Carta do dia 1º de Abril de 2013

8 de Espadas

8 de Espadas

Existem momentos em que percebemos que o que mostramos é diferente do que somos de verdade. Acredito que muitas vezes fazemos isso. Mas, por quê? O que queremos esconder? O que não queremos que o mundo perceba em nós? Na maioria das vezes não sabemos, agimos naquele piloto automático que fomos continuamente acionando toda vez que uma atitude tinha uma reação esperada, isto é positiva. Iguaizinhos aos ratinhos do Pavlov! Fizemos tanto isso que, quando nos damos conta, nosso mundo externo pode ser muito diferente do interno!

Isso acontece porque temos medo de mostrar exatamente aquilo que somos e pensamos, medo de, ao nos mostrarmos, provocarmos uma ruptura em uma estrutura de vida já conhecida e aparentemente estável. Em nome desse medo, nos omitimos e encolhemos, não nos manifestamos ou acatamos coisas das quais discordamos. Mas essas atitudes também trazem consequências.

A carta de hoje, o 8 de Espadas, retrata essa omissão continuada e o alto preço que se paga por isso! Sempre temos a escolha do caminho a seguir e todo caminho escolhido tem pedras. O caminho só fica mais fácil de ser percorrido quando somos honestos com nossos princípios e nossa verdade interior.

Se, por um acaso, você está muito angustiado por uma situação ou em uma “saia justa”, saiba que não haverá uma solução redentora vinda dos céus, caberá a você tomar a atitude, atitude que há muito já devia ter sido tomada. E o que vai acontecer? Várias coisas, mas você não pode fugir mais disso!

Magda

TARÔ E ARQUÉTIPOS

arquetipo3

Você já viu um baralho de Tarô? Ele tem 22 cartas com nomes como: O Diabo, A Morte… parece até assustador. Mas, na verdade, não é não! Essas cartas trazem coisas muito mais ricas e interessantes do que percebemos à primeira vista. Essas cartas com nomes, são chamados Arcanos Maiores. Se existem os Arcanos Maiores, existem também os Arcanos Menores que são representados por 4 naipes, os mesmos das cartas de baralho comum. Coincidência? Acho que não! Na verdade, a história do surgimento das cartas de Tarô é bastante nebulosa e as tentativas de explicá-la são muitas. Seja como foi, quando e onde efetivamente o Tarô se originou, suas cartas receberam uma formatação consensual quanto aos seus arquétipos apenas no século XX.

O baralho completo do Tarô é composto por 78 cartas, assim dividido:

  • 22 cartas dos Arcanos Maiores – representam os arquétipos contidos no consciente coletivo da humanidade e da vida, isto quer dizer, que são universais, estão em todos nós ou faz parte de nossas vidas.
  • 40 cartas dos Arcanos Menores – representam as várias formas e maneiras dos Arcanos Maiores se manifestarem na vida cotidiana. São cartas numeradas do Ás ao 10, dos quatro naipes.
  • 16 cartas da Realeza – representam personalidades, qualidades internas, o comportamento dos arquétipos. São as cartas ilustradas como Princesa ou Pajem, Príncipe ou Cavalheiro, Rainha e Rei dos quatro naipes.

Você percebeu que a base do entendimento do Tarô está em uma palavrinha? ARQUÉTIPO! Se você não é da área da Psicologia, Filosofia, Teologia ou um esotérico talvez tenha alguma dificuldade de compreender o que ela quer dizer. Vou tentar explicar de uma maneira mais fácil, embora essa seja uma tarefa um tanto difícil, porque ela é recheada de significações.

Etimologicamente, apalavra “arquétipo” significa algo como “modelo original”, isto porque “arqué” vem do grego (arkhé) e significa principal, princípio e “tipo” que também vem do grego (tipos) e significa marca, impressão. Sei que não ajuda muito, mas sempre acho que é bacana sabermos de onde vem a palavra e seu significado.

De fato, a etimologia não é capaz de explicar sozinha essa palavra que foi trabalhada conceitualmente muito antes de Carl Jung.

O vilão, o bandido, o mocinho, o salvador, e por aí vai, são imagens arquetípicas. Quando assistimos a um filme, a um desenho animado, esses arquétipos saltam aos olhos. A construção de uma personagem é arquetípica. Os filmes mais interessantes são justamente aqueles que nos surpreendem ao inverter o modelo arquetípico: aquele que jurávamos que era o assassino (porque trazia todas as características físicas e comportamentais de vilão) é inocente! Essa é uma linguagem universal! Não importa se o filme é chinês, russo, iraniano, europeu, latino-americano, os arquétipos estão todos lá. Mas vamos combinar que nos filmes norte-americanos eles carregam demais nos arquétipos e costumamos dizer que chegam a ser caricatos!

Os arquétipos são basicamente isso, na sua essência de inconsciente coletivo. Está em todos nós, é de todos nós, não é exclusivo de uma pessoa, não é uma marca individual, é uma marca universal!

Por isso que os 22 Arcanos Maiores recebem esse nome, porque representam os arquétipos universais. Já os Arcanos Menores representam a manifestação desses arquétipos de acordo como cada um os percebe, eles carregam um conteúdo individual.

Voltando à etimologia, “arque” também significa arco, ângulo, mostrando que o arquétipo também pode ser entendido como uma “espécie de ângulo”. Isto porque, o arquétipo também pode ser individual. Nós compomos arquétipos dentro de nós a partir de nossas próprias experiências e vivências. Criamos imagens do que é bom e mau de acordo com o que internalizamos. Por exemplo, podemos achar um “tipo” de pessoa legal, porque ela possui características semelhantes a alguém de quem um dia tivemos em alta conta.

O olhar de quem está olhando é único e intransferível, este olhar carrega sua história e seus pressupostos individuais, criando seus próprios arquétipos.

O arquétipo, portanto, é universal e individual. Carregamos o inconsciente coletivo, como carregamos nosso inconsciente individual. Jung afirmava que a transformação de arquétipo acontece quando o tornamos consciente. Este é um trabalho de quebra de modelos, do “modelo original” sob a nossa perspectiva, sob nosso ponto de vista.

O Tarô carrega e transmite essa mágica, nos ajuda a acessar nosso inconsciente, transformar e transmutar aquilo que não sabemos bem o que é, mas que, vira e mexe, nos apoquenta, nos traz, ora um tanto de tristeza, ora um tanto de ansiedade; mas que nos desequilibra.

Se você deseja esse contato com seu mundo interno e, por vezes, sombrio; se você deseja ver sua vida psíquica repaginada, tenha no Tarô um grande aliado nessa jornada!

Magda

Carta do dia 28 de março de 2013

4 de Paus

 

4 de Paus

Esta semana está especial! Na segunda tivemos um Pajem de Paus, indicando o início de um novo projeto, na terça o 3 de Copas aconselhava-nos a festejar esse novo início, ontem o Rei de Ouros anunciava que as possibilidades de realização estavam latentes e hoje temos o 4 de paus indicando a manifestação desse projeto.

Tudo na vida precisa ser gestado e cuidado para crescer forte, isso também se faz com ideias, valores, projetos, amores… E tudo tem um momento de nascimento, florescimento, o desabrochar.

Como não perco minha mania de explicar, porque sempre achei que quando entendemos o funcionamento das coisas conseguimos internalizar melhor sua mensagem, vou detalhar algumas coisas.

Acho que você já sabe que as cartas de paus representam o fogo, a chama acessa. O fogo se relaciona com ideais, intuição, criatividade, sexo e sexualidade. Representa também profissão, no sentido de carreira, de realização profissional.

O número 4 dos Arcanos Menores está dentro de um processo que envolve todos os outros números. Para ficar mais claro, podemos sintetizar assim:

  • Ás – Embrião: a energia do naipe está se iniciando, ainda sem forma.
  • 2 – Reflexão: a presença dessa nova energia promove a reflexão, ela deverá ser alimentada ou não?
  • 3 – Desenvolvimento: após a resolução do conflito interno, quando a presença dessa energia é finalmente percebida e aceita, ela começa a se desenvolver.
  • 4 – Manifestação: essa energia começa a se manifestar externamente, ela ganha forma.

 

Conclusão

Este é o dia da manifestação daquele novo projeto, nova paixão, novo desejo, nova atividade profissional!

O período de maturação já foi, deixe vir à luz aquilo que você tem cuidado internamente! Não tenha medo, não receie! É o momento!

Uma gestação tem seu tempo certo, não é mesmo? Não retarde o desabrochar, não faça isso com você! Permita que nasça aquilo que você tão bem tem guardado e alimentado!

Coragem e bom começo!

Carta do dia 27 de março de 2013

Rei de Ouros

Rei de Ouros

Nesta quarta-feira, mais uma vez somos agraciados por uma carta da realeza, mas agora sob o naipe de ouros.

O naipe de ouros representa o mundo material: objetos, posses, negócios, trabalho (paus fala sobre profissão), sucesso material, finanças, corpo físico. Tudo que vem da Terra: criaturas, pessoas, árvores, vegetação. Vamos relembrar o que ele representa:

As cartas de Reis representam as qualidades dinâmicas, expansivas e assertivas daquele determinado naipe. Essas poderosas figuras masculinas representam a utilização total da energia nessa esfera da vida, ao construir e concretizar o mundo exterior. (veja mais em: Cartas da Corte ou da Realeza).

Já deu para perceber a energia do dia? Hoje é um dia muito positivo para realização de assuntos ligados ao mundo material. Isso tanto pode ocorrer pela força que você reconhecerá internamente para conquistar o que lhe é de direito, como pode aparecer uma pessoa (como é um rei, um homem já maduro), que lhe ajudará nesse aspecto.

Seja de uma forma ou de outra, é um dia muito poderoso para lidar com assuntos relacionados a bens, finanças, saúde e todas as outras que compõem o mundo de ouros. Se você quer resolver ou realizar algo nessa esfera, hoje é um dia muito promissor!

Magda

Carta do dia 26 de março de 2013

3 de Copas

 

3 de Copas

Há anos trabalho com o tarô, mas ele continua a me surpreender. As cartas têm ido e voltado, os temas se repetem. Não é diferente hoje! Há exatas duas semanas, o mesmo 3 de Copas era a carta do dia. Mas, hoje está em outro contexto.

Ontem, a energia era de um Pajem de Paus, a criatividade, a intuição, um projeto começando a despontar; hoje, o conselho do 3 de Copas é para vivenciar com alegria e emoção aquilo que foi iniciado.

Muitas vezes, buscamos caminhos lógicos e seguros para dar continuidade àquilo que idealizamos e, normalmente, desistimos no meio do caminho se notamos que o terreno não é sólido o bastante. Temos medo de afundarmos e recuamos.

Esta carta nos aconselha a encontrar na emoção, em nosso íntimo a alegria e a certeza de nossas escolhas. Às vezes, precisamos fechar os olhos e sentir, deixar o fluxo da energia fazer seu trabalho. Nossa atuação, pelo menos hoje, é de permitir e de se alegrar pelas novas possibilidades!

Precisamos aprender a confiar em nossa capacidade, ter fé e tomar fôlego para os próximos passos. Há momentos de ação e momentos de reflexão, mas este é um momento de celebração ao novo que está sendo gerado!

Magda