Carta do dia 03 de junho de 2014

Pajem de Espadas

Pajem de Espadas

por Magda Kumara

No que você está pensando?

É com essa pergunta que o facebook nos cumprimenta. Difícil responder! São muitos pensamentos que mudam rapidamente!

A mente é incansável! “O pensamento parece uma coisa a toa, mas como é que a gente voa quando começa a pensar?”  Podemos passar noites sem dormir, perdemos a concentração em momentos importantes,  lemos sem prestar a menor atenção nas palavras, tudo por  causa de uma intensa atividade mental – nem sempre positiva.

Boa parte de nossos pensamentos é formada por pré-ocupações, ansiedades e medos; infindáveis diálogos mentais e a expectativa de manter a mente muito antenada para não perder nada ou não ser pego desprevenido. Seja como for, gastamos vários de nossos preciosos neurônios em reflexões absolutamente improdutivas! E aquelas boas ideias para novos projetos e ações são engolidas na avalanche de tanto pensamento desnecessário.

Acalmar essa turbulência mental é o objetivo da maioria das práticas meditativas. Mas, muita gente desiste de meditar por se considerar incapaz de conseguir aquietar a mente, julga impossível não pensar em algo, por menor que seja o tempo. É muito difícil mesmo, mas existem outras técnicas que ensinam a meditar focando a mente na observação. É o caso da meditação vipassana, que pratico e me ajuda muito.

Mesmo quando não se está meditando, é fundamental  estar  sempre vigilante, evitando devaneios e mantendo a atenção naquilo que é realmente importante: a materialização de seu verdadeiro projeto de vida.

Rei de Copas

Rei de Copas

por Magda Kumara

A vida só se dá para quem se deu!

Novelas e filmes detêm o poder de emocionar. Ao assisti-los, entramos em sua história, vivenciamos as experiências dos personagens, sentimos suas dores e suas paixões. Quando eles acabam, somos capazes de dizer o que cada personagem deveria e o que não deveria ter feito para ser feliz, especialmente para ficar com a pessoa amada.

Fora das telas também somos ótimos conselheiros ou julgadores da vida alheia. Sim, é verdade, por mais que alguns de nós tentem se segurar, estamos constantemente analisando e julgando o outro. E nessa empáfia, ainda dizemos “se fosse comigo, seria bem diferente”, “eu não deixaria isso acontecer”. Seria mesmo?

Olhamos mais para fora do que para dentro. Olhamos mais para os outros do que para nós mesmos. Claro que é mais fácil analisar uma situação sem estar inserido nela, mas não é essa a questão. A questão está quando se fala mais das emoções do que as sente, quando se teoriza o amor, mas não o vive porque tem medo de viver suas próprias emoções, porque acredita que o amor não tem mais lugar em sua vida.

Sacrificar seus sentimentos pode ter sido uma lição aprendida. “Se quer chegar a algum lugar na vida, deve evitar as emoções”. Pode ser fruto de uma crença: “para minha evolução espiritual devo ficar só”. São todas armaduras para se proteger do amor, não do amor universal, do amor que duas pessoas compartilham, o amor que dá muito mais sentido a essa existência. O amor que também é fonte de aprendizado e evolução.

Falar sobre o amor é muito diferente de senti-lo, de vivê-lo. Renunciar ao amor é fugir de si mesmo – não adianta justificar racionalmente.  Esquivar-se do amor é renunciar à sua própria vida.

Carta do dia 30 de maio de 2014

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Rainha de Ouros

por Magda Kumara

Gratidão ao corpo físico!

Você dá a devida atenção ao seu corpo ou é daqueles que vão além de seu limite? Nosso maravilhoso e complexo corpo físico carece de muito mais do que comida e descanso. Não pretendo aqui fazer um post sobre como cuidar do corpo, mas sim sobre como olhamos e damos a devida importância a ele, de incluí-lo verdadeiramente à nossa vida com um lugar de destaque.

Quando falamos de corpo, quem não está passando por um problema de saúde, costuma pensar apenas em termos estéticos. Nos preocupamos tanto quando estamos gordos ou magros demais, quando rugas aparecem, quando a barriga está inchada, com os pneuzinhos, mas observamos pouco as reais necessidades de nosso corpo. Sem contar as tantas vezes que manifestamos nele nossas questões emocionais sem perceber.

Você já ouviu uma expressão que diz, pare antes que seu corpo faça por você? Nosso corpo está sempre nos mandando recados sobre como ele está, mas quase nunca damos atenção. Sentimos alguma dor, tomamos analgésico; começamos a apresentar sintomas de resfriados, tomamos um antigripal; enjoo, tonturas, intestino preguiçoso… seja o que for, tomamos um remedinho que tudo se resolve. O importante é não parar, não deixar a peteca cair e continuar, sem dar a menor atenção para as muitas dicas que o corpo envia até  que adoecemos e somos obrigados a parar e cuidar dele

Nosso corpo é mais do que ossos, pele, sangue, músculos, é por ele e com ele que podemos estar aqui. É com ele que trabalhamos, nos relacionamos, conhecemos mais da vida e da natureza. Este corpo nos permite a existência e ter essa divina experiência. Por tudo isso, ele merece muito mais do que apenas comida, diversão e arte. Ele merece prazer, conforto, cuidados e agradecimentos, muitos agradecimentos!

Carta do dia 29 de maio de 2014

21 O Mundo

 

XXI – O Mundo

por Magda Kumara

Agradeça ao que se foi e abra-se ao novo!

Os ciclos fazem parte de muitas coisas, assim como daprópria vida. Há ciclos que queremos concluir logo, há outros que gostaríamos de estender ao máximo. Sempre percebemos quando um ciclo está acabando, se não reconhecemos intelectualmente, pressentimos, intuímos. Não se pode ser criança para sempre, nem retardar o crescimento dos bebês, por que então demoramos tanto para finalizar um ciclo que já terminou?

Ao encerrar um ciclo na vida somos bombardeados por ansiedade e insegurança. Queremos muito o novo, mas tememos perder a estabilidade gerada pelo velho. Queremos dinamismo sem perder a segurança. É o mesmo que nadar com a bóia nos braços, não se liberta do antigo, mas não dá para ir muito longe, pois está sempre preso a ele.

Entenda que, quando um ciclo termina significa que ele chegou ao seu ápice, não dá para ir além. Para continuar é preciso começar algo novo, é o momento da transformação, da transmutação. Não há o que temer, há muito a vibrar e direcionar a energia para uma nova fase, novos desafios, novos sabores, novas conquistas.

Entenda que, quanto mais tentar evitar que o ciclo se feche, estará tirando a beleza desse ápice, estará tornando o doce em amargo, a alegria em frustração. O gozo é o ápice do prazer, depois disso é necessária a separação dos corpos para poder iniciar um novo ciclo de prazer.

Entenda que, toda aprendizagem requer mudança de fases, não adianta continuar aprendendo e ensinando as mesmas coisas. As experiências são fontes de aprendizagem e precisam ser renovadas constantemente.

Entenda que, há um novo ciclo para ser iniciado. Alegre-se e agradeça essa imensa oportunidade de revigorar sua vida e transformá-la naquilo que anseia e reflete sua verdade interior.

Carta do dia 28 de maio de 2014

Ás de Ouros

Ás de Ouros

por Magda Kumara

Você sabe ser próspero? Parte 2

Independência financeira, nenhuma dívida, recursos para viajar e curtir a vida, fim do aluguel… Essas e outras coisinhas representam tranquilidade e conforto, não necessariamente felicidade, mas certamente é o fim da preocupação com a sobrevivência.

O mundo material não se limita ao dinheiro e aos bens, refere-se também ao corpo físico. A doença desse corpotambém ameaça a  sobrevivência e ninguém, conscientemente quer ficar doente, assim como ninguém, conscientemente quer ter dificuldades financeiras. A questão está no que passa em seu inconsciente.

Quantas vezes inventamos doenças para fugir de um dia de trabalho? Isso fazemos conscientemente, mas algumas pessoas desenvolvem doenças reais quando se sentem sem energia para a vida. Outras vezes, adoecem por uma necessidade de receber atenção e cuidado ou simplesmente serem notadas. Vão de um médico a outro sem perceber que  seu mal é fruto de um conjunto de crenças que invalidam seu ser essencial e as fazem questionar sobre sua capacidade de se realizar e de ser próspero.

Esse mesmo conjunto de crenças também interfere em seus projetos profissionais. A cada tentativa de mudar, de pensar novas estratégias,  outras fontes de renda, começa a autossabotagem: não vai dar certo, o mercado está saturado, não tenho esse potencial e por aí vai.

A prosperidade, acima de tudo, depende da maneira como cada um se relaciona com o sucesso, com o dinheiro, com a realização. Enquanto achar que não tem um lugar ao sol para você, metade de suas chances está perdida. Assim como a fé é parte de um tratamento (estão aí os placebos para confirmar), começar um novo projeto acreditando que vai ser promissor é dar os primeiros passos em direção à prosperidade!