Carta do dia 25 de junho de 2014

4 de Paus

4 de Paus

por Magda Kumara

Para realizar tem que começar!

Em dois dias o Tarô apresenta a mesma carta. Quando isso acontece, significa que precisamos aprofundar e ampliar o sentido que a carta traz, rever e repensar sobre seu significado. Então, vamos lá!

Ninguém começa um novo projeto de vida para fracassar, ninguém investe sua energia em algo que não pode dar certo. Todos nós queremos ser bem-sucedidos em nossas empreitadas, queremos celebrar nossas vitórias. Mas, e se em vez da vitória vier a decepção? Se em vez da celebração vier a derrota?

O medo da frustração adia o início do projeto. Não, ele tem que estar muito bom para ser colocado em prática, aliás, tem que estar perfeito! Se não for perfeito, não será um sucesso!Tem que ter mais trabalho e dedicação, mais trabalho, mais esforço, mais suor, mais, mais, mais… Será que algum dia vai estar bom o suficiente para ser executado?

Nada nasce pronto e acabado. Nenhum artista começou sua carreira com uma obra prima! Nenhum atleta bate um recorde em sua primeira prova. Nem mesmo um bebê nasce pronto! Por que com você seria diferente?

Ao dar o pontapé inicial a um projeto, quando ele começa a ser divulgado, virão elogios e críticas, aplausos e vaias. Os aplausos e elogios te fortalecerão a continuar empenhado, as críticas e vaias podem ser usadas para reestruturar e melhorar, sempre melhorar.

Mas, lembre-se, ninguém é uma unanimidade, nem você! Atente-se àquilo que te faz crescer, não ao que te derruba. Medo da derrota paralisa e te destrói antes mesmo de começar. Erga a cabeça, acredite em seu potencial, no seu projeto e na possibilidade de sempre aprender e melhorar. Mãos na massa e foco no que te realiza!

Carta do dia 24 de junho de 2014

12 O Enforcadp

XII – O Pendurado

por Magda Kumara

Não dá para seguir? Aprenda com a pausa.

Há momentos na vida que nada acontece como gostaríamos. Pode ser o fim de uma relação; a demissão do emprego; o cancelamento de um projeto há tanto tempo planejado; não passar no vestibular ou em um concurso depois de tantos meses de estudo. Em qualquer coisa que investimos nosso tempo, nossa emoção ou nossa dedicação, quando não flui como o esperado, nos sentimos frustrados, mais ainda, nos sentimos derrotados. Tanto esforço, tanto cuidado, tanto empenho, para nada!

Perdemos o chão e sentimos que algo morre dentro de nós. Questionamos a vida, nosso potencial, nossas chances de realizar nossos sonhos…

E, nesse momento de desalento, na aceitação de que nada mais pode ser feito, nessa pausa forçada, entregamos os pontos e… tudo se ilumina! Quando abrimos mão do controle, as coisas seguem seu fluxo natural; quando vivenciamos as experiências, sem combatê-las, recebemos o apoio maravilhoso de nosso ser interior.

Não adianta forçar as situações, nem se rebelar com elas. Não adianta se martirizar porque seus planos não aconteceram. De nada vale ficar se sentindo vítima da vida.

Quanto mais você ficar focado no que te imobiliza, estará também freando o movimento de seu espírito rumo à solução. Quanto mais você combater o que te desagrada, mais estará retardando o seu processo de transformação.

Uma pausa forçada pode te ajudar a enxergar a vida por outro ângulo e descobrir as maravilhas escondidas dentro de si mesmo.

Carta do dia 23 de junho de 2014

4 de Paus

4 de Paus

por Magda Kumara

Está com comichão?

Você já teve aquela sensação de querer fazer alguma coisa, mas não saber por onde começar? Como dar forma àquela energia que cresce por dentro? E, sem saber o que fazer com ela, você já fez a besteira de deixar para lá?

Pois é, quando somos acometidos por essa energia criadora, que nos mobiliza e tenta nos dizer qual caminho tomar, mas não a entendemos ou não conseguimos perceber como acomodá-la na vida, tendemos a ignorá-la, a matá-la, sufocá-la.  Por mais que façamos isso, sabemos que essa energia mostra o real sentido de nossa existência, direciona para aquilo que nossa alma pulsa e, ao mesmo tempo, isso nos gera insegurança e temor de seguir por um caminho desconhecido ou alterar a maneira como vivemos.

Quando isso acontecer, antes de mais nada, não a reprima, nem a despreze. Pare, perceba, sinta. Observe como essa energia criativa e vital pode ser expressa, como pode ser concretizada. Deixe que essa parte divina ganhe voz e repercuta em sua vida.

Reconhecimento, organização e prazer em realizar as atividades são possíveis e devem ser conquistados. Ter método de trabalho não precisa ser sinônimo de monotonia e tédio. Incluir essa porção vibrante e criativa que pulsa e deseja vir à tona, é uma das melhores maneiras de encontrar satisfação, realização e recompensa material.

Aceitar uma metodologia, sem colocar sua marca pessoal, sem incluir sua personalidade, sem considerar suas características únicas, que te distinguem, é dar as costas para a possibilidade de se destacar e de encontrar seu próprio e intransferível caminho do sucesso.

Carta do dia 20 de junho de 2014

10 de Paus

10 de Paus

por Magda Kumara

Legitime seu direito de viver como quer!

As crianças são naturalmente ativas e cheias de energia. E os adultos estão sempre a lhes dizer que é preciso estudar, realizar, construir; que a vida não é feita só de brincadeiras e diversão, que é preciso ter responsabilidade. Crescemos acreditando nisso, crescemos tentando sufocar essa energia vital e criativa para poder construir uma realidade segura e estável. Mas não é tão simples assim.

Essa energia que fica contida não se apazigua, não adormece. Ela acumula e continua a pulsar dentro de nós, ela quer vir à tona, quer se expressar. Os impulsos estão presos, mas não mortos.

Engana-se quem pensa que a realização material consegue se sobrepor a essa força vital. Mesmo quando se consegue alcançar a segurança, o poder, a riqueza – sem que essa energia tenha expressão – o sentido da plenitude não se faz presente.

Manter o status social e econômico pode ser menos prazeroso do que parece, em especial quando ele é adquirido às custas da repressão de sua vontade real, da opressão de seus instintos e impulsos.

Todos nós ainda possuímos um lado aventureiro e brincalhão, mas ele não pode ficar preso e oprimido por tantas obrigações, tarefas e responsabilidades que não permitem sua expressão.  Quanto mais tempo essa energia for bloqueada, mais perto ela chega de seu limite e maiores as chances dela se manifestar em seu corpo ou em acidentes.

Portanto, não desista dos seus sonhos em nome da segurança material e da responsabilidade. Não deixe de lutar pelo que deseja com medo da miséria e da derrota. A responsabilidade começa antes de tudo por você mesmo, sendo responsável por viver como realmente quer.

Carta do dia 18 de junho de 2014

Pajem de Ouros

 

Pajem de Ouros

por Magda Kumara

Decifrando a linguagem do corpo!

Sem o corpo não haveria esta vida. Toda a vida nesta dimensão está submetida ao contorno do corpo, mas esse mesmo corpo é por vezes esquecido e pouco entendido. Carregamos mais peso do que ele pode aguentar, comemos coisas que o agridem, usamos sapatos que o entortam, nos sentamos desrespeitando sua postura.

Observar o corpo é observar a si mesmo. Muito se exige dele, sem perceber suas  reais necessidades. Na maioria das vezes, o corpo é visto apenas sob a ótica da estética. Reclama-se de uma ruga, de uma gordura a mais, de que o cabelo é isso ou aquilo, mas tratá-lo com a dignidade que ele merece, muitos poucos o fazem.

O cuidado com o corpo é, por extensão, garantir que o espírito cumpra sua  jornada. Mas esse cuidado vai além dos aspectos de alimentação, postura, atividade física. O cuidado do corpo pressupõe uma observação honesta e contínua sobre o que o afeta.

As emoções e traumas estão registrados no corpo. Dores musculares, doenças crônicas dizem muito sobre nosso estado psíquico e emocional. Machucamos o corpo quando negamos nossas necessidades, quando nos cegamos diante das mudanças que devem ser realizadas.

Pare, perceba, observe como seu corpo está. Como ele está neste exato momento? Coloque-o numa posição melhor. Está com alguma dor? De onde vem isso? Você poderá identificar a ação que a provocou, mas associe com outros aspectos da vida.

É preciso exercitar essa observação contínua sobre o corpo. Inicialmente, o isolamento pode ser necessário. Treine essa percepção por meio da meditação e estará observando muito mais do que apenas o corpo.