Carta do dia 02 de julho de 2014

10 de Paus

10 de Paus

por Magda Kumara

Seja responsável!

Ouvimos muito essa frase, seja dos outros, seja de nós mesmos.

No livro O Pequeno Príncipe há a tão citada frase: Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas! Bonito… mas muuuito pesado! Não há caminho alternativo? Não posso mudar de ideia? Não posso não querer mais? Tudo e todos nos dizem: NÃO!

A responsabilidade passou a ser um fardo tão grande que muitas pessoas estão protelando a vida adulta, demoram a sair da casa dos pais e tomar seu próprio rumo, afinal, os jovens podem ser irresponsáveis.

Mas, não pode haver um meio termo? Ou é responsável e assume todos os ônus disso ou é totalmente irresponsável? O interessante é que, quando conhecemos histórias de pessoas que largaram uma vida segura, estável, abastada (e cheia de responsabilidades) para se lançar na maior aventura de suas vidas: viver como quer, nós achamos o máximo, não é? Admiramos sua coragem, sua força de vontade, seu espírito livre! E por que nós não podemos fazer isso também?

Você pode dar todas as justificativas – filhos, família, contas, etc- para não buscar seu sonho, mas para todas é possível encontrar uma solução sem que nada se perca, nem ninguém entre em sofrimento profundo.

Quando aprenderemos que aqueles que nos amam verdadeiramente nos querem felizes? Quando aprenderemos que quando estamos felizes inspiramos as pessoas a serem felizes também? Quando aprenderemos que esta vida é uma oportunidade maravilhosa para realizar o que nosso espírito precisa? Quando aprenderemos que ser responsável não é atender àquilo que esperam de nós? Deve-se sim ser responsável, mas por sua própria vida e manter sua alma sempre vibrante!

Carta do dia 01 de Julho de 2014

06 Os amantes

VI – Os Amantes

por Magda Kumara

Vamos falar de amor…

Falar de amor não é muito fácil, há tanto a se falar. Podemos falar sobre a maravilha que é amar e ser amado ou sobre a dor do fim do amor. Podemos falar sobre o colorido que o amor traz à vida e como deixa tudo em preto e branco quando acaba. O amor é daqueles temas que a todos interessa, afinal, todos querem amar, todos querem encontrar um parceiro para viver essa experiência fantástica e transcendental. Mas nem todos conseguem, de fato, vivenciar o amor.

Para começar, amor não é o mesmo que relacionamento afetivo. Pode-se ter muitas relações, mas nunca ter amado. Amor também não é o mesmo que paixão. Paixão é um estado passageiro e transitório, pode até transformar-se em amor, mas não o é em sua essência. AMOR, assim, em caixa alta, é outra história.

Você já deve estar cansado de ouvir que “para ser amado é preciso se amar”, mas é a mais pura verdade. Quando se quer o amor, mas ainda não se ama plenamente, corre-se o risco de:

  1. Ficar encantado pelas mais diversas pessoas. Não pode perder uma oportunidade, afinal, caiu na rede é peixe. Tudo o que deseja é encontrar alguém, quem sabe daí pode surgir o amor?
  2. Esperar que a pessoa certa apareça na vida. Sempre um defeito, não era bem o que queria. Um dia encontrará sua alma gêmea, a perfeita!
  3. Entrar em relacionamentos que não trazem completude e muito menos amor. Ele(a) gostou de você, não custa tentar… Mas, não muda a forma como você se sente e fica na eterna dúvida se continua ou se termina.

Não tem jeito, enquanto não houver uma real autoaceitação, sentindo-se bem do jeito que é, sem autocríticas destrutivas, nem esperando ser amado para se amar, poderá encontrar de um tudo, menos o verdadeiro amor!

Carta do dia 30 de junho de 2014

6 de Copas

6 de Copas

por Magda Kumara

Resgatando o prazer e a alegria!

Muitas vezes, durante nossa vida, nos perguntamos se somos felizes. São tantas responsabilidades, preocupações, afazeres… até parece que aquela alegria de viver ficou no passado, na infância, quando havia leveza. Quando crianças, mesmo que nem tudo fossem rosas, podíamos nos distrair com nossas brincadeiras, viver nossas fantasias e alegrar-se com cada nova experiência e aprendizado. Mas agora, somos adultos.

Sim, somos adultos e a alegria também deve fazer parte de nossos dias, de nossas atividades, de nossas relações. A alegria e o prazer de viver devem ser nosso estado natural! As contrariedades, as angústias e os incidentes devem ser exceção não a regra!

Será que nós nos acostumamos ao sofrimento? Será que passamos a acreditar que viver plenamente é uma ilusão, uma fantasia infantil? Ah, se for isso, temos que começar a mudar tudo já! A vida não é um castigo divino, a vida não deve ser um suplício. A vida é uma oportunidade de crescimento e de aprendizado, é como uma escola. E escola pode e deve ser divertida. Já está comprovado que se aprende mais brincando do que chorando, que a alegria ajuda no aprendizado. Vá a uma escola infantil, pode parecer que as crianças só estão brincando, mas elas estão aprendendo muitas coisas importantes.

Então, esqueça as crenças incorporadas de que a vida é um mar de lágrimas. O prazer e a alegria de viver não dependem de nada que está fora de você, eles vem de dentro. Se não está vindo é porque você os bloqueou, soterrou-os sob várias camadas de tristezas e de tédio.

Liberte seu prazer e permita-se viver a alegria de ser quem é. Você pode e merece ter uma vida plena, autêntica e verdadeira!

Carta do dia 27 de junho de 2014

Pajem de Copas

Pajem de Copas

por Magda Kumara

Amar se aprende se amando!

Estou certa que você sabe disso há muito tempo, não é? Saber é uma coisa, colocar em prática, ah, é muito diferente.

Por que é tão difícil se amar? Estou dizendo se amar de verdade, não só da boca para fora. Sentir-se bem com quem se é, ser feliz por ser do seu jeito, gostar de cada pedacinho seu. Realmente não é fácil.

A parte mais difícil está em gostar daquilo que você julga imperfeito, ruim, inacabado. Mas esse julgamento é baseado em que? Em quais valores? E quem disse que imperfeito e inacabado não é bom?

Ficamos tão maravilhados com as pessoas consideradas belas e maravilhosas que, quando nos olhamos no espelho, não gostamos do que vemos. A maquiagem do rosto não é capaz de mudar a imagem que temos de nós mesmos. O mundo pode nos encher de elogios, mas continuamos a aumentar nossos defeitos, sempre à procura da perfeição. Enquanto não formos perfeitos, não seremos amados!

Mas não se engane, quase todo mundo tem problema de autoestima, mesmo que mostre o contrário. Afinal, assim como uma relação precisa ser cuidada cotidianamente, a autoestima também carece de atenção. Ao ficar conectado, com o que você gostaria de ser, está ferindo e desprezando a si mesmo. Se você insiste que é feio, é assim que será. Se você se convenceu de que não é bom o suficiente para ser amado (até por você mesmo), não será amado mesmo!

Mude a forma como você se enxerga. Valorize suas qualidades, perceba o quanto elas te tornam uma pessoa única. Ser igual aos outros para que? O melhor é ser diferente, exclusivo e carregar muito amor, por você mesmo, e para entregar a quem o merecer!

Carta do dia 26 de junho de 2014

18- A Lua

XVIII – A Lua

por Magda Kumara

Quem sabe a verdade?

Temos tanto medo de sermos iludidos pelos outros que fazemos de tudo para estarmos atentos, alertas e espertos. Mas, o verdadeiro perigo mora dentro de nós. Nós mesmos criamos nossas ilusões.

Deixe-me explicar melhor. Existe uma cultura que prega o quão negativo é ser ingênuo. A ingenuidade faz com que você seja enganado, que te passem a perna, que criem ciladas contra você. Por isso, aprendemos a dormir com um olho aberto e outro fechado, a observar e captar os interesses ocultos e nunca acreditar piamente no que é dito. O mundo é dos espertos. Use a cabeça! E assim, usamos demasiadamente a cabeça. Todas essas frases fazem parte de nossos pensamentos, nossa mente fica concentrada nas possíveis armadilhas que podem ser armadas contra nós. Usamos tanto a cabeça que negamos nossas outras impressões.

A intuição, os impulsos, o inconsciente possuem uma forma única de perceber os acontecimentos. Eles captam o que paira no ar, a energia emanada, a vibração. E, mesmo que não sejamos capazes de descrever em palavras, sentimos. É o que acontece quando conhecemos alguém e só de olhar, não vamos com a cara! Mas, a razão não sabe decifrar esses códigos e jogamos fora esse sentir, achamos que é besteira, que é fruto do medo, do desejo, da vaidade… De qualquer coisa, menos da verdade!

Assim, surge a ilusão. A ilusão sobre si e sobre os outros. A realidade é vista pelos olhos iludidos, desfocados, míopes. Sem usar todas nossas fontes de informação interna, vivemos num mundo irreal, numa fantasia.

A vida mutilada dessa porção intuitiva e divina provoca distorções na forma de ver o mundo, na forma de ver as pessoas e, infelizmente, na forma de ver a si mesmo. E nessa distorção, deixa de ver seus lados ocultos e escuros, que carecem de luz e de expressão. Quem nega seu inconsciente tem uma vida errante porque está negando seu próprio autoconhecimento.