encaixa em algum desses casos:

(1) Está em uma relação um tanto desgastada, mas que é segura, estável, conveniente. É o caso dos seguidores do lema ‘mais vale um pássaro na mão do que dois voando’. São as pessoas que temem ficar sozinhas se sair de uma história que de fato já morreu há algum tempo e, com isso , perdem a chance de encontrar e aceitar a oferta de um novo amor.

(2) Está só mas tem um modelo de relação ideal. Está procurando pela pessoa certa, aquela que representa a concretização de todos os seus sonhos. Se alguém demonstrar interesse é rigidamente analisada até concluir que não é a pessoa ideal. E assim, vai dispensando todos(as) que aparecem e perdendo a possibilidade do amor.

(3) Está só porque espera que aquela pessoa que ama volte ou que finalmente perceba que você é o amor da vida dela. Acredita que este é seu amor verdadeiro, mas que ele ainda não percebeu isso, mas um dia irá acordar e te reconhecer como sua alma gêmea. E nessa obsessão, segue a vida sem enxergar e conhecer outras pessoas, sem viver o amor.

Você pode realmente não se encaixar em nenhum desses casos, mas não custa nada olhar para si mesmo com muita honestidade. Todos querem vivenciar o amor e amar, mas uma relação afetiva requer atençãoe cuidado. A conquista é apenas uma parte do processo, talvez a mais fácil. O grande desafio é manter a relação viva. Chegar ao altar pode ser o sonho de muitos, mas não garante a felicidade a dois. Para isso é preciso constantemente alimentar o afeto, compartilhar os sentimentos e reconhecer as individualidades.

Carta do dia 22 de maio de 2014

Cavaleiro de Copas

Cavaleiro de Copas

por Magda Kumara

Quando amar a si, amará o amor!

Existe melhor estado do que o da paixão? A paixão é incomparável! Quando estamos apaixonados nada nos afeta. Noites mal dormidas, chefe chato, congestionamento, gripe, nada disso nos tira da maravilhosa sensação de encantamento.

Infelizmente, com o passar do tempo, perdemos a espontaneidade da paixão. Nem toda carinha bonita e cheia de amor para dar nos comove. Criamos listas com as características da pessoa perfeita para nós. Inventamos mantras, visualizamos a pessoa amada, procuramos ajuda exotérica. Fazemos de tudo para encontrar nossa alma gêmea. E, de tão focados “na” pessoa que contem todos esses atributos, deixamos passar várias outras com muitos desses mesmos atributos, mas que nem percebemos porque procuramos pela pessoa idealizada.

O que nos faz acreditar que há apenas uma pessoa certa para cada um de nós? De onde vem essa crença? E se sua alma gêmea estiver do outro lado do mundo e vocês nunca se encontrarem? Viverá sem amor?

Há muita teorização sobre o amor. Há muito medo da traição, da rejeição e do abandono.(Segurança demais em uma relação é seu fim. Uma relação viva é dinâmica e tem que ser cuidada e reinventada todos os dias.) Há muita escolha e pouca entrega, muito orgulho e pouco autoconhecimento. A relação afetiva te aproxima do outro e de você mesmo. Com ela você entra em contato com emoções, traumas, mágoas e inseguranças guardadas por muito tempo. O outro faz às vezes de espelho e nem sempre gostamos do que vemos. Nem sempre somos lindos e perfeitos e não será também a pessoa amada.

Quando se amar, em sua totalidade, reduzirá a expectativa sobre o outro e então poderá olhá-lo e ver, não mais seu reflexo, mas apenas o amor.

Carta do dia 21 de maio de 2014

10 A Roda da Fortuna

X – A Roda da Fortuna

por Magda Kumara

Tudo muda o tempo todo no mundo

O Tarô insiste: a mudança é parte da vida, é parte de sua evolução pessoal e espiritual. Portanto, não resista, não tema o novo, não se agarre ao antigo.

Olhe a natureza, observe sua dinâmica. Ela é repleta de ciclos: dia e noite, estações do ano, fases da lua. As plantas e os animais vivem o ciclo do nascimento, vida e morte. Nós humanos, além disso, temos as várias fases da infância, a adolescência, a juventude, a maturidade, a velhice.

Percebeu? Nada é imutável! Até mesmo as rochas mudam, sofrem erosão, partem-se, perdem pedaços. Por que então temos essa terrível mania de querer que tudo esteja no lugar conhecido, que nada mude, que tudo permaneça do jeito que gostamos e queremos?

Essa ânsia da perpetuação do que é considerado bom e prazeroso traz um enorme sofrimento. Sofre-se ante a possibilidade da mudança, da perda desse estado idílico. Sofre-se, até mesmo, por prever o sofrimento que o fim daquele estado causará. Que loucura! Isso é sofrimento para sempre, porque tudo efetivamente tem um fim!

A única coisa duradoura e eterna, para cada indivíduo, é sua consciência. Não o ego com seu orgulho e vaidade. É sua consciência divina, sua consciência de ser, sua consciência de realizar o que sua essência suplica.

No mais, nada é imutável, nada é permanente. Nem mesmo a dor.

Por tudo isso, desamarre os nós, desembarace os fios que te prendem, porque essa segurança é irreal. Solte-se, liberte seu espírito que anseia por realizar sua missão, sua vocação, sua real alegria de viver! Não desperdice essa maravilhosa oportunidade de estar vivo!

Carta do dia 20 de maio de 2014

20 O Julgamento

XX – O Julgamento

por Magda Kumara

Uma nova era em sua vida!

Quanta tralha você guarda? Não, não estou falando de ‘coisinhas’ que vão ficando no fundo dos armários ocupando espaço.

O quanto você é um acumulador? Um acumulador de emoções, culpa, mágoas, tristezas, rancor?

Há momentos na vida que necessitamos mudanças, queremos um novo início, desejamos ter a chance de começar um novo ciclo. Mas esquecemos que precisamos nos despojar daquilo que não nos servirá na nova jornada, daquilo que será peso morto, que nos fará reviver o passado, podendo desvirtuar um caminho tão promissor. E para nos libertarmos do que não nos serve é fundamental observar e analisar com muita honestidade cada um desses itens que carregamos em nossos corações e mentes.

O perdão deve ser uma prática constante em nossas vidas, o perdão ao outro e a si mesmo, mas de nada vale se for só um exercício verbal. É para fugir dos condicionamentos, não para criar outros!

Reveja seu passado, identifique sua responsabilidade nos eventos que te marcaram. Não é para se autoflagelar é para se perdoar verdadeiramente, é para aprender com seus erros, é para virar a página. Os erros fazem parte do aprendizado. Importante é reconhecer e perdoar, você e ao outro; entender porque aquilo aconteceu, mas que foi no passado, quando você não sabia ou não podia fazer diferente. Agora o momento é outro!

Valide quem você é, não como acha que deve ser, não como se habituou a ser.  O mundo não orbita ao seu redor, mas sua vida depende da maneira como você a conduz. Uma nova era em sua vida só chegará quando as velhas crenças perderem a validade, quando deixarem de ter sentido. É o momento de uma nova consciência, é o momento de seu renascimento!