Carta do dia 17 de junho de 2014

06 Os amantes

VI – Os Amantes

por Magda Kumara

Amor se escolhe?

Nossa tendência natural é responder um sonoro NÃO! O amor é que escolhe a gente, o amor nos toma, nos envolve, nos arrebata! Sim, isso pode ser o que acreditamos, isso pode ser o que algumas pessoas colocaram em prática. Mas, a maioria de nós escolhe e escolhe muito!

Quantas pessoas você já rejeitou porque eram gordas ou magras demais? Altas ou baixas demais? Ou ainda porque não tinham o mesmo nível social, cultural ou econômico? Com quantas pessoas você se relacionou que tinham muita coisa que você valorizava e que a história nunca foi para frente?

O amor é sentir, mas insistimos em dar nome, endereço e um belo currículo para ele. O amor é uma vibração que liga dois seres, mas nem sempre permitimos que ela aconteça por não ser o número procurado.

E por que colocamos tantos pré-requisitos em nossos potenciais amores? Amor não é um bem a ser consumido, em que precisamos olhar a embalageme checar sua composição para ver se está de acordo com nossas normas de segurança. De onde vem tanto rigor? É medo de se machucar, de se enganar? Lamento dizer, mas seguindo esse caminho, são grandes as chances de encontrar sofrimento.

As dúvidas e a necessidade de certezas são geradas pela falta de integração interna, uma parte diz que sim, outra diz que não. Quem está certa? A quem devo obedecer? Para sair do impasse, criou-se o hábito de seguir critérios, de fazer listas sobre o que é bom e o que não é, quem “serve” para amar.  Assim, pode-se até ter a sorte de encontrar o amor, mas é preciso muita sorte mesmo!

O caminho do amor começa dentro de você. Sem união interna, a união externa torna-se frágil. Quando as polaridades internas se fundem torna possível o encontro com outro ser também  completo e integrado, que podem enfim viver o amor, um amor que complementa e traz totalidade.

Carta do dia 16 de junho de 2014

Ás de Ouros

Ás de Ouros

por Magda Kumara

Você acredita que pode ser próspero?

Você acredita em sua capacidade para atrair recursos financeiros? Você acredita no seu potencial em ser próspero? Ou você acha que isso nunca vai acontecer com você? Acha que sempre vai ser duro, sempre vai viver na corda bamba financeira? Sempre passará aperto para pagar as contas?

Claro que ninguém quer ser pobre! Claro que todos querem ter uma vida confortável e satisfatória. Mas, muitos de nós temos sabotadores internos que nos colocam para baixo e nos fazem duvidar de nossa capacidade. Essa autossabotagem é fruto de um conjunto de crenças que formamos no decorrer da vida, tanto de nossas relações pessoais, quanto de nossas identificações ideológicas.

Muitas famílias cometem o erro de definir seus filhos a partir de estereótipos: o criativo, o engraçado, o inteligente, o limitado… E a criança escuta e vai definindo-se a partir desses estereótipos. “Ah, se eu sou limitado não adianta eu sonhar alto que não vou conseguir o que eu quero.”

Pode ainda receber outro tipo de pecha: preguiçoso, aventureiro, batalhador e claro que isso também refletirá em sua autoestima e na sua forma de perceber a possibilidade de ser próspero. “Ah, eu nunca vou conseguir ter dinheiro, sempre me disseram que eu não daria em nada…”

Há ainda aspectos ideológicos quanto ao dinheiro, tais como, dinheiro corrompe, o dinheiro traz infelicidade, quem tem dinheiro não tem amigos de verdade, o dinheiro é o mal do mundo. O dinheiro realmente marca as diferenças sociais, mas não é essa a questão aqui, a questão está em acreditar no mal que o dinheiro pode trazer para sua vida, então, melhor não tê-lo.

Os bem-sucedidos são aqueles que romperam com as crenças e valores que negavam sua possibilidade de ser próspero; são aqueles que acreditaram em si mesmos e sabem que podem atrair os recursos de que precisam. Afinal, nossa vida reflete nossa autoestima!

Carta do dia 13 de junho de 2014

2 A Sacerdotisa

II – A Sacerdotisa

por Magda Kumara

O fortalecimento interno enfraquece o ego.

Quando o ego morre é possível ouvir o eu interior, ouvir a verdadeira essência do ser. Mas como fazer com que isso aconteça?

No decorrer da vida, nossa personalidade é moldada de acordo com os reforços positivos e negativos que recebemos.  Os elogios nos fazem repetir a ação, as críticas fazem com que reprimamos aquela atividade. O problema é que também tentamos nos reprimir intimamente, podemos evitar o gesto, mas não o sentir; podemos frear a boca, mas não o pensar. Não queremos sentir ou pensar essas coisas! Queremos anular essa parte de nós que sente o que não deveria sentir, que pensa o que não deveria pensar.

Forçamos a nos moldar às expectativas externas, mas elas se tornaram expectativas internas também. Não queremos contradições, queremos ser de um jeito único e inequívoco! Enquanto tentarmos isso estaremos negando covardemente parte do que somos.

Somos a totalidade de nossos opostos, somos a soma de nossas contradições, somos o fruto de nossas idiossincrasias. Enquanto lutarmos contra essa diversidade que nos compõem fortaleceremos o ego e nos distanciamos de nossa verdade interior. Somos yin e yang, somos preto e branco, somos chuva e sol. Compreender e aceitar essa dualidade fortalece o ser interno e enfraquece o ego.  Quanto maior a repressão interna, mais forte é o ego; quanto maior a aceitação interna, mais fraco torna-se o ego.

O que há de mais puro e verdadeiro em você está em seu interior e ele não tem nada de ruim ou feio. Sufocá-lo gera sofrimentoe dúvidas; libertá-lo traz equilíbrio e dá sentido à própria vida!

Carta do dia 12 de junho de 2014

12 O Enforcadp

XII – O Pendurado

por Magda Kumara

Por que o ego deve morrer?

A vaidade, o orgulho, a arrogância são manifestações do ego quando sente que está sendo acatado. Quanto mais excessiva for essa defesa, maior será o sofrimento gerado. Relações são desfeitas, brigas que perduram durante quase toda a vida, mágoas que não cicatrizam… O ego pensa: como você fez isso comigo? Com quem pensa que está falando?

Deixa também um rastro de culpa: se eu fosse realmente bom, isso não teria acontecido. Não deveria ter reagido desse jeito, eu deveria ter me controlado! Afinal, é papel do ego impedir que os conteúdos inconscientes passem para o campo da consciência e quando isso não acontece, nos crucificamos por sermos fracos, por termos gerado algo ruim. E, nessa dinâmica, ora nos sentimos vilões, ora vítimas, ora heróis.

Na verdade, o ego tenta proteger nossa parcela mais verdadeira porque não a considera boa o suficiente para ser expressa. O ego nos faz seguir aquilo que esperam de nós, para sermos aceitos e adequados, para não sermos diferentes, nem únicos. O ego nos confunde, nos faz duvidar de nosso real potencial, nos faz abandonar os sonhos em nome de uma realidade predeterminada, de uma falsa sensação de segurança.

Enquanto seu ego for forte e dominante, estará negando a si mesmo. Enquanto estiver buscando a aprovação externa, estará invalidando seu próprio potencial e desperdiçará essa passagem aqui na terra.

Deixar o ego morrer significa reconhecer que sua porção inconsciente tem valor inestimável e que possui a verdade sobre quem realmente é. Significa acreditar em si mesmo e não ser vulnerável a críticas e elogios. Significa aproveitar ao máximo essa maravilhosa oportunidade de evolução espiritual.

Carta do dia 11 de junho de 2014

8 A Justiça

VIII – A Justiça

por Magda Kumara

Equilíbrio, quem não quer?

Você já quis ser daquelas pessoas super equilibradas, que mantém a calma em momentos de tensão, que são comedidas, que parecem nunca ter feito besteiras como falar sem pensar, beber mais do que deveria, pagar mico? Eu já! Sempre admirei tanto essas pessoas que queria ser igual a elas, mas nunca consegui. E hoje eu digo, ainda bem!

Primeiro, porque quem é tão coolassim está definitivamente reprimindo suas emoções. Essas pessoas que parecem tão ajustadas, em algum momento explodem – e isso é o melhor que pode lhes acontecer! – e explodem meio que do nada. É aquela famosa gota d’água. Sufocam tanto as emoções que, sem aviso, botam tudo para fora. E junto com essa corrente levam nossa admiração e deixam um rastro de medo e decepção.

Equilíbrio racional não é duradouro. Por mais que a mente domine, ela é fria, ela não considera os aspectos emocionais, ela julga e condena. Esse tipo de equilíbrio é forçado, não é natural e, por isso mesmo, tende a ser extremista: oito ou oitenta, preto e branco, bom e mau.

Segundo, porque essas pessoas que tentam ser equilibradas a todo custo são muito chatas e parecem não estar vivas. Dá vontade de cutucar a onça para acordá-la, mesmo que isso assuste, mas, pelo menos percebemos que alguém vive embaixo da camada de gelo

Ninguém gosta de viver em constante montanha russa emocional, mas, de nada adianta não reconhecer e tentar esconder essa parte pulsante e integrante de nossa personalidade. A emoção deve ser incorporada à vida, não como um problema, mas como um aspecto essencial que nos proporciona sensibilidade, empatia e afetividade. Quanto mais a emoção for respeitada e colocada lado a lado com o racional, maior será o equilíbrio, o verdadeiro equilíbrio.