Carta do dia 30 de julho de 2013

3 Imperatriz      Reconhecendo as necessidades do corpo físico.

III – A Imperatriz

A imperatriz representa a mãe, a natureza, a força da existência material, a frutificação. Para tantos significados, tantas questões a se refletir sobre o significado dessa carta para o dia de hoje.

Comecemos pelo lado mãe. Sem a mãe não existiríamos fisicamente. Parte da mensagem do tarô para hoje está aí, na necessidade de cuidarmos de nosso corpo, reconhecermos suas necessidades, permitirmos o prazer, potencializar nossas percepções sensoriais. O corpo é nossa dimensão material, nosso bem mais precioso! É com ele que nos achamos no mundo. O alimento do corpo é mais do que comida, a saúde do corpo vai além de órgãos em pleno funcionamento. Precisamos prestar mais atenção às suas necessidades, integrá-lo ao nosso processo de evolução espiritual – pois ele é nosso veículo e o prazer é uma arma poderosa contra todas as insanidades!

A mãe gera, a mãe nutre, a mãe cria. Precisamos sair um pouco mais de nossa rotina, precisamos fomentar e dar asas à nossa criatividade. Quantos projetos e ideias você já teve que deixou morrer? Quantos desejos você teve medo de alimentar? Quanto mais caminhamos na trilha segura e conhecida, mais distantes ficamos de nossa porção sagrada, criativa e única.

Assim como uma mãe nutre o corpo de seu filho – desde sua formação -, o aconchega e o protege, seja agora sua própria mãe e ofereça ao seu corpo essa nutrição de amor, ternura, apoio e acolhimento, pois sabemos que quando cuidamos e damos atenção às mais variadas necessidade de nosso corpo, todo nosso ser vibra e se beneficia.

Carta do dia 29 de Julho de 2013

king of swords Com decisão e valentia, enfrentamos os obstáculos que se opõem aos nossos projetos.

 

Rei de Espadas

Temos aqui uma das figuras da corte do Tarô que apresentam associações com os elementos da natureza. A carta de espadas refere-se ao elemento ar e está relacionado ao intelecto. Os Reis expressam o aspecto fogoso do elemento, suas ações são rápidas, impulsivas, às vezes violentas e geralmente efêmeras.

A partir disso, podemos definir esse Rei de Espadas como uma pessoa com a mente bastante exaltada, podendo ter atitudes extremistas ou muito impulsivas, que podem fazê-lo perder a noção de realidade. Por outro lado, pode representar uma reação explosiva libertadora diante de uma situação que há muito tempo o sufocava.

Seja como for, ele nos alerta que precisamos expressar o que pensamos, pois quanto mais nos reprimirmos, maior será a violência de sua expressão.

Pode ser que você esteja com muita vontade de tomar uma atitude decisiva com base em uma ideia, projeto ou ideal. Isso o está deixando tão envolvido que esquece ocupa toda sua mente. Ou pode ser que, depois de muito tempo se segurando, você está prestes a se expressar verdadeiramente, dizendo tudo o que pensa. Seja um ou outro, existem decisões, opiniões ou objetivos que já foram por muito tempo guardados, adiados ou reprimidos.

Seja qual for sua situação, o Rei de Espadas indica que chegou a hora de agir em favor de seus projetos! Talvez ainda não seja possível a concretização material de tudo isso, mas o importante é sair dessa opressão interna e começar a dar crédito aos seus conhecimentos e opiniões e partir para a ação.

Perdendo o medo de falar o que pensamos e colocando nossas ideias em prática, libertamos-nos de nossos condicionamentos que nos prendem a rotinas e critérios sem vida.

Carta do dia 28 de Julho de 2013

18- A Lua      O ser verdadeiro está escondido por trás dos medos.

XVIII – A Lua

A Lua é uma carta que traz algumas apreensões para quem a conhece. Isso porque ela não representa aquela lua bela e poética, esta Lua do tarô apresenta os aspectos obscuros em nós mesmos, nosso inconsciente que clama por ser expresso e reconhecido. Ele é um desconhecido para nós e provoca ao mesmo tempo atração e temor. Atração para conhecê-lo, encontrar as respostas para muitas perguntas, poder enfim se completar. Mas, por outro lado, ameaça o mundo conhecido e seguro, nossa “zona de conforto”, nos confronta.

Parte dos nossos temores em relação à Lua está no fato dela representar também nossa infância, nosso passado, especialmente aquilo que não queremos mexer, nem lembrar com precisão. É parte do nosso passado que quando acessamos, mesmo que incompletamente, sentimos mal-estar, aflição, irritação e todas as sensações desagradáveis. Tudo que queremos é escapar, nos livrar disso. Fugimos, fugimos para longe dessas lembranças ruins.

Portanto, assim como a lua tem seu lado que está sempre oculto de nós, nós também temos essa porção, que é nossa própria sombra.

Você já percebeu que quanto mais distante ficamos da luz, maior é nossa sombra projetada? É a mesma coisa que acontece com nossa sombra interna, quanto mais desejamos nos afastar dela, negá-la, maior ela se torna, mais ela nos assombra. Precisamos aceitá-la, iluminá-la e desvendá-la, pois quanto mais nos distanciamos dela, mais ela nos manipula e mais distantes ficamos de nós mesmos.

Encarar a própria sombra não é tarefa fácil! Quando fazemos isso sentimos muito medo, insegurança, fragilidade, vulnerabilidade. Encontramos todas as emoções do passado que ficaram ali justamente porque não quisemos dar muita atenção, afinal aprendemos que se não dessemos atenção a algo ele deixava de nos importunar. Mas o que acontece é o inverso disso.

Apesar de todo o mal estar proveniente desse contato com nossa sombra, só assumindo-a, com toda sua bagagem, poderemos nos reintegrar.  Continuar a fugir significa continuar a ser assombrado. Quando o Tarô apresenta a carta da Lua ele está nos indicando que devemos transformar nossos medos em nossos maiores aliados. Conhecendo, entendendo, compreendendo como surgiram e, principalmente, acolhendo-os, eles vão pouco a pouco perdendo sua força e seu poder negativo sobre nós. Esse é um verdadeiro processo libertador!

Carta do dia 27 de Julho de 2013

3 de Ouros       O trabalho é uma expressão de sua criatividade e um fator importante de vitalização e crescimento interno e externo.

 

3 de Ouros

Após uma semana em que o Tarô nos aconselha a unir o ser com o fazer, de concentrarmos naquilo que realmente somos e temos prazer em fazer, agora é o momento de colocar em prática esse aprendizado.

Quando nos aproximamos daquilo que realmente gostamos de fazer, podemos começar a questionar as nossas antigas escolhas profissionais. Seu trabalho está em sintonia com aquilo que você é e gosta? Ou ele gera frustração e stress?

A relação com o trabalho vai além da questão financeira. Na mensagem de ontem, o tema era o envolvimento com a atividade, sem pensar nos seus resultados. A carta de hoje fala da qualidade desse envolvimento.

Há pessoas que se lançam avidamente ao trabalho, seja porque nele se distanciam de quem são (esquecendo suas frustrações, mágoas, carências emocionais) ou para a autoafirmação de seu ego (seu valor está diretamente relacionado às suas conquistas profissionais).

Grande parte dessa relação pouco saudável com o trabalho, vem da infância: o cumprimento das obrigações era premiado com carinho  aprovação. A maioria dessas atividades não tinha a menor relação com os potenciais, desejos e predisposições da criança. O aprendizado foi o de não fazer o que se gosta, que trabalho é obrigação e que é preciso ser eficiente no trabalho para ser aceito.

Devemos estar atentos a essas questões e identificar as atividades que despertam nosso entusiasmo, cuja realização nos levaria a autoafirmação e superação interna. Para isso, precisamos suplantar nossos medos, invalidações e/ou preconceitos que nos impedem de fazer opções profissionais diferentes das atuais.

Carta do dia 26 de Julho de 2013

14 Temperance    A essência começa a se expressar sem tensões ou angústias.

 

XIV – A Temperança

Em uma semana em que o Tarô nos aconselhou reiteradamente a unir o ser e o fazer, somos agraciados por uma carta que nos mostra caminhos para realizar essa empreitada.

A Temperança nos ensina que nesse processo de integração – do ser e do fazer – devemos colocar intenção em cada ação e não nos resultados que ela possa dar. Isso quer dizer que não adianta forçar a ser o que não se é, não adianta forçar que algo aconteça. Tudo tem um fluir e esse fluir deve ser natural. Não se consegue mudar o fluxo de um rio, por que então tentamos mudar quem somos ou quem amamos? Buscar resultados futuros nas ações gera ansiedade.

Os melhores resultados são obtidos quando fazemos aquilo que nos dá mais prazer, aquilo que é uma expressão natural de quem somos. Não exige esforço, só é necessário estar focado na voz que vem de nosso interior e não dar ouvidos às outras tantas vozes (da família, da sociedade e, principalmente, do ego) que nos desviam de quem somos! Quanto menos pensamos nos resultados e ficamos mais absorvidos na própria ação ela se torna um fim em si mesma e não um meio para atingir um objetivo futuro.

A nossa vontade verdadeira é um desejo que vem do inconsciente e que nos toma o corpo todo e flui lindamente. Mas, quando é a vontade do ego, ela está projetada no futuro, nos resultados da ação, atendendo ao seu desejo de reconhecimento e status.

Mais uma vez, então, o Tarô nos aconselha a nos aproximar e executar atividades que tenham mais a ver com o que somos. Aquelas atividades que sempre nos atraíram, mas que nunca ousamos levar adiante. Mas, sem pressa, deixemos fluir com prazer, amor e criatividade, permeado por uma forte sensação de realização.